<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701</id><updated>2012-02-18T02:32:39.764-08:00</updated><category term='apocalipse'/><category term='drift'/><category term='serial killer'/><category term='homossexualismo'/><category term='carros'/><category term='prostituição'/><category term='Charlie Wilson'/><category term='esportes'/><category term='Gays'/><category term='União Soviética'/><category term='Michael Moore'/><category term='Abbas Kiarostami'/><category term='Batman'/><category term='Sean Penn'/><category term='Speed Racer'/><category term='racismo'/><category term='horror'/><category term='orfanato'/><category 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Horizonte'/><category term='extermínio'/><category term='automóveis'/><category term='Will Smith'/><category term='trash'/><category term='Patton'/><category term='superbad'/><category term='Emile Hirsch'/><category term='cinema'/><category term='Velozes'/><category term='Brad Pitt'/><category term='saúde'/><category term='John Ford'/><category term='Monstros'/><category term='Christopher Nolan'/><title type='text'>Café com Cinema</title><subtitle type='html'>Um blog dedicado à crítica cinematográfica.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>110</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4339480879160648324</id><published>2010-09-06T18:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T19:01:55.893-07:00</updated><title type='text'>Denominador comum: a defesa da prole</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contatos de 4º grau&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Fourth Kind&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Olatunde Osunsanmi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A estrada&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Road&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De John Hillcoat&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me fascinou como as experiências fílmicas se articulam a partir da prática cinéfila, gerando sentidos antes insuspeitos. Em uma tarde assisto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contatos do 4º&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grau &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A estrada&lt;/span&gt;. Dois filmes bem estruturados e que mereceriam comentários específicos, mas que agora os utilizo como uma proposta à reflexão de temática da paternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contatos do 4º grau &lt;/span&gt;aborda tal questão tangencialmente, uma psicóloga interessada em estudar uma “epidemia” de distúrbios do sono e pavor noturno em uma cidade do Alasca choca-se com a possibilidade de que pessoas estariam sendo abduzidas. Sua metodologia (hipnose) passa a ser questionada por autoridades locais, que a consideram culpada por uma série de sinistros acidentes envolvendo seus pacientes. O aprofundamento na pesquisa resulta no desaparecimento da própria filha, provavelmente seqüestrada por seres misteriosos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A estrada&lt;/span&gt; é um filme forte e impactante, com uma tonalidade tão pessimista que faz outros filmes apocalípticos parecerem um passeio no parque. O planeta terra está morrendo, não restam mais animais ou vegetais, tão somente troncos de árvores e gramíneas ressecadas e congeladas. Grande parte dos seres humanos pereceu, há uma minoria que anda errante a procura de migalhas da civilização caída. O canibalismo é a ameaça cotidiana. Nesse cenário sombrio (no qual o suicídio se converteu na mais sábia decisão) pai e filho tentam sair do interior americano em rumo ao mar, para depois alcançarem o sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como recuperar a filha retirada do aconchego do lar e conduzida até uma nave por uma luz dourada, fria e paralisante? Como a mulher deve se posicionar para a defesa da criança já traumatizada por eventos anteriores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TIWZJ-e3XlI/AAAAAAAAAe4/ceHtL8PxC8s/s1600/together2.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 157px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TIWZJ-e3XlI/AAAAAAAAAe4/ceHtL8PxC8s/s320/together2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513981715455368786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O homem e o fardo da força; a mulher e a absorção da paixão.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como proteger um garoto de um mundo no qual a solidariedade humana se sublimou e a perspectiva mais realista é a morte por fome ou frio, quando não o abate por outro ser humano? Poderá um homem ensinar ao filho os valores de uma civilização já inexistente? Como garantir a sobrevivência moral e física?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois desafios lançados, que receberão itinerários diferentes com eventuais possibilidades de redenção. No filme de Osunsanmi o que fica são os lugares já visitados da mulher acusada de insanidade e histeria. Parece prevalecer a crença de que a defesa materna se consiste em um jacto violento de amor, desprovida de racionalidade. A ação feminina carece de uma força para o enfrentamento às adversidades, o choro e o desfalecimento são as conseqüências esperadas de qualquer ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visões sutis e implicitamente misóginas abundam a história do cinema americano e no que se refere ao universo familiar as mulheres sempre caem nas mesmas armadilhas. As autoridades as interpelam “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;estás louca&lt;/span&gt;?” e a resposta é um grito histérico “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I want my daughter&lt;/span&gt;”. O embate poder masculino X instinto materno é fundamental, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contatos do 4º grau &lt;/span&gt;transparece o desconforto do delegado perante os métodos da Dra. Tyler, esta vista constantemente como suspeita. Recusa à vida alienígena ou a percepção de uma inadequação entre as condições de mulher e cientista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal filme é, sobretudo, um sensacionalista pseudo-documentário acerca da possibilidade de vida extraterrestre. Mas traz em seu bojo uma caricatura da mulher, mãe na busca incessante ao rebento subtraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no excelente trabalho de John Hillcoat, vemos outro caminho se constituir em torno da paternidade: racionalismo e virilidade. Não há lugar para prantos desmedidos, cabe ao masculino defender o filho e ensinar a lição sobre o gênero humano em épocas sombrias. Tudo dito em tom seco e melancólico, pois se questiona, em primeiro lugar, a própria perfectibilidade da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A destruição do mundo revelou a disposição dos homens e mulheres em se abnegarem de qualquer altruísmo, tudo em nome de uma sobrevivência visceral. No ocaso da Terra, não há nada de bom no homem que faria um deus sábio prolongar sua existência. Somente a inquebrantável força do amor paterno (sentimento heróico e quase bíblico) parece dar sentido ao autofágico mundo pós-hecatombe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois filmes bastante diferenciados, mas quando inter-cruzados nos oferecem paralelos interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulher – amor/incondicional – descontrole – histeria – fraqueza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;homem – amor/obrigação – racionalidade – auto-controle – força&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a escolha desses dois filmes seja aleatória, não há como negar as relações de gênero existentes no cinema americano (tipicamente ilustrada nos dois exemplos). Vejo possíveis releituras e banalizações de estereótipos da psicanálise que se popularizaram em começos do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas sagas apontam para desfechos dramáticos, nos quais as rupturas nas vidas de uns significam a continuidade da existência de outros. O cinema americano parece obcecado em se perguntar sobre a viabilidade da família nuclear. Valores tradicionais em roupagens modernas. Que os desavisados não se enganem, a questão de fundo é se o mundo pode sobreviver fora de uma ordem patriarcal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4339480879160648324?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4339480879160648324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4339480879160648324&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4339480879160648324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4339480879160648324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/09/denominador-comum-defesa-da-prole.html' title='Denominador comum: a defesa da prole'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TIWZJ-e3XlI/AAAAAAAAAe4/ceHtL8PxC8s/s72-c/together2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3037298901562992961</id><published>2010-07-06T20:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T20:30:22.745-07:00</updated><title type='text'>Sérpico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TDPv8A-7H9I/AAAAAAAAAag/l5_egzkF9Sc/s1600/serpicocolhead_02.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TDPv8A-7H9I/AAAAAAAAAag/l5_egzkF9Sc/s320/serpicocolhead_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490996185029877714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérpico&lt;/span&gt;, 1973. EUA. De Sidney Lumet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sérpico &lt;/span&gt;traz as marcas da filmografia da década de 1970. Discurso extremamente crítico, diálogos bem estruturados (na verdade, determinantes para o desenvolvimento das cenas) e a vocação para produzir uma boa dramaturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de um cenário urbano, vemos os ângulos “subterrâneos” de uma cidade, a corrupção da administração pública, endêmica nas forças policiais. O agente Sérpico, desde o início de sua carreira profissional, sente-se incomodado com os vícios dos seus companheiros e o consentimento velado dos seus superiores. Malquisto em todas as divisões em que trabalhou, acabou isolado e odiado pelos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não aceitar o suborno como os demais policiais, ele é o não confiável. Inverte-se as noções de certo e errado, se todos enlouquecerem e apenas um permanecer são, este é quem será tido como o aluado.  Referência à caverna de Platão e que denuncia a condição moderna, na qual o homem que detém a verdade termina segregado. A ética perdeu a potencialidade de fornecer modelos de conduta adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia expressa a sensação de anonimato e solidão, a cidade se agiganta perante o indivíduo e, nas sombras dos prédios, vive a criminalidade, graças também ao beneplácito dos homens da lei. Sérpico opta pela integridade e vê seu mundo se tornar um constante enfrentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealista, mas não no sentido quixotesco, sua postura e suas ações não são eficazes para debelar os interesses políticos e econômicos dos mais variados degraus do poder. A amargura do protagonista registra os limites da ação individual perante o estrutural. A convicção quanto à existência do bem comum fraqueja perante a racionalidade e frialdade do mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena final expressa com sutileza uma constatação construída ao longo da projeção: ao inconformista só resta a tentativa de escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: ótimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07 de julho de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3037298901562992961?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3037298901562992961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3037298901562992961&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3037298901562992961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3037298901562992961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/07/serpico-1973.html' title='Sérpico'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TDPv8A-7H9I/AAAAAAAAAag/l5_egzkF9Sc/s72-c/serpicocolhead_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-687252884223639841</id><published>2010-06-27T06:22:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T06:31:10.064-07:00</updated><title type='text'>Esquadrão Classe A</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCdRWJpHexI/AAAAAAAAAaY/1xiLihZMMiY/s1600/a_team.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCdRWJpHexI/AAAAAAAAAaY/1xiLihZMMiY/s320/a_team.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487444111961586450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esquadrão Classe A &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The A-Team&lt;/span&gt;), 2010. EUA. De Joe Carnahan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ideologicamente asqueroso e com fortes tendências para o narcisismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esquadrão Classe A&lt;/span&gt; faz a invenção de um mundo no qual a tônica das relações humanas, em seus mais diversos matizes, nos é dada pelo militarismo americano. Somos brindados com o capítulo introdutório, em que soldados ianques participam de uma missão secreta no México, atuando como policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analogia auto-explicativa, ao sul do Rio Grande, prevalece a criminalidade, o exército mexicano, corrupto e ineficaz, merece ser confrontado por soldados de elite, tão brilhantes quanto heterodoxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os papéis já estão distribuídos e o público acostumado à dinâmica dos próximos 110 minutos, vemos os personagens no Iraque, participando das forças de ocupação. Após a execução de uma missão muito arriscada, Esquadrão Classe A é acusado de um crime que jamais cometeu e daí os honrosos milicianos partem para provar suas inocências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro elege os atributos do imaginário militar, a purpurina verde-oliva, como as verdadeiras qualidades do guerreiro moderno, a começar pelo total descaso com a vida humana... Há momentos preciosos, de anteposição entre as Forças Armadas e os exércitos. O discurso prevalecente assevera a hombridade dos militares em relação aos civis e aos serviços de inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subjaz por trás desse discurso (talvez panfletário) certa crença otimista de que os problemas políticos teriam melhor solução quando resolvidos militarmente. Temos que pensar no público alvo do filme, o americano padrão, que tem uma bandeira dos Estados Unidos afixado a sua porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E única e exclusivamente por isso, vale a pena nos determos em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esquadrão Classe A&lt;/span&gt;, já que do ponto de vista da narrativa fílmica há um desmoronamento de todas as premissas iniciais. Os verdadeiros inimigos confrontados não são nem os mexicanos (pobres e feios) e nem os árabes (ricos e terroristas anti-libertários), mas sim funcionários do aparelho de Estado Americano, do exército inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício de psicanálise amadorística: o “inconsciente” do filme está reconhecendo que os americanos são os construtores dos problemas que alegam resolver. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;plot &lt;/span&gt;“traidor” é altamente eficaz: joga-se todo o crime das instituições em um bode expiatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinematograficamente medíocre, ideologicamente asqueroso, mas um excelente registro da visão narcisista norte-americana. Um filme em que Ghandi é citado como para legitimar a violência física merece tão somente a indiferença e o esquecimento. Porque é um filme bobo, feito por gente boba e para gente boba. E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: péssimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de junho de 2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-687252884223639841?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/687252884223639841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=687252884223639841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/687252884223639841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/687252884223639841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/06/esquadrao-classe.html' title='Esquadrão Classe A'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCdRWJpHexI/AAAAAAAAAaY/1xiLihZMMiY/s72-c/a_team.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8622336117417412661</id><published>2010-06-25T06:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T06:23:38.213-07:00</updated><title type='text'>O Fantástico Sr. Raposo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSq_uI5-uI/AAAAAAAAAZw/RozFcmagdZA/s1600/mr_fox.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSq_uI5-uI/AAAAAAAAAZw/RozFcmagdZA/s320/mr_fox.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486698257737972450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Fantástico Sr. Raposo&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Fantastic Mr. Fox&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Wes Anderson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que é a civilização? O que é deixar-se de ser selvagem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais questões atravessam o atraente filme de Wes Anderson, diretor que tem uma predileção muito conhecido pelos exóticos e excêntricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma animação feita para adultos, onde Sr. Raposo, o protagonista, vive preso em um terno, trabalhando em um emprego medíocre para sustentar sua família suburbana. Residindo nos limites do bosque, a visão de sua janela dá de frente para as propriedades dos três maiores fazendeiros da região: um criador de galinhas, outro de gansos e um irascível e astucioso produtor de cidra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela paisagem desperta nesse excêntrico vaidoso um sentimento bem familiar às raposas, evocativo dos seus tempos de ladrão de galinhas. Não resistindo à tentação, ele elabora um plano para assaltar os três fazendeiros, ridicularizando-os e confirmando sua notória esperteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante os ternos e os maneirismos humanos, bem como a precária civilização constituída no bosque (com escolas, escritórios de advocacia e lojas de 1,99) os animais ainda são feras e ressentem a situação em que vivem, distante dos seus instintos primários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Raposo é sem dúvida o mais corajoso, ou melhor dizendo, aquele que aceita a sua verdadeira essência. Há mais de uma ocasião em que ele pronúncia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“No final das contas sou só um animal selvagem”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu desejo, portanto, situa-se ao nível da identificação com suas origens, um encontro com sua ancestralidade. E nesse sentido o filme se estrutura quase que como um apelo anti-civilizacional. Apesar dos pedidos da Sra. Raposa, ele negligencia o bom senso, motivado pelo anseio em ser livre e cumprir sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;razão de ser&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não há como se enganar, esse ladrão de galinhas, que entra furtivamente no galinheiro é o verdadeiro herói. Em momento algum se propõe a destruir a espécie das galinhas, busca somente satisfazer suas vontades predando uns poucos espécimes. Bem diferente dos fazendeiros, que decidem destruir todo o bosque na tentativa de uma desforra pela ação ousada do Raposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização, no fim das contas, mostra-se mais bárbara que a própria selvageria. Quando os tratores avançam contra a floresta, as escavadeiras levantadas assemelham-se a mandíbulas, com dentes enfileirados e ameaçadores. Muito mais que os caninos do Raposo, que também insistem em aparecer, mesmo nos mais inocentes sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta com uma galeria de animais não tão interessantes, o destaque fique para Raposo, seu próprio filho enfada com o estereótipo do adolescente ressentido em busca do reconhecimento paterno. A vaidade das raposas permanece como temática essencial, metaforizando a beleza e os estratagemas da natureza, em contraponto com a frialdade da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos atos finais, subtende-se que os animais estão fadados a morrer – cercados pelos fazendeiros e entocados no esgoto. Mesmo com consciência de tal inevitabilidade não se abatem, deleitando-se com as pequenas vitórias, fazem um banquete às custas da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, reconhecem que a existência nada mais é que uma sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: Bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 de junho de 2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8622336117417412661?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8622336117417412661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8622336117417412661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8622336117417412661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8622336117417412661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/06/o-fantastico-sr-raposo.html' title='O Fantástico Sr. Raposo'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSq_uI5-uI/AAAAAAAAAZw/RozFcmagdZA/s72-c/mr_fox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-141013900581295857</id><published>2010-04-11T06:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T06:28:33.229-07:00</updated><title type='text'>Uma noite fora de série</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HMLIIFc6I/AAAAAAAAAZo/6xgbDep2Qj8/s1600/noite+juntos.bmp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HMK_Ugu9I/AAAAAAAAAZg/Wc_Y_VMeTRU/s1600/date_night_ver2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 224px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HMK_Ugu9I/AAAAAAAAAZg/Wc_Y_VMeTRU/s320/date_night_ver2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458868712517974994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma noite fora de série&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Date Night&lt;/span&gt;), 2010. De Shawn Levy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão já amarelada se a comédia é universal pode ser inutilmente retomada nesse filme protagonizado por Steve Carrel e Tina Fey. História que talvez seja divertida para casais bolorentos com mais de quarenta anos e que ainda querem ter esperanças de que estão vivos. Além disso, a piada principal (básica e recorrente) são as discrepâncias entre a mesmice dos subúrbios de New Jersey e o caos da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Town &lt;/span&gt;nova-iorquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso essa chave inicial não seja apreendida, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Date Night&lt;/span&gt; será tão somente um desfilar de situações inusitadas,  bobas e bem comportadas. O mecanismo que move a história é o mal entendido, casal suburbano confundido com casal de ladrões, esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;non sense &lt;/span&gt;tenta sustentar as pontas de uma narrativa sem ritmo e descompassada, mas com uma falha fundamental, esquecer-se de dar lugar a verdadeira protagonista: a vida noturna de Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1987, Crhis Columbus dirigia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adventures in babysitting&lt;/span&gt;, comédia adolescente na qual uma babá de 17 anos perambulava pelas ruas da cidade tentando escapar de criminosos enquanto procurava pela amiga presa na rodoviária. Filme que conseguiu mostrar os fascínios e perigos da vida “subterrânea” de uma metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HMLIIFc6I/AAAAAAAAAZo/6xgbDep2Qj8/s1600/noite+juntos.bmp"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 112px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HMLIIFc6I/AAAAAAAAAZo/6xgbDep2Qj8/s320/noite+juntos.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458868714881774498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adventures in babysitting&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Date Night&lt;/span&gt;, a noite de N.Y certamente não foi feita para os habitantes dos enjardinados bairros de New Jersey]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constatação de que as grandes cidades se transformam na noite profunda é tema das tradições literárias e cinematográficas. Basta lembrar os cronistas urbanos do século XIX (com suas “fisiognomias”) e o provocativo filme de Martin Scorcese, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de horas&lt;/span&gt; (1985).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a história protagonizada por Steve Carell não consegue nem ter a ingenuidade de Columbus e nem o humor negro de Scorcese. Tem um público alvo bem específico, que a rigor nem brasileiro é; a classe média suburbana americana indiscutivelmente entedia qualquer um e suas desventuras podem nos soar bem indiferentes.  Oscilando entre o quase besteirol e a terapia de casais, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Date Night&lt;/span&gt; consegue ser aquilo que o casal do filme parece evitar a todo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: Fraco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de abril de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-141013900581295857?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/141013900581295857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=141013900581295857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/141013900581295857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/141013900581295857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/04/uma-noite-fora-de-serie-date-night-2010.html' title='Uma noite fora de série'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HMK_Ugu9I/AAAAAAAAAZg/Wc_Y_VMeTRU/s72-c/date_night_ver2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-2344600392576221095</id><published>2010-04-11T06:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T06:13:44.398-07:00</updated><title type='text'>o retorno dos malditos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HJydgs5gI/AAAAAAAAAZQ/TuyN752TBHw/s1600/malditos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HJydgs5gI/AAAAAAAAAZQ/TuyN752TBHw/s320/malditos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458866092102182402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O retorno dos malditos&lt;/span&gt; (T&lt;span style="font-style:italic;"&gt;he hills have eyes 2&lt;/span&gt;), 2007. De Martin Weisz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ser fascista ou racista, trata-se de algo simplesmente americano, talvez eticamente incorreto, mas também mera expressão de mau gosto. Os americanos têm um apreço pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;freak&lt;/span&gt;, pelo estranho e anormal. Os circos de aberrações são tão americanos quanto a torta de maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma tradição literária e cinematográfica de qualidade “B” que mantém como tema principal a existência de monstros no coração da América. Lendas que partem de um fundo histórico real, pois no processo de colonização dos Estados Unidos, sobretudo com a expansão para o Oeste, muitas famílias ficaram isoladas nas novas terras ocupadas, sendo comuns os relatos de relações incestuosas e enlouquecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visão construída pelo leste urbano e cosmopolita sobre o oeste provinciano. Muito antes de representar o preconceito contra os negros ou os mexicanos, prevalecia o senso de desvalorização do pobre branco, o caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao cinema podemos citar filmes como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O massacre da serra elétrica&lt;/span&gt; (original e remake), &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O homem de Palha&lt;/span&gt; (original e remake), Viagem Maldita (original e remake), além do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Padrasto&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pânico na Floresta&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rejeitados pelo Diabo&lt;/span&gt; e muitos outros. A mensagem em todos esses filmes é a mesma, fora das cidades, das rodovias principais, existem pequenos povoados, regidos por outra racionalidade que não a judaico-cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mutantes canibais devoradores de pessoas incautas constituem personagens recorrentemente visitados, temática muito coerente com as tendências eugenistas que permearam a história intelectual dos Estados Unidos. Acontece uma equivalência entre a deformidade física e a mental, com clara sugestão de que aqueles que não possuem a simetria bilateral, a pele clara, os olhos azuis, os cabelos loiros e lisos estão singularmente predispostos à brutalidade. Em suma, o monstro é o não branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O retorno dos malditos&lt;/span&gt;, continuação do remake de um clássico faz parte dessa tradição, você pode até não gostar, mas deve entender sua proposta e situá-la no cinema de terror/horror americano. Pesa contra este filme, especificamente, um tom proto-fascista indisfarçável, uma imbecilidade profunda no roteiro e a total incapacidade de criar empatia com o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estúpido pelotão em treinamento de todo o exército americano (sendo mais preciso, da Guarda Nacional) vai parar nas colinas onde existe uma família canibal. Com coletes, capacetes, fuzis, e outras bugigangas militares, esses soldados conseguem levar uma inexplicável surra dos mutantes assassinos do mau das trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexplicável em termos, pois quando conhecemos os integrantes tudo fica claro... O pseudo protagonista é um soldado magricela que é pacifista, há um baixinho latino esquentadinho, um negro bom de briga meio sinistro, uma loira gostosa que não sei o que está fazendo nas Forças Armadas e uma latina idiota que no meio do território inimigo vai sozinha atrás da pedra fazer um xixizinho toda despreocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah me poupa, se eu chamar os moleques da minha rua organizo um pelotão melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único que tinha um pouco de habilidade era o sargento, mas que, na primeira oportunidade, foi fuzilado acidentalmente por um dos seus próprios soldados – maneira preguiçosa e chinfrim que o roteirista achou de deixar a situação mais cabeluda para os pobres recrutas. No mais o filme é a representação da deformidade como mal, o elogio do branco americano e a demonstração da incrível incapacidade dos militares americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Território inimigo, desconhecido, cheio de crateras, montanhas, relevo acidentado. Os soldados decidem se dividir em pequenos grupos (de certo para facilitar a ação dos seus captores), param, conversam, colocam as armas ao lado, discutem uns com os outros, enfiam as cabeças nos buracos. Seria mais previdente brincarem de roleta russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um soldado branco, uma soldada loira, um subsoldado latino, um subsoldado negro. Acontece um incidente e se forma uma dupla e um casal... quem fica com quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem morre: o casal ou a dupla? Quem sofre na mão dos algozes, a linda moça loira ou a moça latina? Viram, é disso que estou falando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: Péssimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-2344600392576221095?