terça-feira, 30 de junho de 2026

Pecadores

Pecadores. Sinners. De Ryan Coogler, 2025.

Parte de uma nova fase do cinema negro, Pecadores ecoa as atuais preocupações dos cineastas em representar questões sociais por meio do terror. Embora os filmes não sejam exatamente obras-manifestos, em muitos casos mostram-se reflexivos em relação aos dilemas enfrentados hodiernamente. A escolha do terror parece ser propícia por agudizar de forma mais ou menos didática inquietações coletivas.

domingo, 21 de junho de 2026

Os tradutores


Os Tradutores
. Les Traducteurs. De Régis Roinsard, 2019.

Excelente filme que faz a brincadeira de gato e rato típica das histórias policiais. Os Tradutores dialoga tanto com as narrativas policiais quanto com as histórias de bastidores do mundo da arte.  A questão da fetichização da obra e da autoria mostra-se o eixo principal da narrativa.

sábado, 13 de junho de 2026

Os curados


Os curados. The Cured. De David Freyne, 2018.

Lúbugbre, triste e com poucas possibilidades de escapes.

O filme aborda o tenso processo de adaptação dos infectados pelo vírus Maze à vida civil em um cenário pós-apocalíptico no qual o caos não se extinguiu por completo. Produzido e filmado na Irlanda, o projeto parece metaforizar traumas como os conflitos entre o IRA e o Reino Unido, o 11 de Setembro e a própria xenofobia contra minorias étnicas. Porém há uma atualização histórica no que se refere ao populismo de direita.

sábado, 6 de junho de 2026

Obsessão

Obsessão. Obsession. De Curry Barker, 2026.

Meninas, não confiem nos garotos! Bruxos ou mágicos suas varinhas sempre vão falhar. Este é, pelo menos, o andar sub-reptício desta narrativa na qual o pobre rapaz perseguido é o perseguidor! Spoiler? Não, apenas uma tendência cultural contemporânea.

Como lidar com o terror que se abre ao masculino dos dias de hoje? Haverá ainda a legitimidade para um filme no qual um homem seja a vítima? Ou devemos tomá-lo como o eterno vitimizador?

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Blue my mind


Blue my mind
. De Lisa Brühlmann, 2017.

Uma garota de 15 anos entra na adolescência virando um peixinho... Sim, Blue my mind não nos poupa da trivialidade metafórica de amadurecimento como processo de aceitação da "monstruosidade".

Antes uma goldenfish de aquário, depois uma linda sereia.

Entre o horror body movie e o teen movie somos presenteados com o drama de Mia, a menina suíça que tem pacto com o oceano. A descoberta de sua sexualidade exuberante se dá em um ambiente nada propício a isso: a toxicidade grassa horrores nas escolas do Uncle Switzerland. Ser adolescente não está fácil para ninguém.

Com uma bela fotografia em tons frios e azulados, mas com uma narrativa lenta, o filme é medroso ao explorar as dimensões horríficas da narrativa. Há alguns flertes com o horror, mas é o drama juvenil que dá o tom; e quando ele se abre para os elementos do fantástico é para facilitar o desfecho.

O filme argumenta que cada mulher precisa aceitar a sereia dentro de si, esfregando sua longa, longa, longa barbatana na cara da sociedade.

Cotação: ☕☕