Um Salto para a Felicidade. Overboard. De Garry Marshall, 1987.
Antes do Donald Trump ser uma
verdade havia apenas a vontade do americano médio em ver uma desforra do
caipira contra o elitismo cosmopolita...
Comédia divertida que mostra a reconfiguração
e uma novaiorquina elitista e esnobe que após sofrer uma amnésia se vê forçada
a viver entre caipiras da região do Oregon.
Inicialmente a elitista dama (interpretada
por Goldie Hawn) reluta com a vida de dona de casa, mas acaba descobrindo os
prazeres dos afazeres domésticos, tendo como (suposto) marido um grosseirão boa
pinta e bem intencionado (Kurt Russel).
O filme dá vez a cosmovisão
interiorana, simplória, amigável, sensível, mas um pouco grosseira que ao
receber estímulos civilizatórios externos desponta.
O filme acerta ao mostrar o
desprezo da sociedade norte-americana pelo white trash, isto é, o pobre
branco com baixa escolaridade. Mas acerta mesmo na química – um tanto forçada –
entre Hawn e Russel.
O diretor Gary Marshall já antecipa
alguns motes de Pretty Woman, como o amor pura interclassista. Ao fim e ao cabo
o elitismo novaiorquino precisa aprender com os grosseirões que nada refresca
mais que uma boa cerveja.
Pois é, lá atrás isso era uma
fantasia divertida. A pergunta a ser feita é: quem está rindo agora?
Cotação:

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