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/2344600392576221095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=2344600392576221095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2344600392576221095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2344600392576221095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/04/o-retorno-dos-malditos.html' title='o retorno dos malditos'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S8HJydgs5gI/AAAAAAAAAZQ/TuyN752TBHw/s72-c/malditos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4651465837502664727</id><published>2010-03-05T20:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T20:21:29.792-08:00</updated><title type='text'>Caçados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S5HUIyt0wJI/AAAAAAAAAZI/EBDt-H6R96Y/s1600-h/tf.org-Prey-free-2007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S5HUIyt0wJI/AAAAAAAAAZI/EBDt-H6R96Y/s320/tf.org-Prey-free-2007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445366671985655954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caçados &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prey&lt;/span&gt;), 2007. África do Sul/ EUA. De Darrel Roodt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Racista, antropocêntrico e absurdo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cólicas de tanto rir! Rir para não chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família de loiros americanos na África!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, madrasta e dois filhos, os Newman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai é engenheiro e foi para a África fazer uma BARRAGEM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(meu Deus... que edificante...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ele está dando duro, levando o PROGRESSO à África, a madrasta (loira boazuda) e as crianças fazem um SAFARI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém pegam uma rota indevida, o guia é devorado por leões selvagens (como é que é?) e eles ficam perdidos, &lt;u&gt;dentro do jipe ecologicamente incorreto&lt;/u&gt;, no meio do nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, eles estão na ÁFRICA SELVAGEM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdidos, completamente isolados da civilização!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tensão com musiquinha brega!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pasmem, a família loira americana construtora de barragens que anda em jipe nas savanas africanas são os heróis. Os monstros são os leões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressão minha ou há algo de podre nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperem, não acabou, os aplausos ficam para o caçador que ajuda na busca aos desaparecidos, especialista em grandes feras...  Mas não nos esqueçamos das cenas em que aparecem os africanos, cortando os restos dos leões abatidos, tal como se fossem hienas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendem o paralelo? Os brancos = os leões, os negros = as hienas... ficou claro ou alguém quer um infográfico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei! Há um nazi-sinal sendo projetado nos céus da cidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também somos agraciados com frases maravilhosas, quando o Mr. Newman (O loiro pai!) desabafa impetuosamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu vou entrar naquele carro e vasculhar cada centímetros desse continente até encontrar minha famíli&lt;/span&gt;a”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouíe Mr. White, aproveita que você está com as mãos na massa e descobre também a nascente do Nilo, se não for pedir demais, dá um pulinho lá na Antártida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se preocupem, no final, a civilização branca vence a selvageria, graças aos recursos disponíveis (com ênfase no JIPÃO 4x4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leões malvados são abatidos. Tão tocante ver o fardo do homem branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: Péssimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06 de março de 2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4651465837502664727?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4651465837502664727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4651465837502664727&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4651465837502664727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4651465837502664727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/03/cacados.html' title='Caçados'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S5HUIyt0wJI/AAAAAAAAAZI/EBDt-H6R96Y/s72-c/tf.org-Prey-free-2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8944522570105553248</id><published>2010-03-02T04:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T05:07:10.091-08:00</updated><title type='text'>O Lobisomem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S40MEXykxqI/AAAAAAAAAZA/LlDJR9j3JGQ/s1600-h/1265585761_wolfman.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S40MEXykxqI/AAAAAAAAAZA/LlDJR9j3JGQ/s320/1265585761_wolfman.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444020793805948578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Lobisomem&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Wolfman&lt;/span&gt;), 2010. Reino Unido/ EUA. De Joe Johnston&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lawrence Talbot é ator de teatro, especialista em interpretações shaekesperianas, faz parte de uma companhia de Nova York. Durante sua turnê pela Inglaterra recebe a notícia de que seu irmão se perdeu no bosque, ele retorna ao vilarejo onde nasceu na tentativa de ajudar nas buscas. Lawrence reencontra seu pai, um homem frio e misterioso, que comunica o falecimento do irmão, encontrado em estranhas condições, parcialmente devorado por uma fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a noite, Talbot vai ao acampamento cigano, em busca de maiores informações, mas acaba sendo ferido pela criatura. Apesar da gravidade do ataque, recupera-se rapidamente, seu corpo sofre, no entanto, transformações, e durante a noite de lua cheia, a maldição da licantropia emerge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao amanhecer, o pobre amaldiçoado é capturado por um investigador da Scotland Yard, sob a alegação de demência e múltiplos assassinatos. Lawrence Talbot é encaminhado para um sanatório, o mesmo local em que ele esteve quando criança a pedido do pai. Todos o tomam como louco, exposto ao escrutínio e escárnio público, os psiquiatras querem que Talbot veja a lua cheia para compreender o desvio da realidade que ele operou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia-se o discurso de um médico sádico sobre os significados da normalidade, uma visão oitocentista da ciência que nega o lugar do místico, uma versão bem simplificada (quase comicamente) daquilo que o censo comum chamaria de psicanálise freudiana.  No entanto, a lua aponta no céu e o monstro insurge, dilacerando os arrogantes de casaca e fugindo para as ruas londrinas. Inicia-se uma perseguição, o investigador tenta acompanhar o movimento do animal e nessa trajetória ele encontra com um subordinado, ao que pergunta: “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por um acaso você não teria uma bala de prata aí?&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase essencial para a compreensão do filme, de forma irônica e auto-referenciada o personagem admite a impossibilidade do fato (repetindo o que os médicos haviam dito na cena anterior), mas dessa vez vem junto uma confissão, quase um carimbo: “E&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ste é um filme de horror&lt;/span&gt;”. A espontaneidade operada por esse mecanismo repete-se em outro momento, quando a heroína ao descobrir o terrível desígnio do amado, propõe-se a interceder por ele, “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se isto é possível, tudo é possível, magia é possível, Deus é possível&lt;/span&gt;”. Não há muito espaços para o ceticismo, não obstante a proposta pseudo-cientificista sugerida de forma rasteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, há certa seriedade nessa película, apesar das vulgaridades estéticas e dos chavões típicos de filmes de lobisomem. A taberna de cervejeiros supersticiosos e a turba de homens enfurecidos empunhando tochas na escuridão estão, previsivelmente, presentes. Além disso, a fotografia escurecida, o ar pós-vitoriano de decadência e uma essência de ultra-romantismo démodé se constituem nos principais elementos para a construção cênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação do campo (área rural) tende para o sobrenatural, com ciganos, simulacros de Stonehenge e cenários enevoados. A cidade também mostra seu lado ameaçador, com a impessoalidade das ruas, a frialdade da iluminação a gás e a igualmente esperada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fog &lt;/span&gt;londrina, sem se esquecer dos planos gerais nos quais vemos as chaminés das locomotivas e das indústrias expelindo uma fumaça escurecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena da perseguição na cidade sugere a noção de uma selva urbana – sendo, inclusive, um dos momentos mais consistentes do filme – que acaba por nos remeter a dois clássicos do cinema de horror, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;King Kong&lt;/span&gt; e (o dúbio, mas igualmente influente) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lobisomem Americano em Londres&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o que há de interessante em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Wolfman&lt;/span&gt; reside em seus subtextos, em primeiro lugar na proposta, fracassada frisa-se bem, de conferir um ar psicanalítico ao personagem. Ao voltar a sua antiga morada, seus traumas de infância retornam e ele se depara com as memórias trancadas no porão de sua mente pela terapia de choque sofrida no sanatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se também o ar hamletiano conferido, a sina autofágica inscrita na família Talbot. Há uma tragédia que só pode em compreendia em sua inteireza após a última batalha entre as criaturas noctívagas, com soluções extremadas, onde o amor não oferece espaço para a salvação. A mágoa e o rancor são, portanto, os principais efeitos da maldição da licantropia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incêndio da mansão dos Talbot tem uma previsibilidade irritante, típica solução para uma novela neogótica que parece parodiar (e só uso esta palavra por elegância, já que há outra mais apropriada) o conto “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A casa de Usher&lt;/span&gt;” de Edgar Allan Poe. Todo modo, esta cena, como muitas outros possui uma textura visual eficaz. O filme como um todo é quase palpável e não há muitas intenções de amenizar os embates, sejam nos ataques das feras ou nos relacionamentos pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha-se com o questionamento sobre a relação homem-fera. Onde começa um, onde termina outro? Pouco importa, pois permanece a impossibilidade da redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: Regular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de março de 2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8944522570105553248?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8944522570105553248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8944522570105553248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8944522570105553248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8944522570105553248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/03/o-lobisomem.html' title='O Lobisomem'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S40MEXykxqI/AAAAAAAAAZA/LlDJR9j3JGQ/s72-c/1265585761_wolfman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-9035197289627220819</id><published>2010-02-19T16:05:00.001-08:00</published><updated>2010-02-19T17:29:24.044-08:00</updated><title type='text'>Um Olhar do Paraíso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S38jskVmdbI/AAAAAAAAAYw/ecHMWd8vVbI/s1600-h/1259348687_l_380510_069d9f4a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S38jskVmdbI/AAAAAAAAAYw/ecHMWd8vVbI/s320/1259348687_l_380510_069d9f4a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440106123462342066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Olhar do Paraíso&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Lovely Bones&lt;/span&gt;), 2009. Nova Zelândia/ Reino Unido/ EUA. De Peter Jackson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que aconteceria se Hitchcock dirigisse Ghost?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se são zumbis, elfos ou gorilas gigantes. Ou você é ou você não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peter Jackson é. Simplesmente genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito meu bordão inicial, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Olhar no Paraíso&lt;/span&gt; parece ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ghost &lt;/span&gt;produzido do ponto de vista de Alfred Hitchock, o grande mestre do suspense. Um trabalho que apresenta uma perspectiva intimista ao recriar o universo de uma garota de 14 anos assassinada por um serial killer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas reservas iniciais quanto ao argumento – a representação de um psicopata pedófilo que se esconde no subúrbio me parece a perfeita paranóia fascista – rapidamente se esfacelaram frente à solidez do roteiro e à fluidez da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susie Salmon é uma adolescente bonita, inteligente e promissora, mas teve sua vida precocemente interrompida, sem se conformar com seu destino, ela acaba presa entre o mundo dos vivos e algo que poderíamos chamar de “além”. O desenvolvimento da história ganha seriedade ao acompanhar as implicações que o desaparecimento de Susie teve na vida de sua família e mesmo no cotidiano do seu assassino, uma pessoa fria e perturbada, que passa a cultivar um interesse pela irmã mais nova da vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brilhantismo da película transparece na maneira quase meticulosa do diretor em retratar as confusões da adolescente na busca por um sentido para sua breve vida. Já o pai da jovem torna-se um obcecado por vingança, buscando encontrar o assassino e fazer justiça pelas próprias mãos. Mas ao contrário do que se poderia esperar, a tessitura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Olhar no Paraíso&lt;/span&gt; é marcada pelo imprevisto, com pouco lugar para obviedades. Assim, a promessa de vingança não se completa e o sentimento de redenção (e não retaliação) estrutura todo o arco dramático. Mesmo as pendências de Susie no mundo dos vivos não possuem relação com a ânsia por uma punição, mas sim com a necessidade de um amadurecimento emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susan Sarandon também se mostra a altura do projeto, ao recriar a avó da jovem Salomon, uma mulher extremamente forte (sem com isso deixar de ser alcoólatra) que auxilia na reconstrução da família, esperadamente despedaçada e traumatizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas que envolvem o assassino estão imersas em um tempo hitchcockiano, quando acompanhamos suas estratégias para esconder seus atos; pequenos movimentos que ocultam as provas e garantem sua impunidade. Quase implorando para ser descoberto, ele provocativamente assume o risco (fonte de prazer para todo bom psicopata do cinema de matriz hollywoodiana) em se expor e em se insinuar para a família de Susie e às autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o “espectro” da garota assassinada odeie o executor, não há interação direta entre os dois. Nos momentos derradeiros, Susie opta somente em expressar um gesto de carinho para alguém que ela amava, desinteressando-se em denunciar seu malfeitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura poética que entende vida/morte dentro de uma compreensão mais densa, com a noção de que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um dia todos terão que partir&lt;/span&gt;”, valorização do luto e do tempo como dissolventes de mágoas. O amadurecimento traz o completo descarte da vingança como norteador da vida, não obstante o "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;final de vilão de novela das oito&lt;/span&gt;" reservado ao assassino (a gordurinha desnecessária do projeto...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma obra que encanta pela mensagem humanista, pela positivação dos laços afetivos e, sobretudo, pela recusa ao moralismo de tonalidades nazis tão afeito em justificar os linchamentos exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do perecimento físico representar o término de uma etapa, a vida segue resoluta, cicatrizando feridas, tampando buracos. Lição de que o ciclo nascer/morrer sempre há de prevalecer, apesar das injustiças que atravessam nossas breves existências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: Ótimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 de fevereiro de 2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-9035197289627220819?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/9035197289627220819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=9035197289627220819&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/9035197289627220819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/9035197289627220819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/02/um-olhar-do-paraiso-lovely-bones-2009.html' title='Um Olhar do Paraíso'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S38jskVmdbI/AAAAAAAAAYw/ecHMWd8vVbI/s72-c/1259348687_l_380510_069d9f4a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7207231451814142147</id><published>2010-01-29T18:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T18:17:16.434-08:00</updated><title type='text'>Zumbilândia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S2OUy77R4eI/AAAAAAAAAYY/Rj2r4uIyuqg/s1600-h/zzzzz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S2OUy77R4eI/AAAAAAAAAYY/Rj2r4uIyuqg/s320/zzzzz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432349178339647970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Zumbilândia &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zombieland&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Ruben Fleischer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Minha regra é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não confie nas gentis donzelas&lt;/span&gt;.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os zumbis estão na moda. Se há um significado mais profundo nessa constatação que aos leitores fique a tarefa de encontrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo apenas que me divirto muito com essa nova onda de filmes, repetição nem tão descarada dos mesmos jargões das demais produções hollywoodianas. O individualismo, a busca da realização romântica como objetivo supremo e a o “amadurecimento interno dos personagens” permanecem como fios da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo foi ceifado pela praga dos mortos vivos, poucos são os sobreviventes, isolados e fadados a perambularem em um mundo no qual as tarefas mais simples e corriqueiras passam a demandar tantos cuidados (ir ao banheiro público e não ser atacado se tornou uma nova regra para sobrevivência). Trata-se de uma terra de ninguém, onde as pessoas podem expressar seus lados mais obscuros e sombrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não, pois o bom mocismo parece prevalecer, mesmo que de forma irreverente. Columbus continua sendo o mesmo patético e assustado nerd que, apesar de ter uma habilidade incomum para prever perigos e coordenar o caos (através de suas regras), não consegue resistir aos encantos da vigarista Wichita, que adora armar ciladas para o sexo não frágil, sem se importar muito com as conseqüências dos seus atos. Tudo isso em nome da autopreservação e da sua querida irmãzinha, Litle Rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Tallahassee repete o arquétipo do cara durão que desconhece o medo, mas que bem no fundo tem uma alma sensível. Apesar de corajoso e destemido, seu quase parceiro (Columbus) o arrastará para situações inusitadas, exigindo desse Crocodilo Dundee do século XXI a máxima excelência em extermínio dos zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção é hábil, conseguindo criar boas piadas ao explorar novos aspectos do gênero, ironias com alguns dos jargões mais característicos, não passando jamais dos limites do “irreverente mas comportadinho”. O roteiro aponta os clichês dos filmes de zumbis e até certo ponto se recusa a segui-los. No entanto, a velha cartilha da comédia romântica está presente dando um forte tom a composição. Em um mundo no qual os mortos andam, o nosso herói (Regra n. 17: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não seja um herói&lt;/span&gt;) parece mais interessado em se despir da sua virgindade do que respeitar as sábias regras do seu manual de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo final, no qual os protagonistas enfrentam os mortos vivos em um parque de diversões, revela-se eficaz do ponto de vista dos filmes de zumbis. Trata-se da exteriorização de uma evidência: os mortos vivos deixaram de ser um gênero de horror acessível aos iniciados para cair no gosto do público geral. Nada mais apropriado do que esse cenário para o conflito derradeiro. A cantilena básica da fragilidade feminina, no entanto, é “revisitada”, mocinhas espertas, mas que precisam de cavaleiros e suas espadas para serem salvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciclo se fecha com a promessa de uma unidade familiar, mesmo que atípica. Porém, o clímax (apesar de satisfatório) não consegue rivalizar com um dos atos anteriores, quando um famoso ator hoolywoodiano é visto no bairro das celebridades, gerando umas das seqüências mais divertidas da projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo sutil de iconoclastia X saudosismo pelas décadas passadas. Está aí a nova fórmula desses sucessos sazonais. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Zumbilândia &lt;/span&gt;não é perene, mas convence (confiram, por exemplo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Adventureland&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiros, pancadaria em cima dos mortos vivos, montanha russa, twinkies, frases de efeito e a eterna busca pelo rabo de saia. Nada faz muito sentido, e nem precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Hollywood queira nos dizer que no mundo do entretenimento já aceitamos nossa condição de zumbis, passivos e não pensantes, sempre dispostos a sair do cinema com um sorriso bobo nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: Bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de janeiro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7207231451814142147?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7207231451814142147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7207231451814142147&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7207231451814142147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7207231451814142147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2010/01/zumbilandia.html' title='Zumbilândia'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/S2OUy77R4eI/AAAAAAAAAYY/Rj2r4uIyuqg/s72-c/zzzzz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3135081381368537524</id><published>2009-12-20T11:29:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T20:22:06.641-08:00</updated><title type='text'>Atividade Paranormal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sy58SHqJhYI/AAAAAAAAAYE/CR_Ici91XDo/s1600-h/1257851469_l_1179904_79cea025.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sy58SHqJhYI/AAAAAAAAAYE/CR_Ici91XDo/s320/1257851469_l_1179904_79cea025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417404052508607874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atividade paranormal&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paranormal Activity&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Oren Peli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou Marmelada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos casos em que não existe filme, mas tão somente o marketing do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o faz de conta. Faz de conta que existe um filme. Faz de conta que atrás da porta tem um fantasma. Faz de conta que o filme dá medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de câmera subjetiva e enganações baratas! Não se sabe mais fazer terror, a picaretagem é o carro chefe absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A filosofia do horror&lt;/span&gt;, Noël Carroll mostra que o aparecimento gradual do sobrenatural é um dos enredos mais característicos do gênero, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O exorcista&lt;/span&gt; seria o exemplo mais completo.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atividade Paranormal&lt;/span&gt; se baseia em uma versão simplificada dessa proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casal desconfia que há uma entidade perambulando seus aposentos, para entender o que está acontecendo eles decidem deixar uma câmera ligada. O resultado é assustador, desde que você seja filho de um gato escaldado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael, quase sempre com a câmera em suas mãos, tem uma atitude desafiadora, desconfia da existência de seu hóspede e o provoca durante vários momentos. Katie sabe que ele é real, pois desde sua infância sente-se perseguida por tal criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o desenvolvimento da história, entendemos que a assombração não é um espírito humano, mas um demônio. Provavelmente há uma razão para sua perseguição a Katie, talvez ela saiba o porquê, porém isso não é mostrado, apenas vemos seus prantos após ter revelado o suposto segredo ao seu companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de uma outra linha e proposta, mas com pontos em comum, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arraste-me para o inferno&lt;/span&gt; de Sam Raimi seria infinitamente superior, uma forma mais burlesca e muito menos cara-de-pau de representar as diatribes do maligno. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atividade paranormal&lt;/span&gt; não passa de uma embalagem vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu não seja um psíquico, vou me arriscar em uma previsão, este tão propalado “terror da década” está destinado a um rápido esquecimento. Digamos, no momento em que escrevo a crítica, ninguém mais se lembra dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: péssimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 de dezembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3135081381368537524?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3135081381368537524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3135081381368537524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3135081381368537524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3135081381368537524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/12/atividade-paranormal.html' title='Atividade Paranormal'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sy58SHqJhYI/AAAAAAAAAYE/CR_Ici91XDo/s72-c/1257851469_l_1179904_79cea025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7611208843753441238</id><published>2009-12-05T14:11:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T15:18:28.246-08:00</updated><title type='text'>Lua Nova</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrdCRboyhI/AAAAAAAAAXA/1XmrBP9MZpg/s1600-h/1255629647_twilight_saga_new_moon_ver2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411880933347871250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrdCRboyhI/AAAAAAAAAXA/1XmrBP9MZpg/s320/1255629647_twilight_saga_new_moon_ver2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt; (&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;New Moon&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Chris Weitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Meu cachorrinho faz au-au.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanta inverossimilhança em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt;, e não por causa dos vampiros que brilham à luz do sol ou dos garotos de 16 anos (tão nervosinhos...) que se transformam em lobos. Mas não dá para digerir um enredo que se estrutura em torno dos sentimentos de uma adolescente de 17 anos. Se não aceitarmos aquela premissa de “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sempre vou te amar&lt;/span&gt;” ou “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;não quero te perder jamais&lt;/span&gt;” fica difícil levar tal história a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como continuação de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt;, o novo filme tem vários desdobramentos interessantes, todos ocasionados ou suscitados pela imaturidade tipicamente juvenil de Isabella. O que não é, em si, um problema, as nossas meninas gordas e espinhentas que não arrumam namorados precisam de material para devaneios. Hollywood sente-se feliz em providenciar isso, a preços módicos claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma série que tem tudo para fazer sucesso entre as &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;teenagers&lt;/span&gt;, rapazes bonitos e sarados, complicações amorosas, problemas familiares, receios, inseguranças e a menor preocupação com a vida acadêmica... Nesse sentido, mais autêntico impossível! Porém surge a questão: o que os adultos estão a fazer na sala de projeção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrdPn6sSxI/AAAAAAAAAXI/fPz9OEwNeWs/s1600-h/1255629905_l_1259571_e4798877.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411881162722003730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrdPn6sSxI/AAAAAAAAAXI/fPz9OEwNeWs/s320/1255629905_l_1259571_e4798877.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[A recuperação da estética ultra-romântica]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, os rostos juvenis, as juras amor e as relações assexuadas capturaram o gosto do povão... No fim das contas é um filme de vampiros bem comportados, não há exageros nas cenas de violência, os draculosos sequer possuem semblantes muito ameaçadores ao não exibirem suas presas. Os personagens apenas se abraçam, se beijam ou se empurram. O sexo está ausente e a morte subentendida, de forma quase poética inclusive. Os pais podem ficar sossegados, suas filhas permanecem com as mentes castas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero que&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt; não é um mal filme. Não obstante as falhas insanáveis das suas premissas, a estruturação da narrativa é eficaz, ao mostrar as complicações do mundinho de Bella. Se tudo parecia ir às mil maravilhas – ou nem tanto, vide o incidente ocorrido em seu aniversário – o abandono de Edward, o namorado vampiresco, joga a garota em uma “depressão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sair desse vale de lágrimas (já que ela foi a primeira garota no mundo a levar um fora) Bella vai buscar consolo em seu amigo Jacob, residente em uma reserva indígena da cidade. As complicações aumentam quando ela descobre que Victória, a vampira do filme anterior, está em seu encalço para vingar a morte do amado, assassinado pelos outros vampiros da família Culler (grupo do qual Edward faz parte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, entre as cenas de rapazes índios sem camisa (sarados e bronzeados... ai dilícia) e as ações inconseqüentes de Bella, descobrimos que alguns índios da reserva são... suspense... lobisomens... ohhhhhhhh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sxren_wpnSI/AAAAAAAAAXQ/AYrqahcN-eY/s1600-h/sem+camisa+juntos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411882680950824226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 111px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sxren_wpnSI/AAAAAAAAAXQ/AYrqahcN-eY/s320/sem+camisa+juntos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[O masculino sem camisa: faz de conta que não existe sexo]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E sim, Jacob faz parte desses&lt;em&gt; pit-boys&lt;/em&gt;, digo &lt;em&gt;woolf-boys&lt;/em&gt;, e após o desaparecimento de Edward ele é quem assume os encargos de proteger a jovem bela. Esta beatitude tem um curioso gosto por rapazes, ou pulguentos ou sanguessugas – digressão: o que tem de errado conosco, os rapazes normais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando: Mais curioso ainda, há um fascínio geral por essa garota pálida de 18 anos (ela faz aniversário no meio do filme), vampiros, lobisomens e rapazes da cidade, todos interessados em colocar nela suas patinhas ou garrinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as frivolidades predominam na ambientação geral, os problemas enunciados colocam desafios sérios para a protagonista. Sua vida está em jogo, contudo seu amor cego por Edward a impele a tomar ações imprudentes e, por vários momentos, ela resvala nas mãos dos inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Victória, surgem novos antagonistas, estes sim, aparentemente invencíveis, uma antiga e poderosa família de Vampiros (os Volturi). Os lobos também passam a intensificar a oposição aos Cullers, dificultando ainda mais a vida da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt;, a dicotomia vampiro-lobisomem ganha centralidade. Os vampiros se caracterizam por uma arrogância, um desprezo pelos humanos, mas há algo de decadente neles, pois vieram do Velho Mundo, têm contra eles aquilo que chamaríamos de “o peso da história”. Já os lobisomens são animais gregários, defensores das florestas, filhos do Novo Mundo, não temem os vampiros e mantêm um comportamento territorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de todo este imbróglio, Bella, a bela, fica dividida entre a amizade de Jacob (o bronzeado sarado) e Edward (o magricelo pálido elegante). A estética do anabolizante ou a reciclagem do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ethos &lt;/span&gt;romântico? Questão central para o universo feminino sub-20, só não consigo relacioná-la à sétima arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrfLQejGCI/AAAAAAAAAXY/ga0JZ19Ll7M/s1600-h/posters+juntos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411883286733723682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrfLQejGCI/AAAAAAAAAXY/ga0JZ19Ll7M/s320/posters+juntos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;[O masculino sem camisa: o lobo ou o morcego? Lembrando que o morcego não é o Batman]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena que, em meio ao exibicionismo dos corpos masculinos – pois agora, o rostinho bonito não é mais o da mulher – as damas continuam passivas e dependentes da proteção dos cavaleiros encapuzados. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lua Nova &lt;/span&gt;só é moderno na forma, em sua essência sente-se o peso do bustiê, as virgens pálidas do romantismo permanecem. Acontece que agora elas trajam moletons bregas e namoram com bad-boys de fala macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compete perguntar o que vem em seguida... isto é, além dos rituais de sacrifícios e suspiros do público... bem, a Branca de Neve já deu as caras há muito tempo, estou a espera da bruxa malvada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cotação: regular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 de dezembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7611208843753441238?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7611208843753441238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7611208843753441238&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7611208843753441238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7611208843753441238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/12/lua-nova-new-moon-2009.html' title='Lua Nova'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxrdCRboyhI/AAAAAAAAAXA/1XmrBP9MZpg/s72-c/1255629647_twilight_saga_new_moon_ver2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5950903495997191720</id><published>2009-11-30T15:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T15:38:05.322-08:00</updated><title type='text'>A Noite dos Mortos Vivos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxRVfI6jGUI/AAAAAAAAAW4/7o8NuepNEGA/s1600/night-of-the-living-dead-1968.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxRVfI6jGUI/AAAAAAAAAW4/7o8NuepNEGA/s320/night-of-the-living-dead-1968.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410043045836167490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Noite dos Mortos Vivos&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Night of Livind Dead&lt;/span&gt;), 1968. EUA. De George Romero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você já leu Max Weber?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca li, ao menos não de todo. Alguns trechos, capítulos, excertos. Tudo bem, ninguém é obrigado a ler Max Weber. No entanto, não parece ser intelectualmente honesto citar um autor sem conhecê-lo: sem dúvida, muitos comentam seus textos, mas poucos, de fato, já o estudaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia assistido a “obra prima” de George Romero, não obstante meu interesse pelos filmes do gênero – confesso que várias vezes citei seu estilo e sua contribuição, um tanto inadvertidamente agora reconheço. Mas parece que não estou só, há tantos equívocos já ditos sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite dos Mortos Vivos&lt;/span&gt;... há mesmo certa supervalorização, e quando vamos a película não há como esconder um desapontamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As linhas gerais permanecem (eu já havia assistido o remake da década de 1990), Barba e seu irmão vão ao cemitério visitar o túmulo do pai, mas lá são atacados por um cadavérico, o rapaz morre e a jovem se vê sozinha. Ela caminha até uma casa erma, onde irá encontrar outros sobreviventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro aspecto que chama a atenção é a propalada idéia de que George Romero não dá uma explicação para o aparecimento dos zumbis. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wrong&lt;/span&gt;! Ele dá sim, inclusive insiste nisso, não de forma clara e evidente. Mas a chave do problema está lá, comenta-se acerca de uma radiação ou poeira vinda do espaço que seria responsável por trazer a vida aos corpos recém-falecidos. Algo que Ed Wood já havia falado em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plan Nine from Outer Sapce&lt;/span&gt;... As barreiras entre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trash &lt;/span&gt;e o Cult são tênues Mr. Spock, muito tênues...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento dos personagens é mais rasteiro do que se pensa, Barba fica em estado de choque e não percebe os conflitos estruturados em torno da casa – sua contribuição ao desenvolvimento da narrativa é pífia. Outro conceito difundido é o de que George Romero mostra que o perigo não só ronda o lado de fora, porém isso é feito com muito menos habilidade do que em outros trabalhos que abordaram esse tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As constantes transmissões televisivas (os personagens presos na casa ligam um aparelho) diminuem a sensação de caos e isolamento. A sensação de um Estado capaz de administrar o levante dos mortos é mantida, algo que enfraquece o impacto dramático. Os filmes mais recentes desenvolveram essa premissa de forma muito mais intensa, vide &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Extermínio &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Madrugada dos Mortos&lt;/span&gt;, para ficar nos exemplos mais fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que a intenção seja desmerecer a triologia de Romero (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Despertar dos Mortos&lt;/span&gt; ainda não assisti), mas o culto aos seus filmes se mostra mais importante para o gênero mortos-vivos do que seus próprios filmes. Além do que suas produções recentes são constrangedoras, isso para não dizer medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, há muitas boas idéias em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite dos Mortos Vivos&lt;/span&gt;, o argumento de um conflito civil está presente. Um dos protagonistas é um negro, personagem ambíguo, cujo relacionamento com Barba pode dar a entender o delineamento de um desejo sexual. Estamos falando de um ano que nos Estados Unidos ficou marcado pelas lutas raciais. Muitos cinéfilos e críticos já interpretaram as patrulhas de caçadores zumbis que aparecem nos atos finais como os equivalentes aos grupos de perseguição aos negros no sul dos Estados Unidos. Essa parece uma associação legítima, o que confere a chamada “crítica social” tipicamente presente no gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho não é otimista, mas também não apocalíptico. Não há uma conclusão, mas permanece em aberto a sensação de anormalidade, de incidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, não é o melhor filme de zumbis já feito, mas a contribuição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite dos Mortos Vivos&lt;/span&gt; é inegável. Exerceu influência no cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trash &lt;/span&gt;americano e, curiosamente no italiano, consolidou uma concepção de filme de horror que ainda prepondera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seus altos e baixos, temos um clássico, não absoluto ou indefectível, mas capaz de exercer fascínio ao espectador de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que já está na hora de ler Max Weber.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Cotação: Regular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5950903495997191720?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5950903495997191720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5950903495997191720&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5950903495997191720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5950903495997191720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/11/noite-dos-mortos-vivos-night-of-livind.html' title='A Noite dos Mortos Vivos'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SxRVfI6jGUI/AAAAAAAAAW4/7o8NuepNEGA/s72-c/night-of-the-living-dead-1968.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-6563682437715517074</id><published>2009-11-22T14:56:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T04:43:02.427-08:00</updated><title type='text'>Crepúsculo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SwnC0cbV_AI/AAAAAAAAAWw/kc3hgrZ8qxw/s1600/1244857603_crepusculoposter11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SwnC0cbV_AI/AAAAAAAAAWw/kc3hgrZ8qxw/s320/1244857603_crepusculoposter11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407067033874856962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crepúsculo &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twilight&lt;/span&gt;), 2008. EUA. De Catherine Hardwicke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faz dodói no meu pescoço&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Prévia&lt;/u&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público está em pavorosa, passei no shopping essa semana e vi uma longa fila, fazendo ângulo de 90º. Titanic ressurgiu das profundezas do oceano, mas sem o Leonardo Dicaprio. O bonitão da vez é Robert Pattinson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra, não cabe ao crítico ditar as tendências do momento. Mas vale a pena compreender. Esses filmes nem mereceriam maiores elucubrações. Adolescentes precisam de ídolos fugazes: garotas idealizam o rapaz perfeito e os rapazes aprendem os maneirismos do rapaz perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito simples. O que me assusta é a quantidade de adultos enfrentando horas de fila para ver algo previsível e maçante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, antes que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt; aparecesse nos céus do consumismo, tive a oportunidade de testemunhar o crepuscular do bom senso, quando o acaso me colocou diante dessa obra prima do universo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;teen&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Estamos no século XXI&lt;/u&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do sábado. Calor insuportável. Estou sentado na porta da sala com uma lata de cerveja e sem camisa (a cena não é sexy, pois sou gordo e careca). Toco as moscas com a camiseta amarrada em minha mão como se fosse um chicote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sobrinha se aproxima toda saltitante dizendo “Tchau Tio”. Eu pergunto se ela vai à padaria e peço para trazer uma cerveja na volta. “Não, tipo, eu vou assistir Lua Nova tio” (frase dita ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trident &lt;/span&gt;sendo mascado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então reparo em suas roupas mui curtitas, sua maquiagem estilo “Cresci mamãe” e aquele cheiro de perfume Avon. Vejam, não  que eu seja um cara mau, mas eu estava sozinho em casa e não queria ter a responsabilidade de liberá-la para esse mundo afora, tão fugidio e perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia-se um debate entrecortado por cenas de choro, nas quais ela tenta me convencer que “todo mundo” vai assistir ao filme! Que é injusto. Que ela quer morrer. Que ninguém mereeeeeece. Eu abro os braços e digo, “Veja, eu não tenho a autoridade para te liberar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele corre para o quarto chorando. Digo que ela pode fazer qualquer coisa, salvo por os pés na rua. Motivado por remorsos pego um DVD pirata jogado em um canto da casa (federais, não fui eu quem comprei!) e, como forma de fazer as pazes, insiro-o no aparelho. Funciona! Assim como os marinheiros são atraídos pelo som das sereias, as adolescentes são atraídas pelo som de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Crepúsculo&lt;/u&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi. A mesma história. Batidíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garotinha com estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pós-emo&lt;/span&gt; abandona seu amado Arizona para morar com o pai em uma enevoada e chuvosa cidade nos cafundós da América (Forks). Lá vemos a mesma balelice de sempre: as dificuldades de adaptação ao colégio, a dinâmica das paqueras, as amizades e os profundos dilemas existências próprios daquela parte da vida na qual sua única preocupação é ter que arrumar preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa garota, Isabella, percebe que em seu colégio existe um grupo de anti-sociais (uau! Que original!), distantes e blasés. Mas entre eles há um cara tão bonito, tão fofucho, tão misterioso, tão gatoso e, que perfeito, tão solteiroso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse rapaz, com malhas grossas e cabelo arrepiado, tem um segredo todo especial... ele é um... [suspense] vampiro! Sim, mas um vampiro do bem, porque ele não ataca pessoas, sobrevive apenas abatendo animais – WWF, olha a contra-propaganda do inimigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance entre eles custa engrenar, até porque – temendo por sua natureza vampiresca – o jovem evita a companhia da bela Isabella. Mas o amor é irresistível, apesar das proibições e interdições, os dois jovens se apaixonam e se preparam para um grande romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Er... jovens não, pois Edward Cullen já tem, mais ou menos, uns cem anos, não obstante ter uma cabecinha de 15, cabecinha essa responsáveis por frases do tipo: “Não quero te machucar” ou “Se encostar nela eu te mato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduward é um dos integrantes da família Cullen, conhecida entre os índios da região pelo estranho comportamento. De fato! Vampiros que saem à luz do sol? Muito estranho! Muito estranho mesmo! De qualquer forma, durante o desenvolvimento da história fica patente o antagonismo entre os draculosos e os “apalaches”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance entre os adolescentes (sic) vai bem até um novo grupo de sanguessugas chegar à cidade e, por uma razão bem pouco plausível (salvo se você tiver 17 anos e muito testosterona nas veias), decidirem perseguir a bela Isabella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, que venham os clichês: a moça fraca e burrinha que sempre se mete em perigos, salva no último instante pelo intrépido galã. Vampiros do bem, guiados providencialmente por um sábio mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término da projeção, minha sobrinha era só lágrimas – e olha que ela deve ter assistido essa fita pirata (que feio!) umas dez vezes. O filme não é nem de todo ruim, apenas um produto que já foi vendido nos mais variados formatos, embalados em distintos papéis de presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se questionar a razão para o sucesso de uma película tão choca. O fascínio por essa triologia em específico será motivo para um próximo post. Para não parecer preconceituoso assistirei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lua Nova&lt;/span&gt; primeiro. Irei sozinho, pois minha sobrinha não quis ir comigo, não entendi as razões, mas ouvi ela resmungar algo como “queima filme”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ansioso. Vampiros “vegetarianos” e fosforescentes. Adolescentes perdidamente apaixonadas, ressentimentos pelo baile da formatura. Habilidade de ler mentes e prever futuro, nativo-americanos com carinhas de mau. De fato, promissor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que virá em seguida, isto é, além dos dilemas sentimentais e baldões de pipocas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltam aparecer bruxas ou lobisomens... eh, eh, eh... lobisomens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: fraco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-6563682437715517074?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/6563682437715517074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=6563682437715517074&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6563682437715517074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6563682437715517074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/11/crep.html' title='Crepúsculo'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SwnC0cbV_AI/AAAAAAAAAWw/kc3hgrZ8qxw/s72-c/1244857603_crepusculoposter11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5316902654050726894</id><published>2009-11-14T05:04:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T05:25:56.054-08:00</updated><title type='text'>Os Sete Samurais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sv6sLBtm1BI/AAAAAAAAAWI/1AfqOS9P6OI/s1600-h/30i9bu8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 227px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sv6sLBtm1BI/AAAAAAAAAWI/1AfqOS9P6OI/s320/30i9bu8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403945908329436178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Sete Samurais &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shicinin No Samurai&lt;/span&gt;), 1954. Japão. De Akira Kurosawa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o valor de uma espada em tempos de paz? Embainhada, escondida, guardada: simplesmente inútil. Não há muito valor nessa lâmina, ao contrário das foices e de outras ferramentas utilizadas na faina agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samurai sem senhor, chamado de ronin, é um errante, sem um lugar na sociedade feudal japonesa. Além de sua espada, a única coisa que traz consigo é sua honra, inconveniente, ambígua e, quase sempre, anacrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um povoado, lavradores pobres estão na eminência de serem pilhados pelos saqueadores, alguns partem para a cidade buscando samurais pobres e famintos, dispostos a fornecerem proteção em troca de comida. Após um longo preâmbulo, sete guerreiros serão encontrados; personalidades distintas e objetivos diferenciados, mas com traços reconhecidamente em comum, um desamparo perante a vida, uma solidão difícil de ser amenizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os samurais partem para defender os aldeões, mas há uma ambigüidade sobre esses camponeses que atravessa todo o filme. Que tipo de pessoas é essa gente simples? Não há como se esquivar de lançar um olhar ácido sobre esses trabalhadores, medrosos, mesquinhos, avarentos e supersticiosos, o peso da tradição atravessa tal modo de vida, tornando-os um tanto ingratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os samurais expressam um orgulho que começa a se incompatibilizar com a sociedade do século XVI, se aos camponeses cabe o papel de histéricos e passionais (atributos tidos como femininos), aos sete defensores incube evidenciar a inflexibilidade, a fabilidade e a fatalidade. A ação dos samurais, de certa forma, também é parasitária, não produzem, não plantam, não colhem, apenas consomem. Não são, portanto, bem-vindos em um lugar apaziguado, tratam-se de eternos errantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O heroísmo demanda necessariamente uma capacidade para o auto-sacrifício e uma privação, algo que os sete compartilham. Um experiente samurai, mas que acumulou muitas derrotas durante a vida, traz junto seu antigo companheiro que havia aposentado a espada; outro habilidoso guerreiro, também sem nenhum lugar para onde ir; um jovem discípulo, que se propõe a acompanhar o grupo; um brilhante espadachim, que esconde sua angústia em um virtuosismo técnico; um samurai de 2ª grandeza, que encara a si mesmo com maior complacência; e, por fim, um lavrador travestido de samurai, o de temperamento mais tempestuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar que esses samurais lançam sobre os lavradores oscila entre a piedade e o desprezo, a ética do guerreiro e a do lavrador são diferenciadas. Mas o próprio lavrador-samurai justifica os camponeses, lembrando que eles são constantemente subjugados, pilhados e explorados. Humilhados e embrutecidos, não se interessam pela bravura dos soldados, preferem ver as plantas crescendo e o girar interminável do moinho d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas classes se unem para enfrentar os inimigos, em uma série de batalhas, mas após o último conflito, no qual perecem inclusive quatro dos samurais, fica a dúvida sobre a razão do conflito. O mais velho e experiente guerreiro filosofa: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós perdemos, quem venceram foram os lavradores&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os camponeses retomam as atividades, esquecem do sacrifício dos seus convidados e defensores, as próprias camponesas deixam de achar os samurais homens “interessantes”. As espadas foram guardadas, que comece a plantação, uma atividade da vida, que remete ao futuro e ao nascimento. Enquanto isso, os guerreiros param diante dos túmulos e constatam a disponibilidade dos aldeões em se esquecerem do cemitério – lugar de morte e passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarefa do guerreiro é solitária, nunca há um ganho definitivo; sem dúvida os samurais deverão partir, pois já não há mais um lugar para eles na aldeia. A história do cinema associou em definitivo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Os Sete Samurais&lt;/span&gt; com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;western &lt;/span&gt;americano. Os justiceiros implacáveis (sejam usando espadas ou pistolas) estão fadados a lutar pela causa dos outros, padecem pelas arengas de terceiros. O término deste filme pode remeter a várias passagens do cinema hollywoodiano de primeira linha, mas a título de comparação pensemos na cena final de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://cafecomcinema2.blogspot.com/2007/09/rastros-do-dio.html"&gt;Rastros do Ódio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, no qual John Wayne, após concluída sua missão, se afasta da cabana e ruma em direção ao deserto. Impossível dizer se seu sentimento é de tristeza ou resignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sv6u8C_HcbI/AAAAAAAAAWY/jTDbgTSacAs/s1600-h/juntos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sv6u8C_HcbI/AAAAAAAAAWY/jTDbgTSacAs/s400/juntos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403948949508157874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;[Os samurais e o pistoleiro, a epopéia sobre os herói solitário é universal]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas emoções se materializam na feição de Kambei Shimada, o líder dos samurais, um olhar distante e triste, crítico em relação à conduta dos camponeses, mas também profundo e auto-reflexivo. Um samurai luta, essa é a sina, mas a questão é por que não se pode lutar por si próprio. Talvez, esse desprendimento – só aparentemente altruísta – seja o último elo entre os samurais e a humanidade. Que ao menos após a morte, haja um lugar definitivo para o repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: Ótimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 de novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5316902654050726894?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5316902654050726894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5316902654050726894&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5316902654050726894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5316902654050726894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/11/o-sete-samurais.html' title='Os Sete Samurais'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sv6sLBtm1BI/AAAAAAAAAWI/1AfqOS9P6OI/s72-c/30i9bu8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3209293098898178034</id><published>2009-10-17T18:05:00.000-07:00</published><updated>2009-11-14T05:25:00.284-08:00</updated><title type='text'>Distrito 9</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/StpqGxy5kvI/AAAAAAAAAV4/f8W8UeX-KJc/s1600-h/asseguro+que+si.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/StpqGxy5kvI/AAAAAAAAAV4/f8W8UeX-KJc/s320/asseguro+que+si.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393740168408175346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Distrito 9&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;District 9&lt;/span&gt;), 2008. África do Sul. De Neill Blomkamp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Slumdog &lt;/span&gt;de Danny Boyle falhou, esse filme acertou em sua totalidade. Há tempos que esperava ver um trabalho assim, uma relação entre a segregação social e a alteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se lembra da cena do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Independence Day&lt;/span&gt; em que a nave alienígena sobrevoa a troposfera? Mas os seres do espaço não vieram com intuitos de destruir a Casa Branca. Para o azar dos pobres ETs, a gigantesca máquina encalhou sobre Joanesburgo, com a tripulação enfraquecida e desidratada. O mundo parou para ver a cena, os primeiros contatos foram marcados por uma expectativa geral e até certa amistosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o contato inicial, as dificuldades de convivência se acentuaram. Aliens, estranhos demais para os padrões humanos, a começar pela própria aparência, parecendo-se com “camarões”, termo pejorativo para designar a nova raça. Excluídos da sociedade humana, passam a cometer pequenos crimes, a vasculhar lixos, transformam-se então, na linguagem política corrente, em um problema social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo da África do Sul adota uma medida por eles muito conhecida: a segregação. Cria-se então o Distrito 9, área isolada para os extraterrenos. A partir de então a xenofobia e o antropocentrismo podem se desenvolver com maestria! Aspectos muito bem trabalhados, uma vez que o roteiro foi eficazmente desenvolvido de forma neorealista pelo diretor Neill Blomkamp (estreante em longas metragens), apadrinhado pelo Peter Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo três temas bastante importantes no filme, em primeiro lugar a questão da segregação com o surgimento de guetos e favelas – prática desenvolvida pelos seres humanos em vários momentos da história. Aliás, são eles os executores, os agressores, os confinadores, enquanto os “estrangeiros” vivenciam uma situação de completa impotência. Dentro do Distrito 9 surgem redes de tráfico controlados por gangues nigerianas, essas vendem alimentos para os alienígenas, além de oferecerem prostitutas humanas, recebem em troca armas muito sofisticadas, porém inúteis, já que funcionam somente com a biologia alienígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se que os invasores não são uma raça conquistadora, até porque perderam seus líderes durante o acidente que reteve a nave na terra. Agressivos mas desorganizados, são facilmente contidos pelas forças da ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo aspecto é o papel das companhias multinacionais, sobretudo a empresa de segurança privada MNU, interessada em dominar a tecnologia extraterrena. Essa ficção mostra exemplarmente as conseqüências da privatização das forças militares e de segurança pública, entidades capazes de manipulação, atrocidades e desrespeitos aos tratados internacionais – algo como o caso de Abu Ghraibe e outros escândalos do gênero visto no Iraque e no Afeganistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação perde o controle após um medíocre funcionário da MNU se contaminar com um fluido encontrado em um barracão do Distrito 9, ele sofre uma mutação, começando a se transformar em um “camarão”. A empresa passa a persegui-lo a fim de obter seu material genético, o que a habilitaria a dominar as poderosas armas, até então inacessíveis aos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vale conferir como as impressões do mutante, Wikus Van De Merwe, se alteram ao longo da projeção. Seu etnocentrismo se abala ao se ver como uma criatura que ele desprezava, mas seu arraigado especismo o impede de tomar um posicionamento ético mais preciso. Evidentes as dificuldades de romper com o individualismo, sua preocupação é recuperar a forma humana, o “herói” do filme seria, em certo sentido, seu oposto, o alienígena Crhistopher, desejoso de libertar sua raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter quase documental do filme funciona como uma muleta fornecendo as informações ao público, também confere um ar de urgência e perigo constante. Nada é previsível, pois intervenções militares em assentamentos de minorias são necessariamente conturbadas. Não há como não torcer pela derrota dos humanos que não fazem o menor esforço para integrar os ditos camarões, apesar de que as motivações desses últimos nunca ficam plenamente claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme denso, que propõe uma série de reflexões, centrado na questão da dificuldade do homem em reconhecer o “outro”. Situação que se agrava por se passar na África do Sul, país que, por anos, defendeu o Apartheid. O desfecho do filme resolve os problemas levantados e convence, mas ele insiste em conceder apatia às massas de oprimidos, incapazes de uma mobilização política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No término da narrativa, Wikus Van De Merwe não ampliou tanto assim seu aprendizado. Tal como os gorilas (humanos) e os camarões (aliens), ele se resigna a uma posição de espera. Nenhum aprendizado humanista é alcançado, a segregação parece provar sua eficácia, uma patologia política que os humanos ensinaram aos seus inconvenientes e indesejáveis hóspedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: Bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 de outubro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3209293098898178034?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3209293098898178034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3209293098898178034&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3209293098898178034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3209293098898178034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/10/distrito-9.html' title='Distrito 9'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/StpqGxy5kvI/AAAAAAAAAV4/f8W8UeX-KJc/s72-c/asseguro+que+si.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1360952855175604995</id><published>2009-10-17T05:13:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T05:32:52.490-07:00</updated><title type='text'>A Vida Secreta das Abelhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Stm4rdCoT4I/AAAAAAAAAVw/9UIKbrGVljM/s1600-h/borings.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Stm4rdCoT4I/AAAAAAAAAVw/9UIKbrGVljM/s320/borings.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393545085422423938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Vida Secreta das Abelhas&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Secret Life of Be&lt;/em&gt;es), 2008. EUA. De Gina Prince-Bythewood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa relação com o cinema é engraçada. O que nos estimula a pensar sobre o cinema? Em que momento a crítica nasce? De onde vem a cinefilia? Há algum tempo que não escrevo, na verdade, minha ligação com a sétima diminuiu. Trabalho excessivo, incumbências e dissabores da vida cotidiana resultaram em idas rareadas ao cinema e, mesmo em casa, a disposição em assistir filmes se tornou menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhos consistentes, ou ao menos provocadores, como &lt;em&gt;Watchmen&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Onda&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Bastardos Inglórios &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Adeus Solo &lt;/em&gt;não me motivaram ao exercício da escrita. Acho que ainda não era a hora do retorno ao “pensar o cinema”. Mas essa nulidade, &lt;em&gt;The Secret Life of Bees&lt;/em&gt;, relembrou-me a importância de uma leitura do filme mais adensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que mereça destaque nessa película: melodramas esquemáticos, aquelas histórias de teor feminista um tanto esquisitinhas. Mulheres (no geral negras) contra um mundo cruel e masculinizado, trata-se da busca de um lugar, onde as tessituras do segundo sexo possam se desenvolver em segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto parece ter sido redigido por um estudante de psicanálise, os personagens apresentam uma estranha compulsão para a auto-análise. Buscam solucionar seus conflitos, sejam sociais, internos (da própria subjetividade) ou de relacionamentos por meio de &lt;em&gt;insights &lt;/em&gt;inverossímeis, típicos diálogos que nunca vemos na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obviedade dá o tom do filme, a começar pelo paralelo entre as abelhas, insetos laboriosos com comportamentos que nem os próprios apicultores entendem, e as irmãs Boatwright, negras trabalhadoras e instruídas, proprietárias de uma indústria caseira de mel na machista sociedade sulista. Pobres abelhinhas contra um mundo adverso, mas resistentes, devotas da Maria Negra, uma imagem que apareceu miraculosamente para dar esperanças aos oprimidos e às oprimidas (ênfase nessas últimas, por favor), além de ser o logotipo da fábrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, tudo transcorre sem grandes surpresas, cada personagem tem uma função, a abelha rainha, August Boatwright (interpretada por Queen Latifah), June, uma orgulhosa zangão e a tolinha May, nas vezes de uma mera abelha operária. Destaque para a atriz Dakota Fanning, que interpreta a adolescente de 14 anos Lily Owens, uma jovem moça iniciada na milenar arte de “como os homens brancos são maus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o cinema unidimensional, sem qual qualquer profundidade, com certa propensão para o dramazinho barato. Cinema feito para um nicho muito específico, fala-se do feminino, mais não da feminilidade, as próprias mulheres se definem em função do homem – odiá-los ou amá-los? E, se amá-los, como não ser desonradas por algo tão bruto e incompreensível? Para June, a grande vitória da sua trajetória foi romper com sua masculinidade, aceitando seu lugar de mulher no mundo – o que no caso significou um casamento... contradições Simone de Beauvoir, contradições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões de gênero fazem mais sentido para aquele pensamento binário americano, mas no caso dos brasileiros, híbridos a todo instante, &lt;em&gt;A Vida Secreta das Abe&lt;/em&gt;lhas é enjoativo demais. Não digo “água com açúcar”, acho que “água com mel” seria uma definição mais apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o blog retorna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1360952855175604995?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1360952855175604995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1360952855175604995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1360952855175604995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1360952855175604995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/10/vida-secreta-das-abelhas.html' title='A Vida Secreta das Abelhas'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Stm4rdCoT4I/AAAAAAAAAVw/9UIKbrGVljM/s72-c/borings.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8740809980394490099</id><published>2009-06-07T06:38:00.000-07:00</published><updated>2009-11-24T16:39:31.801-08:00</updated><title type='text'>A mulher invisível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SivF6EUK0cI/AAAAAAAAAVQ/-53zuSUwTbg/s1600-h/mulher_invisivel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SivF6EUK0cI/AAAAAAAAAVQ/-53zuSUwTbg/s320/mulher_invisivel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344582984186646978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A mulher invisível&lt;/span&gt;, 2009. Brasil. De Cláudio Torres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais suportes para a projeção e apreensão do modelo ideal da mulher seria através do cinema. Ao bem da verdade, todas as artes já se preocuparam com a figura feminina, definindo seus atributos e as fontes de seus encantos, portanto esse filme tupiniquim trilha um caminho há muito conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mulher invisível&lt;/span&gt; relata a trajetória do démodé Pedro que ao ser abandonado por sua esposa cria uma consorte imaginária, perfeita em sua corporeidade e personalidade, uma versão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bad girl&lt;/span&gt; da “Amélia, a mulher de verdade”. No entanto, essa mulher de verdade não é real, mas ideal, ela vive somente no mundo etéreo masculino, já que as senhoras e senhoritas também possuem suas premissas quanto à natureza dos cabras-machos. Divorciar-se de marido é inclusive uma afirmação existencialista, um posicionamento perante à realidade, extirpando desta os elementos que não lhes interessam ou convêm. Justamente nesses encontros e desencontros de expectativas que a vida amorosa dos varões e das donzelas segue-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí temos a primeira contradição do filme, já que Vitória, essa sim real e vizinha de Pedro, aguarda durante toda da projeção o momento de entrar em cena. Mesmo sendo casada com um crápula não consegue se divorciar, como sua função é a de esperar, cabe a ela uma resignação, até que um infarto fulminante retire o obstáculo que a distanciava do seu “verdadeiro amor”, separados somente por uma parede, algumas alucinações coletivas e sérias fragilidades emocionais de ambas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo que prevalece de mulher ainda é Amélia, fiel, conformada, amorosa, afeita ao espaço doméstico. De fato, Vitória é uma vitória para os ultrapassados anseios masculinos de controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Amanda (hum... nome sugestivo), a mulher imaginária, é a solidificação de todas as fantasias juvenis de Pedro. Além do corpo escultural, Amanda gosta de trabalhos do lar, assistes aos “clássicos da terceirona”, tem um passado que inclui lesbianismos e, claro, sabe ser amorosa e cativante. Seu único defeito é unicamente não existir, ou talvez não, pois se vivesse uma mulher com tais configurações, provavelmente estaríamos falando de um autômato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Amanda, a que ama incondicionalmente, e Vitória, o verdadeiro troféu masculino, temos outras duas figuras paradigmáticas: Pedro “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;the nice&lt;/span&gt;” e seu amigo Carlos, um cafajeste vindo dos ano oitenta, com aquele bigodinho supostamente charmoso, mas que lembra a face de um glutão interessado em comer almôndegas de frango no bar da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os devaneios de Pedro quase pertencem ao reino das esquizofrenias, assim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mulher invisível&lt;/span&gt; ficaria entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, eu mesmo e Irene&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma mente brilhante&lt;/span&gt;, ressalvando, no entanto, que não há nenhuma genialidade matemática em Pedro, um humilde controlador de trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme diverte e, o mais importante, tem fôlego, sempre colocando novos desafios para o protagonista. No entanto, as conclusões apresentadas não resolvem satisfatoriamente os problemas decorrentes dos dilemas morais vivenciados pelos personagens. Pedro precisa de terapia, Vitória é uma bisbilhoteira e Carlos é o elo mais fraco da história, uma muleta para facilitar o prosseguimento da narrativa. O “encontro” final entre Pedro, Amanda, Vitória e Carlos possui a consistência de uma apresentação teatral improvisada, um anticlímax, ninguém parece empenhado em dar credibilidade ao ato. Não tem problema, entre tantos devaneios não há por que se cobrar a verossimilhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, o blog acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: Regular&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8740809980394490099?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8740809980394490099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8740809980394490099&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8740809980394490099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8740809980394490099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/06/mulher-invisivel-2009.html' title='A mulher invisível'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SivF6EUK0cI/AAAAAAAAAVQ/-53zuSUwTbg/s72-c/mulher_invisivel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4426889103773228158</id><published>2009-06-07T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T06:37:59.065-07:00</updated><title type='text'>10 constatações cinematógráficas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SivCr3TlcUI/AAAAAAAAAVA/ga819NdIZ0c/s1600-h/cinema3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SivCr3TlcUI/AAAAAAAAAVA/ga819NdIZ0c/s320/cinema3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344579441641484610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os negros americanos acham Conduzindo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Miss Dayse&lt;/span&gt; ultrajante, Morgan Freeman surge como alguém muito auto-condescendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Bay nunca deveria ter existido, se houvesse um código de ética no cinema ele estaria longe dos portões de Hollywood. Bem, se existisse um código de ética para o cinema acho que não teríamos Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comédias românticas foram criadas para satisfazer as fraquezas emocionais de adolescentes gordas de 17 anos. As razões pelas quais tal produto caiu no gosto geral ainda não são inteiramente conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema americano é capaz de tudo: explosões, combates sangrentos ou anêmicos, canibalismos, insinuações sexuais das jovens lolitas, violência realista ou caricata, pelejas, patriotismo barato, redenção de vingadores, mercantilização dos corpos feminino e masculino.  O cinema americano só não é capaz de lidar com a nudez masculina, nem por 10 segundos. Há que se pensar se Hollywood não terá, um dia, que deitar no divã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A julgar pelo cinema, a América está rodeada de inimigos. Em ordem: alemães, japoneses, russos, chineses, mexicanos e árabes. Certamente, eis o fardo do homem branco (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema de terror/horror está em declínio, as possibilidades de assustar, incomodar e revoltar foram diluídas e adquiriram um novo formato mais palatável aos garotos espinhentos que escutam &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Red Hot Chili-peppers&lt;/span&gt;. Não se esquecer que as loiras peitudas de 18 anos continuam presentes nesse gênero: magrinhas, indefesas e com roupinhas bem insinuantes. Ai, que clichê o imaginário masculino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A julgar pelo cinema, a América pode contar com poucos aliados. Os únicos confiáveis são os ingleses, uma vez que os franceses não passam de uns “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;flosôs&lt;/span&gt;” (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jason X&lt;/span&gt; nem é tão ruim, a relação fetichista entre o nerd semi-adolescente e sua dróid é bem anos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema americano deveria se circunscrever as suas especialidades e parar de biografar os devassos notários. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Contos proibidos do Marquês de Sales&lt;/span&gt; foi constrangedor, reduziram um pensador iluminista à insanidade.  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O desaparecimento de Garcia Lorca&lt;/span&gt; nos convence do cristianismo e do “bom-moçismo” de um aguerrido dramaturgo anarquista. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Libertino&lt;/span&gt; faz desejarmos a monogamia e o sexo com camisinha. Por favor, que não se dediquem às vidas de Nietzsche ou de Marx!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de projeção é mágica, o momento por excelência da realização cinematográfica. Também deve comportar algo de afrodisíaco, pois os casais de namorados frequentemente confundem Cineplex com motel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4426889103773228158?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4426889103773228158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4426889103773228158&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4426889103773228158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4426889103773228158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/06/10-constatacoes-cinematograficas.html' title='10 constatações cinematógráficas.'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SivCr3TlcUI/AAAAAAAAAVA/ga819NdIZ0c/s72-c/cinema3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7256761378118215320</id><published>2009-04-30T19:04:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T19:11:05.713-07:00</updated><title type='text'>Divã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SfpZPBdvynI/AAAAAAAAAUo/82x6SbM6j7A/s1600-h/diva-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SfpZPBdvynI/AAAAAAAAAUo/82x6SbM6j7A/s320/diva-poster01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330671223572515442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Divã&lt;/span&gt;, 2009. Brasil. De José Alvarenga Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Repica Remi, repica!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema brasileiro vai bem, é o que dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Bem mal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Repica Remi, repica!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salas lotadas e público se identificando com as temáticas brasílicas. Viva! É a retomada do cinema &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nacional&lt;/span&gt;. Por exemplo, em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Divã &lt;/span&gt;vemos as aventuras e os tropeços de uma respeitável senhora meia idade (sem ofensas), típica classe média. Professora particular, pintora amadora e dedicada esposa. Acompanhamos seus receios (que tédio), suas aflições (saco!) e seus desejos mais íntimos (ih…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Repica Remi, repica!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela e seu marido, ela e seus filhos, ela e seus amantes (nossa, que escândalo), tudo naquela design “moderninho mas comportado”. Enquadramentos medíocres, cortes e diálogos característicos de uma telenovela. Narrativa previsível, encadeamento linear, personagens que amadurecem a partir das escolhas efetuadas e vivências experimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Repica Remi, repica!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher adormecida em si mesma quer sentir novos prazeres, descobrir outros mundos. Mas e o cinema? Perguntam os desavisados. Onde está a Sétima Arte? A provocação? Quem se importa! Os diálogos são engraçados, carinhas bonitinhas na medida certa. As donas de casa recalcadas terão a oportunidade, nem que em um faz de conta bem vagabundo, de se imaginarem como transgressoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto do filme: a dedicada Mercedes finalmente encontra um amante a altura. Chego a pensar (que roteiro mal feito!) que é uma de suas fantasias solitárias de 20 minutos. Nada, ela realmente traçou o bonitão do Theo, interpretado pelo Reynaldo Gianecchini, um gentil rapaz que deve visitar os sonhos de muitas quarentonas com alianças na mão esquerda. Consumado o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;affair&lt;/span&gt;, vemos na cena seguinte nossa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dona Ruanita&lt;/span&gt;* no salão – feliz como só as mulheres conseguem ser após uma noite de lua de mel – exclamando para seu cabeleireiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Repica Remi, repica!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão contentinha a ponto de querer um novo corte, mais coerente com sua condição de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;super-woman&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Repica Remi, repica!&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repica Remi, repica essa película e joga no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, faz favor, repica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dona Ruanita = Don Ruan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: péssimo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7256761378118215320?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7256761378118215320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7256761378118215320&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7256761378118215320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7256761378118215320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/04/diva.html' title='Divã'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SfpZPBdvynI/AAAAAAAAAUo/82x6SbM6j7A/s72-c/diva-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-530820275354090811</id><published>2009-04-22T06:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T07:04:20.101-07:00</updated><title type='text'>Ele não está tão a fim de você</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Se8d8oXOAtI/AAAAAAAAATc/PEmXKxzqdho/s1600-h/ele-nao-esta-tao-a-fim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Se8d8oXOAtI/AAAAAAAAATc/PEmXKxzqdho/s320/ele-nao-esta-tao-a-fim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327509811666748114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ele não está tão a fim de você&lt;/span&gt; (H&lt;span style="font-style:italic;"&gt;e's Just Not That Into You&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Ken Kwapis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que não escrevo sobre bons filmes, nos últimos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;posts &lt;/span&gt;tenho favorecido essas produções mais insossas, a razão para isso não é o interesse em criar polêmicas ou provocar o espectador médio, mas, confesso, são as nulidades que mais me despertam o fascínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que alguém busca em um filme como esse? Quais os conteúdos ocultos existentes nessas películas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que estamos falando do amor, mas uma interpretação desse sentimento muito específica, baseada em preceitos próprios de uma sociedade conservadora e de consumo. O velho e desgastado modelo da comédia romântica, com algumas incrustações que iludem o desavisado, a falsa promessa de uma dinâmica mais modernosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um mundo no qual inexiste a pobreza, as únicas preocupações são os beijinhos na boca e o sexo apaixonado. Mulheres buscam o par perfeito, objetivam casar, faz parte da essência feminina; uma das personagens, inclusive, evoca essa lei, ao falar para seu parceiro que o matrimônio é uma etapa obrigatória da vida a dois. Trata-se da naturalização de um modo de vida e da eleição de uma série de valores potencialmente machistas (há a esposa, o marido e as obrigações/funções decorrentes), mas legitimados por um discurso idílico e romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os homens estão relutantes em aceitar essa “lei da natureza”, pois são garanhões natos, conquistadores – querem a quantidade e não a qualidade. Quanto mais mulheres passarem pelos seus leitos, melhor. Esforçam para se manterem livres da monotonia do sexo monogâmico, no fim das contas são um presente de Deus para as gentis donzelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na grande batalha dos sexos cabe a mulher um papel fundamental: vencer a áurea cafajeste masculina e impor o desejo de uma vida sob a égide do “... até que a morte os separe”. Jogo da vida, alguns vencem e outros perdem, estes últimos ineptos para os prazeres dos atos conjugais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desse universo previsível agem os personagens, que mais parecem autômatos, desde o início condicionados em buscar a “cara metade”, o “par perfeito”, a “alma gêmea”. As personagens femininas são tão estúpidas que realmente merecem a solidão, presas às mentiras masculinas, revelam-se incapazes de escapar do desejo de construir e viver em uma casinha de bonecas. Despendem um bom tempo construindo suas casas (real ou figurativamente), a cenografia diz tudo: “Estamos brincando de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Sims&lt;/span&gt;, onde coloco essa cadeira? Qual o ladrilho devo escolher?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens são adoráveis vagabundos – com exceção dos pobres coitados que padecem da falta de virilidade e assim não arrebatam as gatinhas mais prendadas, tal como a Scarlett Johansson. Riem da paixão e do casamento até a descoberta do grande amor, nessa ocasião se atirarão encantados em direção aos braços de suas Dulcinéias ou Clementinas. Pelo grau de imaturidade e incapacidade de uma relação responsável com o mundo, todos eles mereceriam câncer de próstata e calvície avançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula do filme segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não está a fim de você. Por quê? É um babaca, um imaturo, não está pronto para o amor, só quer sexo, não quer ter filhos, recusa compromissos, não acredita nos verdadeiros sentimentos. Ele finalmente ficou a fim de você! E aí, o que acontece? Vocês se casam, têm filhos, mudam-se para o subúrbio, andam abraçadinhos e viverão um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um discurso convincente, há sempre um público para acreditar nessas promessas. Mas do ponto de vista da narrativa fílmica percebe-se a previsibilidade e os lugares comuns repletos de moralismos, com implícitos chauvinismos e as homofobias de sempre (mesmo que diluídas em um grau de aceitação social).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse, é a naturalização de um modo de vida, a hipertrofia da esfera privada, o deleite extremo do intimismo. Me fascina a idéia de que tais banalidades tem público cativo, todos os problemas do mundo, dentro de tal perspectiva, findam-se no altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conveniente.  Mas para quem? Essa é a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotação: péssimo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-530820275354090811?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/530820275354090811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=530820275354090811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/530820275354090811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/530820275354090811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/04/ele-nao-esta-tao-fim-de-voce-h-es-just.html' title='Ele não está tão a fim de você'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Se8d8oXOAtI/AAAAAAAAATc/PEmXKxzqdho/s72-c/ele-nao-esta-tao-a-fim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-2195046396264539553</id><published>2009-04-04T19:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T04:43:26.494-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monstros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animação'/><title type='text'>Monstros Vs. Alienígenas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgfuXy0mQI/AAAAAAAAATI/vTQ0eJfd0I4/s1600-h/monstros-vs-alienigenas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgfuXy0mQI/AAAAAAAAATI/vTQ0eJfd0I4/s320/monstros-vs-alienigenas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321037841259862274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span&gt;Monstros Vs. Alienígenas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Monsters Vs. Aliens&lt;/span&gt;), 2009. EUA. De Rob Letterman e Conrad Vernon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana o feminismo foi um tema que me veio à tona em várias ocasiões. Lendo um dossiê da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cult &lt;/span&gt;sobre o assunto fico sabendo sobre a teologia feminista e o esforço de algumas filósofas para desconstruir a concepção de um Deus patriarcal. Também, meio por acaso, encontrei algumas antigas anotações que eu havia feito sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Segundo Sexo&lt;/span&gt; de Simone de Beauvoir. Finalmente, entregando-me ao ato ilícito de assistir um Dvd pirata na casa de um amigo, deparo com esse novo produto da DreanWorks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produto embaladinho, bem feitinho e divertido, nada demais, mas desta vez colocando uma mocinha na condição de protagonista, o que garante o charme do filme. No dia do seu casamento, Susan é atingida por um meteorito e sofre um processo de gigantismo transformando-se na quase heroína Ginórmica. Desesperada com sua condição, ela é capturada por agentes do governo e trancafiada junto a outros “monstros” (uma barata cientista, uma gosma indestrutível, um anfíbio e um inseto super-gigante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criaturas que fogem aos nossos padrões antropormóficos e por isso mesmo devem ser escondidos dos olhares do restante, até que o aparecimento de um malévolo vilão cria uma oportunidade para que os monstros demonstrem seu valor. São os resquícios da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era Shrek&lt;/span&gt; de animações: o permanente desejo de aceitação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salva o filme as referências aos clássicos da ficção científica (algumas sutis e outras nem tanto) e a divertidíssima figura do presidente americano retratado como um idiota (estamos cansado de saber disso, mas eles lá não), além, claro, da personagem principal, Susan, a menina de 15 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente uma genuína casadoira, frágil e feminina, mas que no decorrer da história se reconhece como capaz, percebe que seu noivo é um cafajeste de pequena grandeza e que sua felicidade não está condicionada a um anelzinho em seu dedo. No final, sua opção é ser uma profissional de sucesso no especialíssimo mercado de defesa planetária. Bem, não sei se isso pode ser chamado de feminismo, mas já é um passo adiante em relação aos finais ultra-açucarados da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgfMyy3_XI/AAAAAAAAATA/gDdQftn3Rec/s1600-h/mo%C3%A7as+juntas.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgfMyy3_XI/AAAAAAAAATA/gDdQftn3Rec/s320/mo%C3%A7as+juntas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321037264392289650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[Ginórmica, uma citação à mulher de 50 pés ou só o atestado já corriqueiro do esgotamento da criatividade em Hollywood?]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susan é referência direta à personagem do clássico fic-sci &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Attack of the 50 ft. Woman&lt;/span&gt;, uma provocação divertida, mas inofensiva acerca da suposta superioridade masculina. Não estamos falando de sutiãs em chamas ou revisão dos cânones da civilização ocidental, trata-se somente de uma animação que não bate nas mesmas teclas do chauvinismo reinante em produções do gênero. O que já é algum consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, fala sério, que homem em sã consciência dispensaria uma mulher de 15 metros? Vê se isso não é um mulherão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: regular&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-2195046396264539553?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/2195046396264539553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=2195046396264539553&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2195046396264539553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2195046396264539553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/04/monstros-vs.html' title='Monstros Vs. Alienígenas'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgfuXy0mQI/AAAAAAAAATI/vTQ0eJfd0I4/s72-c/monstros-vs-alienigenas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7942531195105996336</id><published>2009-04-04T19:49:00.001-07:00</published><updated>2009-04-05T04:50:50.565-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zumbis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='horror'/><title type='text'>Fome animal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgdFFbHZ8I/AAAAAAAAAS4/85l1YRpEUP4/s1600-h/mortos-vivos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgdFFbHZ8I/AAAAAAAAAS4/85l1YRpEUP4/s320/mortos-vivos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321034932930701250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fome Animal&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dead Alive&lt;/span&gt;), 1992. Nova Zelândia. De Peter Jackson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem filme que foi feito por cinéfilo e para cinéfilo, o público usual simplesmente não entende qual o fascínio uma produção ao estilo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fome Animal&lt;/span&gt; é capaz de exercer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que estamos diante de um clássico dos filmes de zumbis, possível e ironicamente o melhor trabalho de Peter Jackson, infelizmente mais conhecido por ter contado uma história sobre garotos descalços, anéis e elfas peitudas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme cheio de citações divertidíssimas: vemos um rapaz filho de uma mulher castradora, eles moram em uma casa no alto da colina (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psicose&lt;/span&gt;). Também vemos um carrinho de bebê meio sinistro, em seu interior esconde-se uma assustadora criatura (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bebê de Rosemary&lt;/span&gt;), isso sem falar do diálogo – se voluntário ou ao acaso, isso não importa – com o excelente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A morte do demônio&lt;/span&gt; de Sam Raimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lionel é um bom rapaz, porém facilmente dominado pelas pessoas, sobretudo se forem mulheres. Além de ser tiranizado pela sua mãe ainda há os encantos da jovem Paquita – cujo nome, carinha e atuação parecem lembrar os atributos de uma atriz pornô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, um raro macaco da Sumatra (!) mordisca o braço da mãe de Lionel, a Senhora Cosgrove, que se transforma em um... isso mesmo, não precisa nem continuar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa grotesca velha desenvolve uma apetência bem incomum, atacando várias pessoas ao seu redor e, naturalmente, infectando-as. Enquanto isso, a versão neozelandesa de Norman Bates (personagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psicose&lt;/span&gt;) esforça-se para conter sua genitora e as pessoas por ela agredida, mas sua inépcia faz com que os problemas assumam dimensões cada vez mais desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que Peter Jackson se preocupa em fornecer todos os detalhes para o espectador. Um navio negreiro parou em uma Ilha da Sumatra, ratos gigantescos desceram e estupraram as macacas nativas, desse cruzamento surgiu uma rara espécie capaz de transmitir a peste dos mortos vivos. Quando um desses animais é capturado e levado ao zoológico da Nova Zelândia, os problemas começam. A história se passa em 1957, o que acresce um ar especial ao cenário, ao retratar um modo de vida bem ao estilo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Way of Life&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens são muito bem desenvolvidos, mesmo aqueles que aparecem em uma única cena cumprem seu papel, ao exemplo do veterinário nazista. Mas bacana mesmo é o padre que decide “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dar porradas nos zumbis em nome de Deus&lt;/span&gt;” ou algo do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que Lionel Cosgrave é o oposto de Ash Willians, o personagem do já citado A&lt;span style="font-style: italic;"&gt; morte do demônio&lt;/span&gt;, um conquistador de mulheres que não tem pejos em mandar os possuídos para o outro mundo. O protagonista de Peter Jackson, no entanto, só se aproxima do seu contra-exemplo nos momentos finais quando, de posse de um cortador de gramas, passa a proferir frases de efeito ao estilo do nosso querido Ash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto final fica por conta de Lionel com sua mama, que tenta devolvê-lo ao seu ventre, de um jeito ou de outro. Mas até chegar nesse momento, todos os exageros do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gore &lt;/span&gt;terão sido mostrados... dando enjôos nos estômagos mais fraquinhos e desavisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme primoroso, mas que infelizmente tende a agradar somente os fãs do gênero ou os cinéfilos de carteirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não sou nenhum desses dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cotação: Ótimo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7942531195105996336?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7942531195105996336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7942531195105996336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7942531195105996336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7942531195105996336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/04/fome-animal.html' title='Fome animal'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SdgdFFbHZ8I/AAAAAAAAAS4/85l1YRpEUP4/s72-c/mortos-vivos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1951503764738169716</id><published>2009-03-21T16:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T20:35:49.056-07:00</updated><title type='text'>Gran Torino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScV1kIo6KeI/AAAAAAAAASg/8-Ac8xWMI4M/s1600-h/gran-torino-poster02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 219px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScV1kIo6KeI/AAAAAAAAASg/8-Ac8xWMI4M/s320/gran-torino-poster02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315784198835546594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gran Torino&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Gran Torino&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De Clint Eastwood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme interessa para os estudiosos do cinema, uma vez que ele é extremamente autoral, isto é, visita temas recorrentes da filmografia do diretor/ator Clint Eastwood. No entanto, não há como não apontar as gritantes falhas dessa produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande pergunta é se Walt Kowalski (interpretado pelo próprio Eastwood) é, de fato, um homem durão ou se trata somente de um babaca genuinamente americano. A história começa em um templo católico com uma missa de corpo presente, o velório da Sra. Kowalski. Enquanto as pessoas se voltam para o altar, acompanhando a pregação do jovem e titubeante padre Janovich, o recém viúvo prefere encarar seus parentes, com um rosnado mal humorado e um olhar de desaprovação direcionado para minúcias sem importância, como o &lt;em&gt;pircing &lt;/em&gt;no umbigo de sua neta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nem a morte da “&lt;em&gt;mulher mais maravilhosa do mundo&lt;/em&gt;”, como será dito em algum momento por Kowalski, consegue desarmar sua carranca, tudo mais cai no implausível. O personagem acaba por soar muito caricato, uma auto-paródia de todos os tipos vivenciados por aquele ator. Se “Walt” é divertido para o espectador – afinal suas más respostas e seu mau humor surpreendem e fulminam – o mesmo não pode ser dito para as pessoas que são obrigadas a conviver com ele. Não há paciência de Jô que suporte alguém que se refira aos outros norte-americanos como “chinas”, “negrinhos” ou chicanos... Não fica claro se a postura do protagonista transmite um racismo sincero ou apenas revela uma de suas facetas de “cara durão”, mascarando seus verdadeiros sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walt Kowalski insiste em morar em seu antigo bairro, que agora está completamente esvaziado dos bons (e brancos) americanos. A comunidade foi tomada por descendente de mexicanos, negros e imigrantes do Laos (Ásia). Claro, onde não há o homem branco prevalece a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bagunça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Casas descuidadas, brigas de gangues e atos primitivos. Pelo menos na interpretação do nosso amigo “Walt” – que só não é 100% USA por ser descendente de polonês e católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu cotidiano consiste em ganir para os vizinhos, beber cerveja, cuidar de seu gramado e polir seu carro Gran Torino 1972. Até que ele começa a se envolver com seus vizinhos, descendentes de um povo chamado hmong. Os irmãos Sue e Thao conquistam a simpatia desse recluso rabugento. Com dificuldade em relacionar com seus filhos, que parecem não têm o menor tato para lidar com o pai, Kowalski acabará por encontrar algum conforto no convívio com a família Lor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí é que a vaca vai pro brejo (e o filme também), porque esqueci de mencionar que esse aposentado ex-operário da Ford tem uma predileção por andar armado e apontar suas &lt;em&gt;guns &lt;/em&gt;na cara (ou devo dizer fuças?) do primeiro pobre coitado que ameace a compurscar seu &lt;em&gt;american drean&lt;/em&gt;.  Problema é que Sue e Thao estão sendo perseguidos por uma gangue local, e o octogenário se sente apto a interferir nessa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo Kowalski decide transformar Thao em homem, leia-se ensiná-lo a usar ferramentas, a falar palavrões (uhu! Que macho!) e a paquerar garotinhas incautas (bem, essa lição eu também gostaria de aprender). Enfim, nem drama e nem comédia: mas uma tragicomédia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScV1OvFMD_I/AAAAAAAAASY/4tYX8qr4ZdQ/s1600-h/story.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScV1OvFMD_I/AAAAAAAAASY/4tYX8qr4ZdQ/s320/story.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315783831197585394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;[Amerika: the car, the gun and the flag!]&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio que a narrativa coloca para o protagonista é grande demais, não há como ele vencer uma gangue de rapazes fortemente armados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está Clint Eastwood, aí está a auto-confissão de que estás velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cinco anos a menos, Kowalski seria o treinador sisudo que prepararia o jovem Thao para massacrar os bárbaros também asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vinte anos a menos, Kowalski seria o sargento durão (vide O&lt;em&gt; destemido senhor da guerra&lt;/em&gt;) que entraria no gueto com um fuzil militar dilacerando a carne dos malditos chinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quarenta anos a menos, Kowalski seria o policial machão, uma pistola em cada mão, chute na porta e bala nos meliantes, depois viriam as outras viaturas para ensacar os corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cinqüenta anos a menos, Kowalski seria o cawboy implacável, um revolver, seis balas e a determinação, o resto já se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, com uns 80 anos, não há muito a ser feito. Suas atitudes são, portanto, inconseqüentes e sugerem um alheamento do mundo próprio dos senis. O único personagem que parece pensar é o padre, que pergunta “&lt;em&gt;Por que você não chamou a polícia?&lt;/em&gt;”, pergunta óbvia, mas com resposta igualmente evidente: porque Walt Kowalski se julga capaz de resolver o problema das gangues ao mesmo tempo em que protege seu gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nem muitos elementos para justificar sua personalidade agressiva, apesar de ter participado da Guerra da Coréia, no restante de sua vida ele viveu como um civil, tendo trabalhado em um “emprego comum”. Nada que explique esse comportamento, excetuando, claro, a crença em uma América linda, rica, ostentosa e segregacionista, porém perdida, existente somente ao nível da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o Gran Torino, carro americano por excelência, outra relíquia do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1951503764738169716?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1951503764738169716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1951503764738169716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1951503764738169716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1951503764738169716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/03/gran-torino.html' title='Gran Torino'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScV1kIo6KeI/AAAAAAAAASg/8-Ac8xWMI4M/s72-c/gran-torino-poster02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-2454917662151242138</id><published>2009-03-21T16:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T04:42:34.534-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heróis'/><title type='text'>Motoqueiro Fantasma</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScVyQv1HSHI/AAAAAAAAASQ/JBjQuqQAyec/s1600-h/motinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315780567223453810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScVyQv1HSHI/AAAAAAAAASQ/JBjQuqQAyec/s320/motinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Motoqueiro Fantasma &lt;/b&gt;(&lt;i&gt;Ghost Rider&lt;/i&gt;), 2007. De Mark Steven Johnson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu poderia falar sobre esse filme. A constante estrutura da Marvel: pegue seus super-heróis, crie um drama estereotipado em sua volta e pronto. Sirva ao público e eles haverão de gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao invés de falar de &lt;i&gt;Motoqueiro fantasma&lt;/i&gt;, eu narrarei os&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bastidores do cinema ou o que eu senti assistindo ao filme&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sozinho em casa, sentado, com os pés sobre a escrivaninha. Em minha frente o computador está ligado, tenho um longo trabalho a fazer e a única coisa que eu digitei foi asdfg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou uma espreguiçada. O celular toca. Quase nunca toca, mas naquele momento tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu atendo: &lt;i&gt;“What’s up&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma voz feminina. Não. É uma linda voz feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#00f193;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Cinema, hoje, que tal?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz feminina só não é mais linda que a sua dona. Consigo balbuciar um sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#00f193;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Local X, hora Y, ok?&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um bom favelado, só consigo pronunciar: “Demorô”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em frente ao cinema, ela vem se aproximando. &lt;i&gt;She is so prett.&lt;/i&gt; Pergunto a ela o que quer assistir. Se ela me convidasse para um suicídio coletivo, a única coisa que eu perguntaria seria o traje adequado para a ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente ela não propôs um pacto de morte, mas sim que assistíssemos &lt;i&gt;Motoqueiro Fantasma. Mas, no problem.&lt;/i&gt; Ver um filme ruim em uma boa companhia é quase o mesmo que ver um ótimo filme com uma péssima companhia – bem.... na verdade não, mas naquele momento eu tentei me enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que minha expectativa quanto ao filme não era das melhores. Estava mais preocupado com os olhos azuis da minha companhia e o batom cor de néon que ficava tilintando em seus lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fila. Ela quer comprar pipoca. Fosse outra pessoa: eu começaria a rir, perguntaria se também iria tomar &lt;i&gt;Coca&lt;/i&gt;, provaria por a+b que cinema não é lugar de comer, e por fim arremataria com a crítica à vinculação entre cinema e &lt;i&gt;fast food.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vai beber o que?” Pergunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fila. Ela diz: “&lt;span style="color:#993399;"&gt;Isso é tão ridículo, não acha?&lt;/span&gt;”, ela me aponta um casal de namorados, “&lt;span style="color:#993399;"&gt;Aquela menina é tão branquinha, junto com um cara tão escurinho&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desolação, ela é nazi, é racista. Seria eu capaz de me envolver com uma mulher que defende o &lt;i&gt;Apharteid&lt;/i&gt;? Que legitima o nazismo? Que questiona o sagrado e universal princípio de que todos os homens são iguais? – nossa, ela tem um pé tão bonitinho... por que não? Ninguém é perfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconverso. Dentro do cinema, sentamos. Então ela inicia sua explanação sobre seus filmes preferidos: eles envolvem perseguição de carros, explosões, cenas de lutas fulminantes, musiquinhas dançantes e efeitos especiais estrondosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum... se uma cinéfila fizesse meu tipo eu daria em cima da Sofia Copolla...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, infelizmente não se limitou a isso. Eu tive que aturar meia hora de mastigados estrondantes de pipoca, ela não desligou o celular (que a propósito, em um determinado momento tocou – se ela tivesse atendido tudo teria acabado ali mesmo). Por fim, a gota d’água: quando o motoqueiro fantasma desce uma inclinação de 90º graus – sim, sua moto pode subir e descer prédios por um “dá cá a palha” – ela não se conteve e deu um gritinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#993399;"&gt;Uhh&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, tudo, menos isso. Uma coisa é negar o holocausto, a outra é gritar no cinema. Concluo que nunca daria certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do filme – o bem vence o mau, ou o mau vence a si mesmo e se torna o bem... ah quem se importa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela diz que gostou da minha companhia, diz que teríamos que fazer isso mais vezes. Eu respiro fundo e me armo para dizer a verdade. Ela joga o cabelo para traz de uma maneira tão &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt; que eu percebo o quanto sou intransigente. Não posso fazer juízos de valor de forma tão precipitada. Me aprumo e digo: “Com certeza, devemos fazer isso mais vezes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#993399;"&gt;Que bom, agora eu tenho que ir, marquei de encontrar com meu namoradinho daqui a meia hora&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“What? What? What’s hell?”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caio de joelhos ao chão, sinto uma tremenda febre, sai fumaça da minha jaqueta, meu corpo está em chamas. Minha cara é uma bola de fogo. Sim! Eu sou o motoqueiro fantasma. Saio correndo pelo saguão com uma risada diabólica e salto bem em cima da minha moto (eu nem não sabia que tinha uma...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorro a cidade em minha fantasmagórica motocicleta, percebo que sou um amaldiçoado, o filme, finalmente, faz todo o sentido para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: péssimo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pós escrito: minha crítica favorita, a mais verdadeira, até hoje tenho traumas com essa experiência.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-2454917662151242138?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/2454917662151242138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=2454917662151242138&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2454917662151242138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2454917662151242138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/03/motoqueiro-fantasma.html' title='Motoqueiro Fantasma'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/ScVyQv1HSHI/AAAAAAAAASQ/JBjQuqQAyec/s72-c/motinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8951190749931712185</id><published>2009-03-11T13:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T04:41:59.308-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gays'/><title type='text'>Milk</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SbghzIO4DMI/AAAAAAAAASI/QHXR_oASx9c/s1600-h/milk.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SbghzIO4DMI/AAAAAAAAASI/QHXR_oASx9c/s320/milk.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312032922750422210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Milk, a voz da igualdade&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Milk&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De Gus Van Sant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião o neoliberalismo adentrou até no mercado de relacionamentos. Se mulheres e homens fossem ações negociadas em uma bolsa de valores, o preço das primeiras estaria em ascensão e o desses últimos em franco declínio. Sim, mulheres andam caras demais, difíceis demais e incompressíveis demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que se pudéssemos alterar nossa opção sexual, da mesma maneira como nos transferimos de um curso para o outro, haveria muitos varões se transformando em donzelas... e vice-versa, creio. A vida homossexual parece – para o observador externo –  um pacato lago em comparação com as avassaladoras ondas do oceano hetero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo obscuro para a crítica de um filme político, mas há uma razão para isso. Em nossa sociedade acreditamos que a opção sexual deriva de uma predisposição biológica, muito embora a maneira de vivenciar essa condição seja cultural. Isto é, existir o homossexual não implica necessariamente na existência de uma cultura da homossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil aceitar o homossexualismo, desde que ele seja considerado uma doença (uma fatalidade que simplesmente aconteceu), mas a principal dificuldade surge quando pensamos na homossexualidade como uma opção ou, tanto pior, uma inserção em um determinado universo cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em última instância prevalece a intransigência à alteridade cultural. Quem diz: “&lt;em&gt;amo os homossexuais, mas odeio o homossexualismo&lt;/em&gt;”, está confessando abertamente que os gays ou as lésbicas não têm culpa pelos seus sentimentos e desejos, mas que eles se equivocam ao se comportarem de forma desviante dos padrões socialmente aceitos. A lógica é: “&lt;em&gt;nada contra um homem beijar outro homem, desde que não seja na minha frente&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harvey Milk, ao trazer o homossexualismo para o ambiente político se opõe a esse conservadorismo enrustido. Ele se propõe a dar visibilidade a uma cultura marginal existente nas ruas de São Francisco. Sua relação com os gays e as lésbicas é da mesma dimensão que a de Luther King com os negros. Não há necessidade de dar muita importância para a biologia: bicha é bicha, preto é preto, todo mundo sabe disso. O que ambos os ativistas evidenciam é algo maior, toda a diversidade (tenha base biológica ou não) se expressa cultural e politicamente e assim ela deve ser tratada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milk (muito bem interpretado pelo antipático Sean Penn) é o homem que ao sair do armário se viu compelido a se posicionar publicamente em relação a um sentimento que lhe dizia respeito, mas que também ressoava inúmeras trajetórias iguais a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição da dimensão privada para a esfera pública é o grande salto do filme, ponto muito bem registrado pela narrativa. Decidir ser gay é uma coisa, decidir representar os gays é outra bem diferente. Quando Harvey Milk percebe que não tem direitos ele opta por explicitar a existência de seu nicho, de revelar a humanidade das dregs, gays e lésbicas. No entanto, aceitar-se como ser político requer mais esforço do que se assumir como homossexual. Trata-se de tarefa para uns poucos mártires, com os quais, aliás, a tradição liberal americana sempre pode contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, um filme sobre escolhas, sobre representação políticas de minorias culturais. Nada a ver com biologia, tudo com antropologia. Nem só de exibicionismos, farras e &lt;em&gt;amassos &lt;/em&gt;vive a cultura gay, há um momento que ela quer ser encarada politicamente. Ao final, o que se conclui é que os homossexuais conseguiram constituir uma rede de solidariedades mais eficaz que a de outros grupos historicamente mais articulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, quem escreve essa crítica é um velejador perdido nas tsunâmicas ondas heterossexuais, invejando, com toda a força do mundo, a calmaria dos lagos gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8951190749931712185?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8951190749931712185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8951190749931712185&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8951190749931712185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8951190749931712185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/03/milk.html' title='Milk'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SbghzIO4DMI/AAAAAAAAASI/QHXR_oASx9c/s72-c/milk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3287460431519396120</id><published>2009-03-04T04:31:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T05:39:47.382-08:00</updated><title type='text'>Quem quer ser um milionário?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sa51zflwojI/AAAAAAAAARw/6uC8eTAusOk/s1600-h/quem-quer-ser-um-milionario-poster07.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sa51zflwojI/AAAAAAAAARw/6uC8eTAusOk/s320/quem-quer-ser-um-milionario-poster07.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309310538230047282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem quer ser um milionário? &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;), 2008. EUA/Inglaterra/Índia. De Danny Boyle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente alguns filmes não passam de excesso de purpurina. A mesma baboseira, o chauvinismo de sempre, as pílulas de alienação... no entanto, vendidos em cores diferentes, nova embalagem, moderna e arrojada, para atrair o interesse do público (que tem uma memória muito fraca, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da narrativa se revela eficaz e prende a atenção do espectador. Isso sem falar da habilidade do cineasta em percorrer as cidades indianas e escancarar suas gigantescas desigualdades sociais, mas o olhar do diretor é quase de dentro, sem a intenção de buscar exotismos. Há até algumas cenas que subvertem de todo esse ponto de vista ocidental, quando os turistas americanos são apresentados como inconseqüentes, desinformados e bocós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário vive: plenamente articulado à narrativa filmica, integra-se por completo às trajetórias dos personagens, esclarecendo suas motivações e personalidades. Acompanhamos a história do jovem Jamal que cresceu em um universo de favelas, orfanatos e lixões, quase sempre acompanhado por seu irmão mais velho Salim (ambíguo e imprevisível). Jamal vive em procura de Latika, sua amiga de infância, até surgir a possibilidade de participar de um programa televisivo ao estilo do &lt;em&gt;Show do milhão&lt;/em&gt;. A resposta para a derradeira pergunta lhe traria a fama e milhões (mas não de dólares e sim de rúpias. Pena.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Danny Boyle mostra corpos boiando em rios, casas construídas sobre aterros de lixo e ausência de esgoto e sistemas de água, sua intenção não é apresentar o “outro mundo” para além do ocidente, onde prevalece a barbárie. Também não há avaliação negativa da sociedade indiana, os personagens surgem tão somente como pessoas que buscam a sobrevivência em um contexto adverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sa51zRK8Z-I/AAAAAAAAAR4/i6jZr8UAo5M/s1600-h/quem-quer-ser-um-milionario-poster10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sa51zRK8Z-I/AAAAAAAAAR4/i6jZr8UAo5M/s320/quem-quer-ser-um-milionario-poster10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309310534359476194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Ainda assim cabe a pergunta: alteridade cultural ou banalização da miséria em proveito do "american dream"?]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é a ausência de um posicionamento político ou ético que elimina qualquer chance do filme agregar um valor mais expressivo. Trata-se somente de uma fábula de sucesso individual, o favelado que se dá bem em um universo onde milhões de outros favelados estarão inevitavelmente presos a um modo de vida inadmissível, seja qual for o padrão de sociedade escolhido (não há relativismo cultural que seja capaz de negar que uma favela ainda é uma favela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo retratado em &lt;em&gt;Quem quer ser um milionário?&lt;/em&gt; se consiste em uma eterna disputa individualista, na ordem do um por um e um contra todos (revertendo a famosa frase dos três mosqueteiros, uma referência importante para o filme). Os mais fracos acabam por sucumbir e se Jamal consegue se safar desse mundo hostil é por um fortuito desígnio da providência, já que ele é uma flor tão rara, capaz de manter seus nobres sentimentos em qualquer contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A típica história do azarão bem sucedido que já foi contada tantas vezes por Bollywood, digo, Hollywood, só que dessa vez com umas tonalidades novas, umas cores fortes, tão ao gosto da estética indiana, mas que por alguma razão sempre me remete às novelas mexicanas da década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-lhe Maria do Bairro, dá-lhe menina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3287460431519396120?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3287460431519396120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3287460431519396120&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3287460431519396120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3287460431519396120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/03/quem-quer-ser-um-milionario.html' title='Quem quer ser um milionário?'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/Sa51zflwojI/AAAAAAAAARw/6uC8eTAusOk/s72-c/quem-quer-ser-um-milionario-poster07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5271523265546098900</id><published>2009-02-25T18:34:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T18:49:39.961-08:00</updated><title type='text'>O Lutador</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SaYDPVLUu-I/AAAAAAAAARI/L-dmF8hCs8Y/s1600-h/lutador-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SaYDPVLUu-I/AAAAAAAAARI/L-dmF8hCs8Y/s320/lutador-poster01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306932772820270050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Lutador &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The Wrestler&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De Darren Aronofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Agora os médicos dizem que não posso mais ser um lutador&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos corpos comportam temporalidades, rugas e cicatrizes são testemunhos de experiências, resistências e fraquezas. O cuidado ou descuidado com nós mesmos têm sentidos que muitas vezes nos escapam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando especificamente o caso masculino, o que mais me chama atenção é a dedicação de alguns gajos com suas aparências. Muito embora eu seja jovem, saudável e esteja no ápice das minhas capacidades físicas, frequentemente encontro rapazes que, apesar de terem a metade da minha idade (algo entre 14 e 15 anos), apresentam-se muito mais robustos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo naturalmente conseguido através de muitas sessões de musculação, além de uma gama variada de produtos, que vão desde complementos alimentares até anabolizantes. Vale pensar o que se pretende com isso, pois parece que há algo mais do que a busca por um corpo saudável. O hedonismo e o individualismo exacerbado da contemporaneidade podem explicar esse comportamento, mas também permanece a busca pela virilidade, o sentimento de ser macho (seja lá o que isso queira significar) e a ilusão de ser um lutador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Ilusão. Afinal de contas, um “guerreiro” pode esconder as mesmas fragilidades que um “não guerreiro”. O corpo humano é delicado e propenso a complicações, não importa: seja homem, mulher, varão ou fracote; todos estamos presos a vida por um fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rand (interpretado por Michael Rourke) parece atinar para esse entendimento ao final de sua trajetória de &lt;em&gt;wrestler&lt;/em&gt;. Um praticante profissional de luta livre, famoso em sua juventude, que ao se deparar com as complicações de sua atividade e as limitações impostas pela idade decide encerrar sua carreira de lutador. Contudo não é tão simples deixar cair a toalha, já que lhe resta somente a identidade de gladiador, a única vitória alcançada de fato em uma vida dissipada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, em alguns momentos, alcança uma tonalidade quase documental, quando percebemos os truques da luta livre (mas ainda que os combates sejam encenados, eles são dolorosos para seus participantes). Mais do que isso, o filme se ancora no real, tornando as decisões de Rand muito verossímeis, críveis para um integrante do “universo &lt;em&gt;wrestler&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do “&lt;em&gt;Rocky, um lutador&lt;/em&gt;”, que remonta a fábula do &lt;em&gt;self-made-man&lt;/em&gt;, o filme de Darren Aronofsky quer um diálogo mais direto com a crueza dos ringues e bastidores. O suposto cuidado que os lutadores têm com seus corpos só parcialmente é verdadeiro, pois todos estão dispostos a consumi-los em pelejas feitas unicamente com a intenção de agradar o público – uma forma de alcançar fama e dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylvestre Stallone criou um personagem que digladiava por valores – a crença nos Estados Unidos, na família, nos laços de amizade, no sucesso individual – enquanto Rand apenas quer se afastar de um “mundo baunilha” que lhe reserva um emprego medíocre. Seu hedonismo é a manifestação da solidão, das dificuldades de se relacionar com a filha ou de seus descompassos com a dançarina Cassidy, sua quase namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Marisa Tomei é o contraponto feminino, ela interpreta uma &lt;em&gt;striper&lt;/em&gt;, inserida em um meio similar ao de Rand, pois assim como o lutador ela deve se expor ao olhar público. Uma outra faceta do culto ao corpo e da supervalorização da imagem, igualmente ameaçada pela fugacidade das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Agora os médicos dizem que não posso mais ser um lutador&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa frase que se esconde o dilema existência do personagem. Não faz sentido uma outra vida que não aquela. Para preservar a imagem de um corpo perfeito vale arriscar seu próprio bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a força ou a juventude que se busca preservar, mas a ilusão de poder possuí-las por um tempo indeterminado. Os derradeiros momentos do filme nos permitem intuir que Rand atingiu essa compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os rapazes de 15 anos, entrelaçados naquelas máquinas de levantar pesos, não conseguem atinar para essa sabedoria. Não conseguiram &lt;u&gt;ainda&lt;/u&gt;. O tempo cuida disso, já-já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5271523265546098900?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5271523265546098900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5271523265546098900&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5271523265546098900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5271523265546098900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/02/o-lutador.html' title='O Lutador'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SaYDPVLUu-I/AAAAAAAAARI/L-dmF8hCs8Y/s72-c/lutador-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5448962510711965812</id><published>2009-02-13T18:46:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T03:14:28.353-08:00</updated><title type='text'>Operação Valquíria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZYxBSy7vaI/AAAAAAAAAQw/eTNam_8rdkM/s1600-h/operacao-valquiria-poster02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 205px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZYxBSy7vaI/AAAAAAAAAQw/eTNam_8rdkM/s320/operacao-valquiria-poster02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302479509570436514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDavidson%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Operação Valquíria &lt;/b&gt;(&lt;i style=""&gt;Valkyrie.&lt;/i&gt;), 2008. EUA. De Bryan Singer&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Tom Cruise não andava muito bem das pernas. Depois de subir nos sofás e se dedicar a explanações filosóficas (vide a cientologia) ele percebeu que sua carreira estava por um triz. Então, para salvar sua reputação (ou o restante dela), ele decidiu aceitar esse trabalho e ir para o tudo ou nada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pobre Tom, decidiu salvar sua carreira interpretando um oficial nazista que tenta reiteradas vezes matar Hitler, sendo mal sucedido em todas elas; um conceito um tanto heterodoxo para um (ex)galã hollywoodiano. Aliás, o filme começa com ele levando uma sova de caças aliados e termina com sua punição exemplar pela tentativa de assassinato de &lt;i style=""&gt;füher&lt;/i&gt;. Ou seja, assim como o ator, o personagem só leva bofetadas...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A maneira como o espectador é introduzido na narrativa é inteligente, inicialmente fala-se em alemão, mas os sons e frases começam a se transformar em inglês, uma maneira de “fazer de conta” que se está falando alemão. Pena que o diretor não era o Mel Gibson, daí todo o elenco teria que fazer uma temporada no &lt;i style=""&gt;Cultura Alemã&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Vakkyrie&lt;/i&gt; é o nome do plano utilizado pelos dissidentes para tentar eliminar Hitler. Lastimavelmente esse filme é mal sucedido em todas suas tentativas, as representações de um Hitler medíocre e maligno são redundantes (já vimos isso várias vezes). Há uma cena em que ele aparece de costas, sentado em uma cadeira acariciando, um cachorro (sim! eles usam esse clichê) – eu quase exclamei “Dr. Evil!”, isso sem falar que o brilhante estadista alemão assina documentos importantíssimos sem se dá o trabalho de lê-los...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já o personagem de Tom Curise, coronel Stauffenberg, é um cristão, corajoso, temente a Deus, fiel a Alemanha, pai amoroso, marido exemplar que decide ingressar no movimento de resistência alemã. Dessa vez ele atinge laivos impressionantes de canastrice, sua expressão é sempre a mesma, ou ele é um homem sob tensão ou sofre de cálculos renais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDavidson%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme tem dois tipos de personagens, os feios e antipáticos, que são fiéis ao ditador, e os belos e de bons corações, mas que são ou incompetentes ou covardes. O general Olbricht, por exemplo, só toma as decisões erradas, totalmente incapacitado para a condição de liderança do alto oficialato. Aliás, ele me lembrou outro general incompetente, cujo nome não me lembro, do livro de &lt;i style=""&gt;A festa do bode&lt;/i&gt; de Vargas Llosa – este sim, um interessante trabalho que também aborda a organização de um golpe para eliminar um ditador, dessa vez um caribenho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme é a crônica de um fracasso anunciado, basta esperarmos os planos falharem, os pelotões de fuzilamento entrarem em ação e as previsíveis declarações de coragem serem enunciadas. Mas dispensável mesmo é a família de Sauffenberg, que só aparece &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para reforçar as características simpáticas do personagem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As interpretações, os cenários e o próprio roteiro não possuem vida, que não há como nos identificarmos com a história. O efeito de real é mínimo. Há vários bons trabalhos direcionados para a crítica ou mesmo a tentativa de compreensão do nazismo&lt;i style=""&gt;. Operação Valquíria&lt;/i&gt; com certeza não é um deles. Trata-se de uma dessas “fitas” descartáveis que Hollywood faz sem levar muito a sério; só mesmo alguém que se macaqueia em frente a Oprha para considerar esse fracasso evidente como a tábua da salvação.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Decadente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Cotação: Fraco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5448962510711965812?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5448962510711965812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5448962510711965812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5448962510711965812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5448962510711965812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/02/operacao-valquiria.html' title='Operação Valquíria'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZYxBSy7vaI/AAAAAAAAAQw/eTNam_8rdkM/s72-c/operacao-valquiria-poster02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3455404880853922913</id><published>2009-02-13T18:35:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T16:50:56.543-08:00</updated><title type='text'>Os Infiltrados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZYvEgRskdI/AAAAAAAAAQo/-gDZTX2eqRk/s1600-h/infiltrados-poster04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZYvEgRskdI/AAAAAAAAAQo/-gDZTX2eqRk/s320/infiltrados-poster04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302477365705478610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDavidson%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt; 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EUA. De Martin Scorcese&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O filme se estrutura no contraponto entre dois policiais, um deles, está infiltrado na polícia, para ajudar os mafiosos (Matt Damon), e o outro vive o disfarçe de criminoso, para fornecer informações às forças da lei (Leonardo DiCapiro).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ambos, cada um à própria maneira, são desajustados, a escolha do caminho que decidiram trilhar está justamente ligado às suas experiências no passado. Um procura um substituto paterno (Damon) e outro constrói sua identidade recusando o pertencimento à sua família composta por criminosos (DiCapiro).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ambos os lados procuram o “rato”, isto é, o infiltrado, uma figura marrom, igualmente odiada. Porém desempenhar esse papel de informante é tarefa difícil, e só pode ser levado a cabo por pessoas desajustadas, que sempre vivenciaram um sentimento de não pertencimento, de fluidez perante qualquer identidade grupal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Scorcese deixou de fora seus diálogos tão brilhantemente conduzidos, optando também por uma direção mais convencional, embora não menos vigorosa – basta perceber aquela seqüência &lt;st1:personname productid="em que DiCapiro" st="on"&gt;em que DiCapiro&lt;/st1:personname&gt; persegue Damon. O essencial nesse filme é a construção dos personagens – que se coincidem em seus antagonismos. Claro, o elenco é impecável, mas DiCapiro é quem se sobressai, uma vez que é o terceiro filme do Scorcese que ele faz seguido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em &lt;i style=""&gt;Gangues de Nova York&lt;/i&gt;, o ator interpreta um homem violento, que pretende encontrar um lugar em uma gangue, mas, ao mesmo tempo, deseja desforrar a morte do pai, assassinado pelo líder do grupo. Já &lt;st1:personname productid="em O Aviador" st="on"&gt;em &lt;i style=""&gt;O Aviador&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, temos a figura de um milionário que não consegue se definir, encontrar alguma satisfação, nas inúmeras atividades em que ele se envolve com muita distinção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;st1:personname productid="Em Os Infiltrados" st="on"&gt;Em &lt;i style=""&gt;Os  Infiltrados&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, temos um policial que perdeu sua identidade de homem da lei, e por mais que ele se esforça por recompor essa auto-representação, seu distanciamento da “boa sociedade” é contínuo. William Costigan (DiCapiro) é um tipo assustador, ele se assemelha ao criminoso a um ponto de chegar a se esquecer que é um homem da lei. Nos três casos, os personagens passam por conflitos internos, na medida em que tentam encontrar um ambiente do qual possam se sentir parte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por outro lado, Colin Sullivan (Damon), tem a pinta do mocinho, mas sua lealdade está mais direcionada para os grupos mafiosos. Indiscutivelmente ele é um criminoso, embora ninguém perceba. Porém ele também comporta uma dimensão de desajustamento, o que ele teme não é a morte (esta, em nenhum momento o assusta verdadeiramente), mas sim a perda do &lt;i style=""&gt;ethos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; do bom policial. Ele abandonou a ética da igreja pela da rua – um ponto recorrente na filmografia de Scorcese – pois antes de se filiar aos delinqüentes era um coroinha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre esses dois, paira a figura, sinistra mais cativante, de Frank Costello, o líder dessa facção de criminosos, interpretado pelo consagrado Jack Nicholoson, que consegue compor um personagem típico do universo scorcesiano. Costello é um crítico ferrenho da ética religiosa, sua opção é pela violência, em sua opinião, mas legítima e explícita que a hipocrisia dos eclesiásticos – ele se recusa a ter qualquer contato com os representantes do sagrado, um indício de sua vocação niilista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porém, o filme não consegue se afastar muito do cinema de gênero, todos os ingredientes obrigatórios para um filme policial estão presentes. O que vale a pena &lt;st1:personname productid="Em Os Infiltrados" st="on"&gt;em &lt;i style=""&gt;Os  Infiltrados&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt; é a pouca distinção entre as fronteiras da lei e do crime. Basta mencionar que a concepção de justiça sustentada não é aquela compreensão da vitória final do ordeiro sobre o ilícito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não. Os criminosos pagam seus delitos por outros caminhos, muito mais obscuros. Os ratos são necessariamente marginalizados, ao optarem por viver nas fronteiras, não resta a possibilidade fazerem uma opção decisiva por um dos lados, pois ao final, esquecerão completamente a quem eles servem realmente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez nunca descubram que o que eles procuram é a ratoeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Sem cotação.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3455404880853922913?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3455404880853922913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3455404880853922913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3455404880853922913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3455404880853922913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/02/os-infiltrados.html' title='Os Infiltrados'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZYvEgRskdI/AAAAAAAAAQo/-gDZTX2eqRk/s72-c/infiltrados-poster04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8068818319605828136</id><published>2009-02-11T15:27:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T15:37:58.929-08:00</updated><title type='text'>Violência gratuita</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZNfyPUbr8I/AAAAAAAAAQY/eo4nEfVoETo/s1600-h/violencia_gratuita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301686503055536066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZNfyPUbr8I/AAAAAAAAAQY/eo4nEfVoETo/s320/violencia_gratuita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Violência gratuita&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Funny Games&lt;/em&gt; U.S.), 2008. EUA / França / Inglaterra / Alemanha / Itália / Áustria. De Michael Haneke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças têm medo de Bicho Papão. A inverossimilhança do monstro faz todo o sentido para elas. Bicho Papão nada mais é que a soma dos medos infantis: ele ataca a noite quando estão todos dormindo, ele fica debaixo da cama, ele se esconde atrás da porta, os barulhos noctívagos são de sua autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia o Bicho Papão é desmascarado, não há nada debaixo da cama ou atrás da porta, o escuro não é necessariamente uma ameaça e os barulhos não passam de móveis se dilatando. Uma vez adultos, aprendemos a ter outros receios: seqüestro relâmpago, assalto a mão armada, o estuprador escondido na noite, o ensandecido viciado em drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Violência gratuita&lt;/em&gt; não funciona comigo. Lamento, mas dois jovens brancos de alta classe, com roupa de golfe e um ar esnobe não são uma ameaça para mim. Disso eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de imaginar um travesti vendo esse filme e rindo, pensando: “navalha na cara dos dois, na primeira oportunidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de imaginar uma prostituta vendo esse filme com um ar meditativo: “já tive clientes piores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de imaginar um detetive da polícia investigativa (com um bigodinho aparado e uma camisa florida suja com molho de almôndegas) assistindo esse filme meio desconcertado: “quebrava a cara dos dois e depois subornava”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de imaginar um burguês que vive em condomínio fechado e anda em carro blindado vendo esse filme: “meu Deus! Isso é real! Pode acontecer a qualquer momento!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembramos que &lt;em&gt;Funny Games U.S&lt;/em&gt; é &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; de um trabalho feito em 1989 pelo próprio Haneke, originalmente ambientado na Europa. Parece-me crível o entendimento de que as altas classes européias temem que, um certo dia, seus lindos jardins sejam invadidos pela barbárie. É o que acontece com família de Ann, George e o pequeno Georgie, que em certa manhã recebem a visita de dois belos e mortais jovens, interessados em submeter seus anfitriões a degradantes tratamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os rapazes fossem negros, com sotaques africano ou jamaicano, a crítica social seria evidente demais. Não é isto que o diretor pretende, uma de suas intenções é abordar a insanidade do terror e da tortura. A maldade pura, desvinculada de qualquer contexto. O bom burguês teme que seus privilégios um dia venham ser cobrados (aqui já é minha interpretação). Nesse sentido, teríamos uma radicalização de &lt;em&gt;Edukators&lt;/em&gt;, filme que também retrata o uso de estratégias para aterrorizar as classes ricas (mas nesse último caso, temos motivações políticas expressas claramente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301686852491115858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZNgGlEXfVI/AAAAAAAAAQg/UChS62XLyOk/s200/foto4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;[Imagem acima: o belo Paul, por traz de sua aparência serena, esconde o torturador de burgueses]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vislumbra-se o fim de qualquer ilusão de segurança ou estabilidade; o que os refinados jovens denunciam é que não há nenhuma ética aplicável ao universo das classes altas. Elas podem perecer &lt;em&gt;ad infinitum&lt;/em&gt; e não serão notadas, pois estão tão escondidas em seus bairros, que passam despercebidas. Não há possibilidade de vicinalidade em uma região de mansões, pois qualquer um pode esconder em suas proximidades um assassino e quando o horror eclode, os “privilegiados” se revelam impotentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul e Peter, os intrusos, são os que detêm o controle da narrativa cinematográfica e o poder de decidir quem vive ou morre. Mas “Todos devem morrer”, concluem sadicamente. A metalinguagem constante é o verdadeiro desafio ao telespectador, reiteradamente o cineasta nos engana, o resultado do filme já está colocado desde o início. Mas por que torcer pela família aprisionada? Realmente há como se identificar com aquele cenário de classe média alta? Será que eles são tão inocentes assim? Não sei, &lt;em&gt;Caché&lt;/em&gt; (outro trabalho de Haneke) nos mostrou a dificuldade de determinar quem é algoz e vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, esse filme surge como um Bicho Papão para adultos ricos, mostrando que a narrativa pode se desprender por completo da verossimilhança, até mesmo porque o espectador insiste em se enganar que a projeção da tela é o próprio real. Cabe, portanto, uma correção ao preâmbulo desta crítica, o filme assusta ao travesti, a prostituta e ao detetive na mesma medida em que amedronta o burguês, isso porque o cinema é manipulação e nos faz assumir papéis que nos são estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O faz de conta convence exatamente por ser inverídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8068818319605828136?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8068818319605828136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8068818319605828136&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8068818319605828136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8068818319605828136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/02/violencia-gratuita.html' title='Violência gratuita'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SZNfyPUbr8I/AAAAAAAAAQY/eo4nEfVoETo/s72-c/violencia_gratuita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8293996154306889655</id><published>2009-02-05T03:28:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T03:40:39.922-08:00</updated><title type='text'>Foi apenas um sonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SYrOFSIKLjI/AAAAAAAAAQQ/enFmSmxKoAY/s1600-h/um_sonho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299274501715537458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SYrOFSIKLjI/AAAAAAAAAQQ/enFmSmxKoAY/s320/um_sonho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Foi apenas um sonho&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Revolutionary Road&lt;/em&gt;), 2008. EUA/Inglaterra. De Sam Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo existe. Mas nem sempre podemos consumá-lo. Isso era verdade nos anos cinqüenta e ainda continua sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais infelizes existem, seja no auge do &lt;em&gt;American Way of Life&lt;/em&gt;, na Rússia Bolchevique ou na “eterna” Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande confusão de &lt;em&gt;Foi apenas um sonho&lt;/em&gt; é justamente determinar as causas da desarmonia de Frank Wheeler (Leonardo DiCaprio) e April Wheeler (Kate Winslet); ele, um funcionário medíocre em uma empresa medíocre, ela uma Infeliz (sim, com i maiúsculo) dona de casa. Nesse sentido o filme se mostra menos como uma crítica à sociedade de consumo (um perfeito tema para ser destrinchado em uma mesa de bar) do que como um trabalho intimista que, em alguns momentos, atinge ápices similares a &lt;em&gt;Quem tem medo de Virgínia Woolf?&lt;/em&gt; ou um daqueles dramas familiares &lt;em&gt;bergmamnianos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que o resultado funciona e agrada, de forma muito conveniente e eficiente. Isto justamente porque o casal insiste em determinar a própria infelicidade conjugal como resultado direto da asfixiante vida de um subúrbio americano da década de cinqüenta. Eles se mostram incapazes de perceber que nem mesmo Paris salvaria seus relacionamentos – seus planos de mudança para França não deixam de ser um mero escapismo. Em vários momentos o cenário exuberante do condomínio &lt;em&gt;Revolutionary Road&lt;/em&gt; se projeta sobre a janela da casa dos Wheeler, mas por trás da vidraça vemos o olhar angustiado de Kate Winslet. Uma expressão similar se expressa no semblante atormentado de DiCaprio, também acometido pelo “peso do vazio”, retornar para a casa e fitar seu palacete, parado em seu verdejante gramado, lhe trás uma sensação indizível de desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens revelam uma incapacidade de desejar, não conseguem amar nem a si próprios, que dirá a terceiros, mesmos os “atos de infidelidades” são entremeados mais pelos sentimentos de culpa do que os de prazer. Eles falham até nos momentos de transgressão, pois são péssimos atores, despreparados para interpretarem os papéis que lhes foram destinados – não conseguem ser o casal moderno, mas tampouco o casal tradicional. Não resta nem o consolo da revelação de um sentimento sublime depois de terminada a farsa e retirada as máscaras de atuação, pois o ódio parece acompanhá-los por todos os momentos. Prevalece o sentimento auto-destrutivo em lugar da percepção crítica ou mesmo autocrítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o “louco” (um matemático excêntrico) é o único que se impacienta com a comediazinha suburbana apresentada. Ele deseja gritar: “vocês &lt;em&gt;são infelizes porque se odeiam, não culpem essa merda de lugar&lt;/em&gt;”. No entanto prefere dizer que ele se sentia feliz por não ter o triste desígnio de ser a criança crescendo no ventre de Winslet, gerada em um ambiente de tamanha hostilidade e insanidade. Bem feito. A figura do louco está aí na cultura ocidental por alguma razão, isto é, escancarar o que os “normais” temem revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil compreender o que realmente queria esse “casalzinho moderno”. Não há necessariamente problema nenhum em cometer adultério, em gostar de ter um trabalho maçante, em interromper uma gravidez ou então até em se entediar com os trabalhos domésticos. Só não ponham culpa no &lt;em&gt;sistema&lt;/em&gt;, é fácil demais. Os espíritos livres se expressam em qualquer lugar, pelos meios mais criativos possíveis (incluído aí, o sexo com o vizinho ou o teatro amador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não pode ser é justificar as falhas individuais nos problemas coletivos. O filme parece ir nesse sentido, mas é só impressão, ele diz justamente o oposto. Brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As convenções sociais nos impõem normas, cabe a nós encontrar os meios de flexibilizá-las, coincidindo a felicidade individual com a coletiva. Isso era verdade Antigüidade Clássica e ainda continua sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8293996154306889655?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8293996154306889655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8293996154306889655&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8293996154306889655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8293996154306889655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/02/foi-apenas-um-sonho.html' title='Foi apenas um sonho'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SYrOFSIKLjI/AAAAAAAAAQQ/enFmSmxKoAY/s72-c/um_sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-550258374095745329</id><published>2009-02-05T03:26:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T03:35:14.112-08:00</updated><title type='text'>Velozes e Mortais</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SYrNQHrsz2I/AAAAAAAAAQI/9O4chhE5Gcw/s1600-h/velozes-mortais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299273588378750818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SYrNQHrsz2I/AAAAAAAAAQI/9O4chhE5Gcw/s320/velozes-mortais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Velozes e Mortais&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Highwaymen&lt;/em&gt;), 2003. EUA. De Robert Harmom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de criticar o filme tenho que criticar a mim mesmo. Estava na locadora e o rapaz me sugeriu "Velozes e mortais". Eu perguntei se era bom e ele na maior cara lavada disse que sim. Eu sabia que ele estava me enganando, mas porque sempre me deixo ser enganado? O filme é uma história idiota (psicopata que usa um carro para matar pessoas) cheio de clichês e furos no roteiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vou citar só alguns exemplos, pois não quero perder mais tempo com essa lástima...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1) Filme de carros envenenados (que conceito interessante!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2) O relacionamento entre os protagonistas é totalmente forçado. Há um momento em que o personagem principal se vira para deixar que a "mocinha" se troque (que clichê)!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;3) O filme é uma história de vingança que, como já foi assinalado por diversos críticos, marca o cinema americano pós 11 de setembro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;4) Só para constar, o personagem principal força a moça a acompanhá-lo, o que é rapto. Mas ela aceita ser subjugada e troca olhares sugestivos com seu protetor... Que lixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pós-escrito: essa foi uma das primeiras críticas da antiga versão desse blog. Muita ingenuidade esperar algo de bom desse filme. O marketing se baseava no ator James Caviezel, que havia interpretado &lt;strong&gt;A Paixão de Cristo&lt;/strong&gt;. Também se aproveitava do recente lançamento de &lt;strong&gt;Velozes e Furiosos&lt;/strong&gt;. De um lado, Jesus, do outro, carrões envenenados. Bons tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a ocasião para revelar (por que agora além de filmes aqui vai ter depoimentos pessoais sobre as fraquezas masculinas...) que finalmente virei homem e vou tirar carteira de motorista. Espero utilizar minhas novas habilidades para arrebatar moçoilas tão prendadas... ou não... ou não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-550258374095745329?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/550258374095745329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=550258374095745329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/550258374095745329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/550258374095745329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/02/velozes-e-mortais.html' title='Velozes e Mortais'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SYrNQHrsz2I/AAAAAAAAAQI/9O4chhE5Gcw/s72-c/velozes-mortais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4228392579061241121</id><published>2009-01-25T05:24:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T06:07:32.188-08:00</updated><title type='text'>O Curioso Caso de Benjamin Button</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SXxorL0uqbI/AAAAAAAAAP4/FWLKulpSKLk/s1600-h/curioso-caso-de-benjamin-button-poster10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295222352998476210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SXxorL0uqbI/AAAAAAAAAP4/FWLKulpSKLk/s320/curioso-caso-de-benjamin-button-poster10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O curioso caso de Benjamin Button&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Curious Case of Benjamin Button&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De David Fincher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum... é uma picaretagem erudita, se você tiver imaginação e gostar dos dramas Hollywoodianos certamente sairá satisfeito com esse trabalho – muito bem produzido – de David Fincher. No entanto, &lt;em&gt;Jack&lt;/em&gt; (1996) de Copolla, com muito menos recursos já nos havia contado uma história similar, mesmo que abusando do ingrediente “água e açúcar”. Tratava-se da história de um garoto que envelhecia mais rápido que o normal, e embora sua mente fosse de uma criança, o corpo era de um adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;O curioso caso de Benjamin Button&lt;/em&gt; temos o inverso, a história de uma criança que nasce velha e, no decorrer dos anos, vai rejuvenescendo, seu relógio biológico encontra-se invertido, empurrando-a da senilidade para a fase lactante. Porém sua mente segue o “ritmo natural”, isto é, sua idade mental sempre está em contradição com a idade física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, um caso curioso: o motor do filme, se é que assim se pode se expressar, e que dará o fio da meada para acompanharmos a trajetória de Benjamim Button (Brad Pitt) e a sua delicada relação com Daisy (Cate Blanchet). A história é contada do ponto de vista do protagonista, mas a narradora é a neta de Daisy que lê o diário de Benjamim para sua avó moribunda. Hollywood tem uma predisposição toda especial para colocar velhinhas no leito de um hospital (principalmente se forem sulistas), vide o “feminista” &lt;em&gt;Telma &amp;amp; Louise&lt;/em&gt; e o constrangedor &lt;em&gt;Ao entardecer&lt;/em&gt; (2007, de Lajos Koltai).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso caso de Benjamin Button é consistente, tecnicamente primoroso, vide as ambientações e as próprias maquiagens. No entanto o desenvolvimento do roteiro não consegue escapar dos rocambolismos do gênero. Sofrendo da síndrome de “&lt;em&gt;Forrest Gump&lt;/em&gt;”, o protagonista vivencia importantes lugares e eventos, tendo inclusive a chance de participar de um combate contra um submarino nazista, ocasião em que um reles barco rebocador de terceira categoria consegue derrotar (com alguns sacrifícios é claro) uma dessas poderosas máquinas de guerra dos malignos alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gump, digo Button, desde seu nascimento, quando é quase atirado em um rio, logo em seguida adotado por uma simpática funcionária de um asilo, tem como principal desafio conjugar sua idade física com a mental, na tentativa de alcançar um equilíbrio. Digamos, mentalidade de 17 anos e físico de 67 não é uma situação muito confortável, mas a decrepitude física não o impede de se relacionar com o mundo através da percepção própria de um jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode se dizer que o filme seja a crônica de uma morte anunciada, com todos os elementos típicos desses melodramas refinados. As tragédias, os desencontros amorosos, os perecimentos e nascimentos, o “aprendizado de vida” e toda essa parafernália de lugares-comuns &lt;em&gt;chics&lt;/em&gt;. Há no meu entender algumas falhas no roteiro, mas que não merecem ser citadas, para não dar ensejo ao previsível (mas não justificável) argumento de que se trata de uma fábula, no entanto, garanto que não vi unicórnios, salvo um ou dois beija-flores. A possível explicação para a singularidade de Button é desconexa e não liga nada com nada – antes tivesse sido descartada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é que Button (ou Brad Pitt, sei lá) passa por um processo de “&lt;em&gt;marlombrandomização&lt;/em&gt;”, com o decorrer das décadas (trazendo seu inevitável rejuvenescimento) suas aparências e trejeitos parecem sofrer a influência dos anos sessenta. Já nos atos finais temos um indômito motoqueiro (ei James Dean, adorei sua boina!), com algumas angústias existenciais possivelmente pertencentes a um rapaz de 24 anos ou a um respeitável senhor de 65 anos. Tanto faz, os homens nunca crescem mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítima de uma maldição ou talvez gratificado com uma benção, Benjamin tem dúvidas se cabe a ele a possibilidade de uma “vida normal”. Receia que, às vésperas de seu término, sua especificidade possa conduzi-lo a um final de reclusão e solidão. Mas apesar de toda a sabedoria adquirida, ele parece não entender que todo padecimento é solitário, que toda decrepitude é sôfrega. Em sua sinistra e radical democracia, a morte faz pouco caso se sua pele tem à aspereza octogenária ou o frescor do recém-nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem produzido, mas pouco consistente. Criativo e até bem desenvolvido, mas falta uma seriedade a esse trabalho, para fazer jus à sua condição de cinema hollywoodiano classe “A”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s: Acho que &lt;em&gt;Ao entardecer&lt;/em&gt; não se passa no sul dos Estados Unidos, mas fica o dito pelo não dito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4228392579061241121?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4228392579061241121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4228392579061241121&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4228392579061241121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4228392579061241121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/01/o-curioso-caso-de-benjamin-button.html' title='O Curioso Caso de Benjamin Button'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SXxorL0uqbI/AAAAAAAAAP4/FWLKulpSKLk/s72-c/curioso-caso-de-benjamin-button-poster10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3073714047129280867</id><published>2009-01-25T05:20:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T05:24:02.146-08:00</updated><title type='text'>A Última Noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SXxn5Pw69ZI/AAAAAAAAAPw/7mOnR4Fj7ok/s1600-h/ultima-noite-2006-poster02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295221495062787474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SXxn5Pw69ZI/AAAAAAAAAPw/7mOnR4Fj7ok/s320/ultima-noite-2006-poster02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A última noite&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Prairie Home Companion&lt;/em&gt;), 2006. De Robert Altman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme tudo respira a passadismo. Claro, em parte é pela morte de Altman, que deu contornos a essa produção que talvez não existissem. É uma comédia triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não importa, a questão da finitude está indiscutivelmente presente em &lt;em&gt;A última noite&lt;/em&gt;. A história é sobre a derradeira exibição de um programa de rádio, no ar por mais de trinta anos. A equipe, pessoas mais velhas na maioria, sentem que seu tempo está se esvaecendo. Isso fica evidente nas rememorações que fazem aos tempos antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme sobre um programa de rádio: um show de auditório ao vivo, resquício de uma época em que o som era principal meio de comunicação de massa. Um pé no presente e outro no passado. Assim é o filme e assim é o humor do filme, pois algumas &lt;em&gt;gags&lt;/em&gt; são um tributo à antiga forma de fazer comédia. O segurança (e detetive particular) Guy Noir (Kevin Kline) tem maneirismos detetivescos completamente anacrônicos, próprios de um inspetor Clouseau. Há também outra forma de humor mais em voga, marcada pelos diálogos rápidos e estrutura de uma &lt;em&gt;sitcom&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens, parece, não têm mais resistência para enfrentar a vida – seguros por um fio – estarão perdidos e abandonados quando o programa de rádio acabar; resta uma última noite. O show é a própria metáfora para a vida, por melhor que ela tenha sido, um dia tem que acabar. Essa constatação gera duas possibilidades para os personagens, aceitar a finitude ou relutar perante o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é que Garrison Keillor (autor do roteiro) tem realmente um programa de rádio nos E.U. nesse molde. No filme ele interpreta a si mesmo e, curiosamente, parece ser o mais impassível perante o fim do programa. Estaria ele brincando com a inevitabilidade das mudanças e com seu próprio envelhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de fato um cansaço que perpassa por alguns atores do filme, Tommy Lee Jones, Meryl Streep e Lily Tomli. Justamente os veteranos. Já Kevin kline e Lidsay Loahan (&lt;em&gt;so beautiful&lt;/em&gt;) são o outro lado da moeda. Mais jovens, principalmente essa última, são eles que menos rememoram, embora a narrativa seja o &lt;em&gt;flashback&lt;/em&gt; de Noir, inclusive o único a tentar impedir o cancelamento do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números musicais são bons, a trama em si é interessante, as atuações satisfatórias. Em suma, uma comédia inteligente, mas com uma tonalidade de crepúsculo. Ver que o último filme de Robert Altman é sobre o envelhecimento e o fim é quase premonitório e, de alguma maneira, metalingüístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio filme termina em aberto. A morte, que dá as caras o tempo inteiro, parece ser a única coisa certeira. Entretanto, ela não é de todo inflexível, e muito menos temível. Há até uma certa comicidade em nossa relação com ela. Quem brinca com essas idéias já deve está pronto para o término, para o ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiro e filme são maduros, papo para gente grande, pois trata-se de uma temática distante dos mais jovens. Aliás, distante entre aspas, pois a possibilidade do fim é igual, os mais novos que não compreendem essa fatalidade. Mas, se concordamos com o último filme de Robert Altman, o tempo dá um jeito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3073714047129280867?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3073714047129280867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3073714047129280867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3073714047129280867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3073714047129280867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/01/ltima-noite.html' title='A Última Noite'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SXxn5Pw69ZI/AAAAAAAAAPw/7mOnR4Fj7ok/s72-c/ultima-noite-2006-poster02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3316961722631460079</id><published>2009-01-15T13:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T13:52:25.909-08:00</updated><title type='text'>Marley e Eu</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SW-qmIuRUkI/AAAAAAAAAPM/FIzKV13NcPc/s1600-h/dog-pict.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291635659336929858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SW-qmIuRUkI/AAAAAAAAAPM/FIzKV13NcPc/s320/dog-pict.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Marley &amp;amp; Eu&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Marley &amp;amp; Me&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De David Frankel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li em algum lugar que arqueólogos já encontraram em ruínas romanas placas com inscrições em latim dizendo “Cuidado com o cão”, há muito tempo que esses animais vêm sendo usados como guardiões dos lares humanos. No ocidente, devotamos afeições aos cachorros já faz algum tempo; sem entender dess assunto apenas lembro que Machado de Assis, Jack London e Conan Doyle, entre tantos outros, têm contos nos quais esses animais são personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer do século XX, sobretudo a partir de sua segundo metade, a antropomorfização desses “animais de estimação” foi crescente. Para muitos, os cachorros são membros da própria família e simbolizam, entre outros atributos, a fidelidade, a lealdade e o sentimento gregário que ronda a própria sociedade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, um filme que aborde esses adoráveis animaizinhos tem tudo para cair no gosto do grande público. O adorável e branco e labrador Marley então, tem os quesitos básicos para se tornar a estrela do filme, também protagonizado por atores razoavelmente conhecidos como Owen Wilson e Jennifer Aniston. Estava parcialmente ciente de tudo isso quando entrei no cinema, talvez por isso não fraquejei perante as previsíveis manobras de David Frankel para nos fazer fã de Marley, &lt;em&gt;the dog&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz sentado ao meu lado tinha cabelo raspado, por quê? Sabe-se lá. Talvez tenha passado no vestibular da PUC, talvez estivesse com piolho. Mas prefiro imaginar que se tratasse de um skinhead, que passou a tarde a espancar cidadãos de bem. Mas ao final do dia sentou na sala de projeção e foi tocado por essa magia canina, a ponto de chorar copiosamente. Bem, copiosamente é um exagero, mas que ele deu umas fungadas, lá isso ele deu. E nem me dou ao trabalho de mencionar os prantos do público feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não cabe censurar o rapaz, pois o filme esbanja sentimentalismos baratos, capaz de condoer até Cruela Devil – essa referência é gratuita, mas ao menos contextualizada. No mais, o filme expõe as desventuras de uma família americana e sua convivência com um simpático e bagunceiro cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3316961722631460079?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3316961722631460079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3316961722631460079&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3316961722631460079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3316961722631460079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2009/01/marley-eu-marley-me-2008.html' title='Marley e Eu'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SW-qmIuRUkI/AAAAAAAAAPM/FIzKV13NcPc/s72-c/dog-pict.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8627715012179260315</id><published>2008-12-12T18:46:00.000-08:00</published><updated>2009-04-05T04:43:06.354-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monstros'/><title type='text'>O nevoeiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SUMi4Gi1t7I/AAAAAAAAAO8/_JYMmd09cCk/s1600-h/nevoeiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279101535433111474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SUMi4Gi1t7I/AAAAAAAAAO8/_JYMmd09cCk/s320/nevoeiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O nevoeiro&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The M&lt;/em&gt;ist), 2007. EUA. De Frank Darabont&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio e eu nos conhecemos há muito tempo. De certa forma, acho que ambos somos durões. Mas enquanto ele perfaz o estilo do &lt;em&gt;nice boy&lt;/em&gt; corajoso, me sobra o papel do cético-amargo-sarcástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo. Sabe aquele cara dos filmes de terror com um copo de &lt;em&gt;whisky&lt;/em&gt; na mão que zomba do perigo? Bem, sou eu. Sim, o tipo de personagem arrogante que sempre morre no final. Já Cláudio pode se gabar: ele é o sujeitinho bacaninha que sobrevive com a linda mocinha loira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preâmbulo necessário, pois esse meu bom amigo veio até mim e confessou ter ficado apavorado com &lt;strong&gt;O nevoeiro&lt;/strong&gt;. Bem, vindo de alguém que acho &lt;em&gt;O chamado&lt;/em&gt; fastidioso e &lt;em&gt;Dawn of the dead&lt;/em&gt; brega, achei promissor. Aluguei o dvd esperando encontrar o “&lt;em&gt;fear&lt;/em&gt;”, mas o que eu vi foi uma dissertação sobre os neo-pentecostais... que a julgar por essa historieta até que não são tão descabidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, logo após uma forte tempestade, em uma cidade interiorana americana (tinha que ser), surge um estranho nevoeiro, trazendo um clima de anormalidade à cidade. Algumas pessoas ficam presas em um supermercado e percebem que algo estranho está acontecendo lá fora. Não é necessário muito tempo para constatar a presença de criaturas dispostas a se banquetearem com a carne humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os sobreviventes temos simpáticos idosos, pais exemplares de família (a propósito, pessoas como meu amigo Cláudio), funcionários do estabelecimento, advogados céticos-amargos-sarcásticos (olha eu aqui!) e uma neo-pentecostal fervorosa (queima eles Jesus). Pronto, o cenário perfeito para os embates com o “&lt;em&gt;freak&lt;/em&gt;”, sejam as criaturas externas ou internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que os ataques dos monstros se intensificam, as pessoas ficam mais desesperadas, portanto mais suscetíveis aos trôpegos discursos da beata Sra. Carmody. Na verdade, ela não é de todo mau, já que os demais não conseguem apresentar nenhuma estratégia de sobrevivência realmente válida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se um dos objetivos do filme era a crítica ao discurso neo-pentecostal, cabe dizer que ele falha, pois ao final, a música orquestrada e o clima fatalista gerado nos levam a crer que há momentos em que devemos ter fé e confiar plenamente em um “&lt;em&gt;Deus vingativo e poderoso&lt;/em&gt;”, mesmo que no caso seja o exército americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que eu chego ao ponto que gerou essa crítica, pois ao contrário do meu lindo e másculo amigo Cláudio, não vi nada de assustador no filme. Eu já comentei isso antes: eu acredito que os monstros mais perigosos são os humanos, capazes de levar qualquer outra espécie à extinção. Se alguns se apressam e temem o Armagedon fazer o que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, quem assistir o filme vai entender aonde eu quero chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia! Há ironia! Ah... a ironia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou cético, amargo e sarcástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8627715012179260315?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8627715012179260315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8627715012179260315&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8627715012179260315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8627715012179260315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/12/o-nevoeiro.html' title='O nevoeiro'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SUMi4Gi1t7I/AAAAAAAAAO8/_JYMmd09cCk/s72-c/nevoeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5490391979903588849</id><published>2008-09-16T16:18:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T04:44:19.465-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><title type='text'>Revelações</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SNA_jc6xXkI/AAAAAAAAAMQ/yj-aXL-Lft0/s1600-h/revela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SNA_jc6xXkI/AAAAAAAAAMQ/yj-aXL-Lft0/s320/revela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246763444177296962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revelações&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Human Stain&lt;/em&gt;), 2003. EUA. De Robert Benton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca coisa pode ser dita sobre o filme, sob o risco de revelar a trama ao leitor. A narrativa tem um encadeamento não linear, permitindo que acompanhemos o passado e presente do reitor Coleman (Anthony Hopkins), demitido do seu cargo devido a uma acusação de racismo, alegada por dois estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coleman acaba por se envolver com Faunia (Nicole Kidman), uma mulher bem mais jovem, faxineira da instituição na qual ele trabalhava. A relação com essa mulher e a amizade desenvolvida com um recluso escritor será o ato final de sua vida. A percepção de que seu fim não está muito distante (afinal ele já é um velho homem) o leva de volta ao passado, lugar em que está depositado seu segredo nunca revelado, uma mancha em sua memória.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado e o presente têm panos de fundo muito distintos, o atual é marcado pela onda do politicamente correto, no qual uma única palavra pode ser descontextualizada e interpretada como racista. O outro é um momento de racismo institucionalizado, no qual havia dois modos de vida bem diferentes, dos negros e dos brancos. Porém Coleman não vive plenamente nem no ontem nem no hoje, por isso ele compartilha algo com os heróis gregos (que ele mesmo cita), a inadequação perante a hipocrisia e ao moralismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Benton é um diretor competente, conseguiu conduzir a história sem adentrar em recursos melodramáticos. Sucinto, escolhe o que dizer e não se delonga no desenvolvimento dos personagens. Parece que o cineasta deixou essa tarefa ao próprio espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é um contraponto a onda politicamente correta que ganhou vulto nos Estados Unidos durante a década de 1990. Um tempo em que a verdade é ocultada ou escamoteada para não ferir suscetibilidades. Nesse sentido o filme entra em contradição, ao expor com naturalidade a nudez de uma jovem atriz (Jacinda Barrett), mas não ter tanta ousadia para mostrar o corpo de Kidman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato há uma névoa de moralismo, que impede que algumas coisas sejam mostradas ou faladas. &lt;em&gt;Revelações &lt;/em&gt;trata desse contexto que a propósito ainda vivenciamos, no qual o silêncio e a alusão substituem o diálogo direto. É aquela conversa que é travada na cozinha, só com os íntimos, e nunca na sala, com as visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5490391979903588849?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5490391979903588849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5490391979903588849&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5490391979903588849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5490391979903588849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/09/revelaes.html' title='Revelações'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SNA_jc6xXkI/AAAAAAAAAMQ/yj-aXL-Lft0/s72-c/revela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-6093174845212645393</id><published>2008-09-13T06:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-13T03:37:55.764-08:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a cegueira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SMvFmYgnnkI/AAAAAAAAAMI/i_xjVq-CjA0/s1600-h/cegueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245503454208040514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SMvFmYgnnkI/AAAAAAAAAMI/i_xjVq-CjA0/s320/cegueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ensaio sobre a cegueira&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Blindness&lt;/em&gt;), 2008. Brasil/Canadá. De Fernando Meirelles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez a ausência do governo e do Estado é entendida como retorno à selvageria e ao caos. Uma epidemia de cegueira, que aparentemente alcança dimensões mundiais, escapa do controle da burocracia moderna e instaura uma situação insólita, com multidões a tatear em mar de luz branca (ao contrário da cegueira convencional) em procura das condições básicas de sobrevivência. Da incompetência das autoridades em lidar com o problema até as relações hierarquizadas entre os portadores do mal, não há nada diferente do que já tenhamos em diversas outras produções, que só têm em comum essa temática do homem lobo do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Ensaio sobre a cegueira&lt;/em&gt;, essa situação soa quase absurda ao praticamente infantilizar o comportamento dos personagens. A representação que surge do homem é de uma criatura nada razoável, incapaz de deliberar e convencionar – o que não chega a ser uma difamação, mas tira muito da verossimilhança das argumentações defendidas. Nada de discussão filosófica sobre a condição ou natureza humana, mas sim uma atualização dos maniqueísmos entre mocinho e bandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há meio termo, simpatizamos com alguns e (o médico, sua esposa, a moça de óculos), em contraparte, nos antipatizamos com aqueles capazes de exigirem que as mulheres se prostituam para receber comida. Também prejudica a história o desenvolvimento do roteiro, resolvendo-se em arrancos, quando um determinado capítulo parece se esgotar um incidente surge para trazer os próximos novelos a serem desenrolados. Assim uma ferida provocada por um golpe de sapato terá ligação direta com a propagação da epidemia em níveis globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia lida apropriadamente com o tema, buscando tonalidades e focos adequados para tematizar esse tipo de cegueira. As imagens da cidade e dos homens que essa projeção revela em seus atos finais têm uma crueldade desnecessária, oposta ao tom esperançoso e humanista visto, por exemplo, no documentário &lt;em&gt;Borboletas de Zagorsk &lt;/em&gt;(1992) – quero ressaltar que esse macaco falante tem grande facilidade para encontrar soluções para seus problemas... E aqui, deve-se se atribuir a culpa não à fonte original (o livro de José Saramago), mas ao roteiro e direção que não souberam dar as sutilezas necessárias a assunto de tal complexidade – aspecto explorado acertadamente na crítica de &lt;a href="http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=1562"&gt;Carlos Alberto Mattos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não estou a defender a razoabilidade do homem em contextos extremos, &lt;em&gt;Blindness &lt;/em&gt;convence ao mostrar que nossa civilização é menos estável do que se imagina. Mas o itinerário seguido nessa película é macetoso, colocando pessoas, perdidas em um tipo &lt;em&gt;sui generis &lt;/em&gt;de escuridão (claridade tão forte que ofusca) para se chocarem umas as outras. Mais um filme para torcermos pelos personagens principais, se havia a intenção de propiciar reflexão mais profunda ela passou despercebida, perdida em meio a tanta luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-6093174845212645393?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/6093174845212645393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=6093174845212645393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6093174845212645393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6093174845212645393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/09/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio sobre a cegueira'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SMvFmYgnnkI/AAAAAAAAAMI/i_xjVq-CjA0/s72-c/cegueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-37637890575259114</id><published>2008-09-13T06:46:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T06:54:54.885-07:00</updated><title type='text'>Sin City</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SMvEljZqu1I/AAAAAAAAAMA/C4EHAQM7KJI/s1600-h/personagem-sincity.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SMvEljZqu1I/AAAAAAAAAMA/C4EHAQM7KJI/s320/personagem-sincity.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245502340440177490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sin City – cidade do pecado&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Sin City&lt;/em&gt;), 2005. EUA. De Robert Rodrigues, com co-direção de Quentin Tarantino e Frank Miller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sin City &lt;/em&gt;é arte. Também, hoje em dia tudo é arte. E, parece, que os clichês são os principais exemplares de um cinema-arte. Se &lt;em&gt;Sin City &lt;/em&gt;é arte, não arriscaria em colocar os desenhos do Pernalonga nessa categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemporaneamente, existe uma crescente esteticização da violência. Cenas de combates e massacres se transformam em oportunidades para experimentações artísticas, lances de câmeras ousados, fotografias criativas, tomadas surpreendentes. Enfim, cinema como espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para além desses aspectos técnicos, no qual há inegável brilhantismo, resta pouco cinema em &lt;em&gt;Sin City&lt;/em&gt;. O resto são as esperadas cenas de vinganças, ações de defensores implacáveis, da eterna luta do bem contra o mal. É certo que há personagens interessantes, como o amigo das prostitutas, com seu tênis providencialmente vermelho, ou então o gigante brutalizado, capaz de sentir, mas incapaz de entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, há um pouco de Pernalonga no filme. Saltos, cortes, disparos e tudo mais. A violência paradoxalmente é amenizada para não chocar o público, se insinua mais do que mostra. A intenção é satisfazer nosso instinto sádico sem ferir nossas sensibilidades (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é uma adaptação dos quadrinhos, que diga-se de passagem também é considerado arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidencia-se que o conceito de arte é histórico, cada época tem sua definição. A nossa é a banalidade da violência, desvinculada de qualquer dimensão ética, política e psicológica mais avançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o açougue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-37637890575259114?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/37637890575259114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=37637890575259114&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/37637890575259114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/37637890575259114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/09/sin-city.html' title='Sin City'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SMvEljZqu1I/AAAAAAAAAMA/C4EHAQM7KJI/s72-c/personagem-sincity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7599759858369338526</id><published>2008-09-02T17:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T04:44:19.465-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><title type='text'>Carnival of Souls</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3bI6v5WOI/AAAAAAAAALw/fLEG3K3VZ7U/s1600-h/198638~Carnival-of-Souls-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241586487584708834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3bI6v5WOI/AAAAAAAAALw/fLEG3K3VZ7U/s320/198638~Carnival-of-Souls-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carnival of souls&lt;/strong&gt;, 1962. EUA. Harcourt Productions. De Herk Harvey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Série: filmes insólitos – n.1&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando &lt;em&gt;Parque Macabro &lt;/em&gt;(1998) chegou às locadoras, lembro de ter espreitado o vhs várias vezes para ler a sinopse no seu verso. Ao final, acabei por não assistir essa produção de Wes Craven intitulada &lt;em&gt;Carnival of souls&lt;/em&gt;. Tratava-se, na verdade, do remake de um filme de 1962, dirigido por Herk Harvey e que nunca foi lançado no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de noventa foi propícia para esse gênero, com exemplares de diferentes qualidades, tais como &lt;em&gt;Pânico&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sexto Sentido&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Bruxa de Blair &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Eu sei o que vocês fizeram no verão passado &lt;/em&gt;– os sustos e a tensão propiciadas pelos macetosos roteiros garantiram sucesso entre os adolescente (eu, inclusive). Justamente em 1998 era lançado o fliperama &lt;em&gt;CarnEvil&lt;/em&gt;, ligeiramente inspirado em &lt;em&gt;Carnival of Souls &lt;/em&gt;(original e remake), com um visual interessante, onde o jogador deveria enfrentar palhaços assassinos alojados em um circo montado em um cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito “Filme B” pro meu gosto, embora &lt;em&gt;Carnival of Souls &lt;/em&gt;(1962) possa até ser considerado um trabalho mediano. A história começa sem maiores preâmbulos, vemos um automóvel com três garotas despencando de uma ponte e submergindo em um rio lamacento. Os esforços para encontrar o veículo ou seus ocupantes são em vão, mas Mary Henry (Candace Hilligoss) aparece cambaleante nas margens do rio. Aparente sobrevivente do sinistro, ela parte para uma nova cidade, conseguindo o trabalho de organista em uma igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o acidente, Mary Henry passa a ser acometida por uma sensação de estranhamento com o mundo. Naturalmente introspectiva, suas tendências anti-sociais se acentuam e a moça começa a ter visões de um homem com feições cadavéricas vindo em sua direção. Apesar dos seus esforços em levar uma vida normal, o mórbido gradualmente se apossa do seu cotidiano. Por vezes perdendo o contato por inteiro com as pessoas ao seu redor, ao ouvir uma melodia que quase a põe em transe. Recusando as superstições e mesmo a religião, Mary Henry busca solucionar seu desconforto por meio do intelecto, mas o pavor se revela mais forte e o medo da solidão faz até que ela suporte os assédios do repugnante Mr. Linder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3bSBZuf4I/AAAAAAAAAL4/BQr83GvceO4/s1600-h/COS_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241586643989593986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3bSBZuf4I/AAAAAAAAAL4/BQr83GvceO4/s200/COS_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Imagem acima: Mary Henry escapa da morte, mas não da influência do mundo dos mortos]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma ruína nas proximidades da cidade que chama sua atenção, um parque de diversões abandonado. Seus delírios sempre a conduzem para aquele local, onde ela visualiza almas executando uma valsa ou então emergindo das profundezas de um lago. A dificuldade de se manter sintonizada com o mundo dos vivos é o elemento de maior interesse do filme, a narrativa tende a expor a subjetividade da personagem, escancarando seu crescente isolamento. No ato final, Mary desiste de solucionar seu problema no mundo dos viventes e parte em direção ao parque, completamente desiludida quanto à possibilidade de ser reintegrada à normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um filme menor, com todas as características de uma produção independente. A despretensão é sua maior qualidade, revelando uma direção e fotografia satisfatória as suas necessidades. A personagem, no entanto, tem um desenvolvimento rasteiro, dificultando uma melhor compreensão de seus anseios, pensamentos e decisões – prevalece, no entanto, uma sensação de absurdo e divórcio com a normalidade. Mary Hernry, por exemplo, se mostra indiferente ao acidente que matou duas de suas amigas. Seu descuido e crueldade para com as pessoas (e aqui talvez eu esteja extrapolando) me lembra a personagem principal de &lt;em&gt;Lady Vingança&lt;/em&gt;, isso em função de sua frieza com relação a todos ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de um carnaval das almas é obviamente a referência ao baile de mortos entrevisto pela personagem. Trata-se de uma metáfora nada original sobre as dificuldades de driblar o inevitável, isto é, a extinção. Enquanto o cavaleiro em retorno das cruzadas ganha mais tempo de vida jogando xadrez com a morte, Mary Henry busca na luz diurna e nos fugazes relacionamentos sociais e afetivos um meio de não ser tragada pela extinção. Grande é a dificuldade para declinar um convite para a dança da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3Z52USo7I/AAAAAAAAALY/6E8cxSGpS0M/s1600-h/ut_carnivalsouls.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241585129185518514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3Z52USo7I/AAAAAAAAALY/6E8cxSGpS0M/s200/ut_carnivalsouls.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3aBNNwIMI/AAAAAAAAALg/YRWHA8k3_js/s1600-h/carnevil-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241585255591190722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3aBNNwIMI/AAAAAAAAALg/YRWHA8k3_js/s200/carnevil-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Imagens acima: Cartaz do filme (1962) e exibição do título do jogo da Midway (1998), uma diluída inspiração]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, o remake de 1998 introduziu o conceito de palhaços, provavelmente perdendo as sutilezas da versão original. Digo por palpite, já que não assisti a “contribuição” de Wes Craven. Resumidamente, o que pode ser ressaltado de &lt;em&gt;Carnival of souls&lt;/em&gt; é sua atmosfera angustiante, em uma visualidade que quase se integra ao onírico. O resultado final é um terror comedido, cuja premissa e desfecho seriam copiados a exaustão nas décadas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7599759858369338526?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7599759858369338526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7599759858369338526&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7599759858369338526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7599759858369338526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/09/carnival-of-souls.html' title='Carnival of Souls'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SL3bI6v5WOI/AAAAAAAAALw/fLEG3K3VZ7U/s72-c/198638~Carnival-of-Souls-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-350873001920592083</id><published>2008-08-31T07:26:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T07:28:24.557-07:00</updated><title type='text'>Andarilho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SLqqgD6K0cI/AAAAAAAAAJA/algEHdT5ZZ0/s1600-h/andarilho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SLqqgD6K0cI/AAAAAAAAAJA/algEHdT5ZZ0/s400/andarilho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240688584180814274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Andarilho&lt;/strong&gt;, 2008. Brasil. Cinco em Ponto. De Cao Guimarães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema e a literatura estão repletos de alusões e representações sobre os errantes. Quando pensamos na cultura norte-americana fica ainda mais fácil evidenciarmos a mística em torno desses eternos viajantes. Mark Twain, Henry Miller, Jack Kerouac e Jon Krakauer são alguns dos escritores que já abordaram o assunto. O fascino pela vida na estrada também rendeu excelentes filmes, especialmente na década de 1960, com os chamados &lt;em&gt;road-movies&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses personagens, que decidem abandonar o conforto da vida sedentária e os valores e conformismos da “sociedade”, recebem uma caracterização romântica e heróica. São aventureiros, hippies, drogados ou desempregados, mas cientes da decadência da cidade e convencidos de que a verdadeira felicidade e paz interior só podem ser alcançadas em uma vivência do provisório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Cao Guimarães traz uma outra identidade para esses marginalizados, em seu cru documentário o que sobressai é a solidão, provocada nem tanto pelo nomadismo, mas por uma condição de loucura. Parece que a imagem de um caminhante aventureiro e crítico não tem respaldo no imaginário coletivo brasileiro, a sugestão do louco andarilho parece mais convincente, expressões de uma cultura tão permeada pelo autoritarismo quanto a nossa. O pobre só é bem visto pelas autoridades quando indo ou regressando do trabalho, seus momentos de ócio devem ser cuidadosamente vigiados. As forças policiais estão sempre dispostas a te abordar e questionar de onde você vem e para onde vai. Restringe-se a pouca tolerância para com os andarilhos, tal opção de vida somente se justifica por se tratar de um demente, alguém que não responde pelos seus atos, merecedor de uma rápida condescendência ou esmola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três os andarilhos registrados no filme, e desses dois podem ser considerados pelo senso comum como loucos. O falar sozinho e o estranho gesticular comprovam suas poucas habilidades para o convívio rotineiro, portanto se vêem obrigados a procurar na estrada uma morada; difícil esta sobrevivência, marcada pela fugacidade, precariedade e sentimentos de alheamento. Por não negarem de todo o contato com outros homens eles não podem ser considerados eremitas, caminham pelas margens das rodovias, mas sem a procura por um refúgio definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso estabelecido por Cao Guimarães é ambíguo, limitando-se a exibir fragmentos da vida desses caminhantes, não há o interesse pela análise ou pelo reconhecimento das identidades passadas e presentes desses homens. Nesse sentido, indiretamente, o que o diretor faz é corroborar com a imagem de pobres loucos trafegantes no norte de Minas Gerais. Vale inclusive questionar qual o direito tem o cineasta em filmar essas pessoas – em invadir seus universos particulares com uma câmera, indecorosa mas não inquiridora. Em fim, qual o compromisso do observador com o objeto observado? Às vezes parecer se limitar a um exercício de esteticização, criando planos belos e inteligentes, alegorias das subjetividades dos andarilhos. Vemos, por exemplo, a trajetória das luzes dos faróis dos automóveis se perdendo na escuridão da noite, quem as observa é um homem velho, cansado e deitado no chão de um bar perdido em lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena final impressiona pela composição apresentada, as noções de tempo e espaço desafiam o expectador. Cenário quase infinito, capaz de engolir carros e homens, um ambiente extraterreno, inóspito e incivil. Conclui-se, portanto, que as estradas – locais de passagem – seriam abrigos somente para os anormais? Aqui está o perigo que circunda o &lt;em&gt;Andarilho&lt;/em&gt;. Fica o risco de concluir que o lugar do louco é no hospício (ou então qualquer outro eufemismo em voga) para receber o cuidado e a vigilância necessários. Alguns se convencerão de que a vida sedentária estaria isenta de problemas e patologias, assim a via e a rua só têm como serventias a função de ligar um ponto a outro (dá casa ao shopping, por exemplo). Qualquer ato contra-hegemônico, qualquer indisposição contra as convenções da “sociedade” devem ser relevadas já que são puerilidades e excentricidades de homens que não dominam sua razão por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem racional sabe de onde vem e para onde vai, traz consigo as carteiras de identidade e trabalho. Tem patrão, tem cartão de crédito, tem celular. As únicas coisas que lhe faltam são as liberdades de decidir e vislumbrar seu cativeiro cotidiano. Mas, como consolo, aos olhos dos demais, ele não é um louco que erra sem rumo ou prumo. Nesse contexto, &lt;em&gt;Andarilho &lt;/em&gt;nos convida a pensar as relações e os limites entre a loucura e o bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-350873001920592083?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/350873001920592083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=350873001920592083&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/350873001920592083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/350873001920592083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/andarilho.html' title='Andarilho'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SLqqgD6K0cI/AAAAAAAAAJA/algEHdT5ZZ0/s72-c/andarilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1754191676522484592</id><published>2008-08-18T19:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T05:08:34.468-07:00</updated><title type='text'>Zohan - Um Agente Bom de Corte</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKotV4qwO7I/AAAAAAAAAI0/hY5LhV1baro/s1600-h/zohan-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKotV4qwO7I/AAAAAAAAAI0/hY5LhV1baro/s320/zohan-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236047370783833010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zohan - Um Agente Bom de Corte&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;You Don't Mess with the Zohan&lt;/em&gt;), 2008. EUA. Happy Madison Productions / Relativity Media. De Dennis Dugan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Hollywood sempre me surpreende, mas a surpresa dessa vez é positiva&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no início a performance de Adam Sandler dá o tom do filme, o puro deboche situado na fronteira entre as paródias de James Bond e o humor negro. Integrante do exército israelense, o agente contra-terrorista Zohan Dvir é um sujeito durão, viril, que adora dar uns sopapos nos opositores de Israel, isto é, qualquer um que tenha aparência árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pavor dos seus inimigos, herói nacional, objeto de desejo das mulheres. Sim, este é Zohan, com seu cabelo encaracolado e suas roupas dos anos noventa – que agora, de acordo com a “Lei de Laver” é o novo ridículo da vez –, o braço duro do Estado contra as facções e os guerrilheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o engodo já se antecipa, por trás dessa versão translocada de 007 encontra-se um homem comum, cujo sonho é ser cabeleireiro. Impedido de exercer seu direito de escolha em uma sociedade que demanda guerreiros (pois todos devem servir ao exército) o personagem simula sua morte e parte para terra da liberdade (precisa dizer onde fica?), lá ele se prepara para começar outra vida, com um novo corte de cabelo tãooooooo anos noventa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama-se agora Scrappy Coco, um imigrante em busca de uma oportunidade... ele segue o sonho americano... o sonho de ter um emprego subalterno. No entanto, sua antiga vida de agente secreto não está superada. Na terra do Tio Sam há vários palestinos que, mesmo vivendo em harmonia com a comunidade israelense local, devem ser vigiados, afinal, o quesito um para ser terrorista é não ser judeu. Além da busca pela profissionalização como cabeleireiro, Zohan deve se preparar para as invectivas de seu arqui-rival Phanton (John Turturro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está exposto o quadro, dentro desses argumentos se desenvolverão situações hilárias, caracterizadas pelo desempenho escrachado de Sandler. É o humor do insano, objetivando a ridicularização de tudo e todos. Os “extremistas” dos dois lados são os alvos preferenciais da chacota, os estereótipos vêm à tona e em seguida são ressignificados. Os sotaques, frases e trejeitos dos palestinos e israelenses, ao final das contas, assemelham-se e, para os americanos “típicos”, ambos podem ser ameaças. Em dado momento um personagem revela que a barba do outro constituía em atestado inequívoco de terrorismo: “se &lt;em&gt;eu te visse sentado no avião eu desembarcaria&lt;/em&gt;”. Aquele a quem foi direcionado essa declaração escuta, reflete e em seguida concorda com seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado porque verdadeiro, diria a velha escola de humoristas de palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o grande mérito do filme, trata-se de um trabalho de humor, ignorem a previsível lição de moral, pedagógica e inócua, sobre a tolerância e o diálogo. Em certo sentido teríamos um filme quase político, caso entendamos a zombaria como um esboço de posicionamento crítico. Quando uma discussão sobre a contribuição de Bush para a geopolítica é insinuada, o assunto degringola para uma série de referências sexuais, como, por exemplo, as cochas (pernas) de Hillary Clinton. Explicita-se algo que muitas vezes é esquecido, a comédia não precisa assumir a condição de propaganda, basta ser engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As próprias cenas de ação soam irreais porque assim o querem, a masculinidade inconteste de Zohan se contrapõe à nova profissão por ele escolhida e tão estigmatizada como afazer afeminado. Os recursos à violência são quase redundantes, pois as questões se resolvem por sua sexualidade, antes de ser uma gente secreto Zohan Dvir é um “&lt;em&gt;bond cama&lt;/em&gt;”. Aí está! Paródia das paródias de James Bond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenhamos ilusões, &lt;em&gt;You Don't Mess with the Zohan&lt;/em&gt; é piada, e não discurso sobre a igualdade humana, mas ainda sim destoa do neo-conservadorismo reinante. Em épocas de trevas densas a luz de uma lamparina é quase um farol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1754191676522484592?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1754191676522484592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1754191676522484592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1754191676522484592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1754191676522484592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/zohan-um-agente-bom-de-corte.html' title='Zohan - Um Agente Bom de Corte'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKotV4qwO7I/AAAAAAAAAI0/hY5LhV1baro/s72-c/zohan-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-6644252461617723108</id><published>2008-08-18T19:12:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T19:13:45.227-07:00</updated><title type='text'>Lutero</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKosT3JveEI/AAAAAAAAAIo/_R30GB3YrYE/s1600-h/lutero.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKosT3JveEI/AAAAAAAAAIo/_R30GB3YrYE/s320/lutero.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236046236505569346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lutero&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Luther&lt;/em&gt;), 2003. EUA/ Alemanha. NFP teleart / Eikon Film / Thrivent Financial for Lutherans. De Eric Till&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero é um bom filme, a direção de fotografia e os cenários se revelam satisfatórios. Há momentos em que a câmera gira em torno do personagem e captura o cenário, de tal forma que vemos a paisagem a partir de sua perspectiva. É o caso, por exemplo, da primeira vez que ele se depara com Roma, ao ver um Arco do Triunfo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo há um ou dois anacronismos que deve ser registrados. Em primeiro lugar (isso é só implicância) uma das personagens utiliza a expressão "inércia" com um sentido contemporâneo. Não é preciso dizer que essa palavra não estava difundida na primeira metade do século XVI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus sermões, Lutero mais parece um Seinfield do que um religioso quinhentista. Acho pouco provável que um padre tivesse aquela forma de discursar. O humor utilizado em seus sermões parecem estar descolados daquele momento histórico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, o comportamento da esposa de Lutero é totalmente descontextualizado. Essa foi difícil de engolir. Imaginem: ela jogando travesseiros na cara de Lutero, nervosa por ver suas núpcias interrompidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Republicação de uma das minhas primeiras críticas. O engraçado é que, na época, um leitor postou um comentário criticando meu texto e mandou-me ir estudar história. Como eu havia acabado de me formar nesse curso, todos acharam quem fui eu que inventei aquela frase para criar falsa polêmica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-6644252461617723108?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/6644252461617723108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=6644252461617723108&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6644252461617723108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6644252461617723108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/lutero.html' title='Lutero'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKosT3JveEI/AAAAAAAAAIo/_R30GB3YrYE/s72-c/lutero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8895366034422308711</id><published>2008-08-13T09:01:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T09:08:45.363-07:00</updated><title type='text'>Abismo do Medo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKMGee9yZjI/AAAAAAAAAIg/TT9qdUvJLUg/s1600-h/post-am.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKMGee9yZjI/AAAAAAAAAIg/TT9qdUvJLUg/s320/post-am.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234034312712709682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abismo do medo&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The de&lt;/em&gt;scent), 2005. Inglaterra. Pathé / Celador Films. De Neil Marshall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Abismo do medo ou quando Sex and the city vai à caverna"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem um final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quem assistiu ao filme vai entender o que eu quero dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis mulheres acostumadas a fazer &lt;em&gt;tours &lt;/em&gt;de eco-aventura decidem explorar uma caverna. Porém após um desabamento acabam por ficar presas em seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa inicial é promissora. Uma das estratégias clássicas para nos conduzir ao medo é nos confrontar com o desconhecido. Funciona tanto para estruturar a trama quanto manter o telespectador interessado. A maior parte das pessoas diria: “nunca entraria em uma caverna como essa”. Mas, a verdade é que no momento em que assistimos à projeção nos comportamos como se fossemos as vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem: 3 km sob a terra, passando por lugares estreitos, a escuridão reina, as lanternas falham, o grupo está tenso (isso é um clichê, mas é verossímil e sempre funciona). Temos todos os ingredientes para construirmos uma história assustadora. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado. Infelizmente o que eu descrevi são apenas os primeiros atos do filme. Uma vez presas, a trama começa a se degringolar por um itinerário não muito original. Passamos de uma história de sobreviventes para um &lt;em&gt;trilher &lt;/em&gt;de horror. No interior das cavernas elas percebem que não estão sós, que lá embaixo há estranhos hominídeos, verdadeiros canibais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da aparente normalidade é interessante. O que parece ser algo normal – somente mais uma caverna – esconde criaturas aterradoras. Esse conceito está presente em vários filmes de qualidades duvidosa como o clássico &lt;em&gt;O massacre da serra elétrica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Pânico na floresta&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Plataforma do medo&lt;/em&gt;. Uma casa no Texas interiorano esconde uma família de canibais; em uma floresta, uma outra família de canibais, geneticamente deformados, ataca viajantes na auto-estrada; dentro do túnel de um metrô uma estranha criatura perambula, vitimando trabalhadores e mendigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de horror está sustentado justamente nessa dualidade, a normalidade aparente esconde o covil do monstro. Se você seguir o caminho normal tudo estará bem, mas um simples atalho poderá conduzi-lo até o bestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, assim. No caso de &lt;em&gt;Abismo do medo&lt;/em&gt;, não funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que as exploradoras ficaram presas e se depararam com seus habitantes, deveriam ter dito: “Olha, nós viemos lá de cima, estamos dizimando as formas de vida da superfície – na verdade estamos pondo fim no próprio &lt;em&gt;bios &lt;/em&gt;– não se metam conosco por que somos humanas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não estariam mentindo, pois, no decorrer do filme, as moças revelam uma grande facilidade para dizimar as criaturas da caverna. Lógico que as donzelas estavam salvando a própria pele e ao seu redor só havia carnívoros. Mas, bem, nesse sentido o filme, indiretamente, revela um pouco da banalidade do eco-turismo, o quão indesejável e predatória é a presença do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos perceber que havia um antigo equilíbrio biológico entre aquelas criaturas e a natureza ao seu redor. O azar das moçoilas foi se depara com esse ambiente no qual, definitivamente, não eram bem vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claramente essa é uma extrapolação um tanto maldosa, porém ela pode ser sentida dentro do filme. As rápidas aparições das criaturas assustam as &lt;em&gt;girls &lt;/em&gt;e o telespectador, muito mais do que quando suas presenças passam a ser constante. Na medida em que o desconhecido vai se revelando como mais uma criação (mesmo que aberrante) da natureza, as senhoritas invectivam contra seu algozes com muito mais ferocidade. Houve um momento em que, rodeadas por seus inimigos, em uma postura de defesa tão cenográfica que eu gritei: “Mate esse maldito &lt;em&gt;orc &lt;/em&gt;Legolas!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo há pontos positivos no filme, não há porque culpar o roteiro ou a direção. Não há, por exemplo, aquelas típicas personagens histéricas (que a gente ajoelha e reza para o assassino matá-las logo), as aventureiras também não cometem erros típicos, embora desesperadas conseguem reagir à altura dos acontecimentos. Mulheres modernas, arrojadas, independentes, que não ficam dando gritinhos, mas que conseguem um tempinho para discutir seus relacionamentos: &lt;em&gt;Sex and the ciy and cave&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ato final do filme, a premissa inicial da normalidade versus anormalidade é retomada, em uma seqüência intensa, na qual vemos uma das personagens vislumbrando sua escapatória. Não é um filme de horror, é um filme ecológico, me convenceu de que há nichos dos quais nunca deveríamos entrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ultraje. Mas o final é feliz, isso vocês vão ter que concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s: Esse filme não é de todo mal, eu o reassisti e até vi algumas boas idéias, mas a cotação permanece. Observem também o formato diferenciado do cartaz, verticalizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8895366034422308711?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8895366034422308711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8895366034422308711&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8895366034422308711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8895366034422308711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/abismo-do-medo.html' title='Abismo do Medo'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SKMGee9yZjI/AAAAAAAAAIg/TT9qdUvJLUg/s72-c/post-am.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1152899138482725874</id><published>2008-08-08T18:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T18:38:17.794-07:00</updated><title type='text'>O Grande Dave</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SJzwSGuNP_I/AAAAAAAAAII/xVouUDaeP9o/s1600-h/grande-dave-poster02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SJzwSGuNP_I/AAAAAAAAAII/xVouUDaeP9o/s320/grande-dave-poster02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232321060930404338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Grande Dave&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Meet Dave&lt;/em&gt;), 2008. EUA. 20th Century Fox Film Corporation. De Brian Robbins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As roupas de Eddie Murphy não enganam, essa comédia está fora do seu tempo, de sua década. Embora os trajes de Dave sejam dos anos 70, o filme nos remete às comédias dos anos 80 saborosamente inverossímeis. Quando criança, lembro de ter assistido a história de um príncipe africano que decide partir do seu país e rumar para a América em busca do verdadeiro amor. Cavaleiro em reino distante e que acaba por encontrar sua princesa em uma selva de concreto. Contos de fadas contemporâneos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez temos uma nave com formato humano, pilotada por pequenos alienígenas, que decide aterrizar no solo nova-iorquino para encontrar a solução para a ameaça que paira sobre seu planeta de origem. A nave em questão é Eddie Murphy, andróide totalmente interativo, controlado por uma disciplinada tripulação sob a batuta do Capitão, interpretado por esse mesmo ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme só funciona por causa do protagonista que com suas gesticulações e caretas dão o tom a essa comediazinha familiar. A sugestão é sentar na frente da telona com um balde de pipoca e se deixar enredar por uma história previsível, mas com bons momentos de  fantasia e humor, além daquela nostalgia dos anos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses minúsculos visitantes, vindos do planeta Nilly, buscam um equipamento extraviado que porá um fim as suas angústias, mas o contato com as emoções humanas os influencia, colocando em risco a hierarquia interna e o sucesso da missão. O filme rende bons momentos, oportunidade para Eddie Murphy se mostrar em forma e lembrar que esse gênero ainda vive, mesmo que agonizante. O roteiro fica no convencional, martelando a importância da individualidade humana, da criatividade e da beatitude da família, com “críticas” tão inexpressíveis que soam gratuitas (bem ao gosto de vinte e tantos anos atrás).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piadas tendendo a escatologia e referências &lt;em&gt;pops &lt;/em&gt;(algumas de difícil identificação para nós brasileiros) marcam a presença do humor contemporâneo. O desenlace não resolve os problemas levantados ao longo da projeção, mas finalizam com um efeito sentimentalóide, que pode até agradar o telespectador, mas em contrapartida revela as fraquezas do roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Grande Dave&lt;/em&gt; não é de todo mal, quando chegar à telinha há de ser valorizado e até apreciado. Uma boa opção para depois da novela das oito, incluindo aí os intervalos comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1152899138482725874?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1152899138482725874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1152899138482725874&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1152899138482725874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1152899138482725874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/o-grande-dave.html' title='O Grande Dave'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SJzwSGuNP_I/AAAAAAAAAII/xVouUDaeP9o/s72-c/grande-dave-poster02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-2346947296572864358</id><published>2008-08-08T18:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T18:19:40.395-07:00</updated><title type='text'>Vôo Noturno</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SJzwlNLfkJI/AAAAAAAAAIQ/b6LHqdrjsYs/s1600-h/voo-not.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SJzwlNLfkJI/AAAAAAAAAIQ/b6LHqdrjsYs/s320/voo-not.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232321389081366674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vôo Noturno&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Red Eye&lt;/em&gt;), 2005. EUA. DreamWorks SKG / Craven-Maddalena Films / Bender-Spink Inc. De Wes Craven&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado um alto político americano da &lt;em&gt;Era Bush&lt;/em&gt;, que vem a público e defende a necessidade da força bruta para a política internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado um mercenário bonitão (Cillian Murphy), disposto a assassinar esse político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o vilão? Bem, infelizmente este último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o substrato ideológico do filme &lt;em&gt;Vôo Noturno &lt;/em&gt;é a guerra contra o terrorismo, dissolvido em um roteiro bobo sobre a ameaça de assassinato à família (linda, branca, loura, indefesa) de um figurão republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história gira em torno da funcionária de um hotel, chamada Lisa Reisert (Rahcel McAdams), que, em alto vôo, é ameaçada pelo mercenário Jackson Rippner (Murphy). Esse pouco patriótico homem está ciente que Keef, o político, está para hospedar no hotel no qual ela trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano, portanto, é obrigar Lisa a usar seus contatos para transferir o hóspede para um determinado quarto, mais exposto, o que facilitaria o atentado. Em solo, um comparsa de Jack está pronto para matar o pai de Reisert caso ela decida não cooperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí passamos a acompanhar as tentativas de Lisa em ludibriar seu adversário, na perspectiva de salvar seu pai e a família Keef. O cenário principal do filme é o interior do próprio avião, toda a tensão é desenvolvida nesse restrito espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento principal já não é promissor, a direção de Wes Craven também deixa a desejar – não conseguindo escapar dos seus conhecidos macetes. A atuação de Rachel McAdans é fria, a moça, que já não é muito talentosa, interpreta o papel da &lt;em&gt;nice girl&lt;/em&gt; da pior forma possível. Sempre resistindo, relutando, complicando; a típica mocinha que decide sobreviver e preservar os bons valores. A mulher americana trabalhadora, que suporta o stress e sabe encontrar a via adequada para resolver todos os conflitos, até mesmo um atentado terrorista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já seu antagonista, embora bonito, inteligente e misterioso comete tantos erros que eu acabei desistindo de torcer por ele... Se estes são os inimigos da América, não há razão para Bush dormir preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto positivo para o filme: documento indireto do medo de voar que acometeu os americanos nos últimos anos, um receio sutilmente explicitado. Outro aspecto interessante é a apresentação dos inconvenientes de voar, como a espera nos terminais e as grosserias dos funcionários e demais passageiros. Um tema que, a nós tupiniquins, soa bem contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o filme se estruture em um suspense, ele nos lembra aqueles &lt;em&gt;trilhers &lt;/em&gt;de ação, como &lt;em&gt;O Chacal &lt;/em&gt;, uma produção de 1997, protagonizada por Buce Willis e Richard Gere. História na qual um detento deve impedir o assassinato de um membro da família presidencial. Novamente temos civis se arriscando para a proteção de políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, o filme faz sentido para o público americano, que irá torcer para que a família Keef se safe. Porém, por aqui, na terra do Oba-Oba, não estamos dispostos a arriscar nossos pescoços pelos nossos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao invés de Lisa Reisert tivéssemos um brasileiro, certamente que o político e seus belos familiares se mudariam para a cidade dos Sete Palmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte do Keef que a América ainda é a América...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-2346947296572864358?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/2346947296572864358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=2346947296572864358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2346947296572864358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2346947296572864358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/vo-noturno.html' title='Vôo Noturno'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SJzwlNLfkJI/AAAAAAAAAIQ/b6LHqdrjsYs/s72-c/voo-not.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-9020040369199860482</id><published>2008-08-01T16:57:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T17:04:58.056-07:00</updated><title type='text'>Esses homens maravilhosos e suas máquinas voadoras</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SJOjSbYIo9I/AAAAAAAAAH4/cDQlbwuFi5w/s1600-h/fly.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SJOjSbYIo9I/AAAAAAAAAH4/cDQlbwuFi5w/s400/fly.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229703129289237458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esses homens maravilhosos e suas fantásticas máquinas voadoras&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Those Magnificent Men in Their Flying Machines&lt;/em&gt;), 1965. 20th Century Fox. Inglaterra. De Ken Annakin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingleses, franceses, italianos, americanos, alemães, japoneses. Todos juntos. Uma disputa nos céus. Os aviões partindo da Inglaterra rumo à França, ao vencedor o prêmio em dinheiro e a glória internacional (para sua máquina, para si próprio e para seu país). O ano é 1910, o que torna o filme irresistível, pois vemos vários países disputando cavalheiristicamente um prêmio internacional. Os estereótipos de cada nação e personagens são formidáveis, pessoalmente prefiro os italianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse filme soube, de forma singular, captar o contexto da &lt;em&gt;Belle Èpoque &lt;/em&gt;com sua despreocupação burguesa e aristocrática. Quatro anos depois desse evento, todos esses países estariam se digladiando na horrenda Guerra, por isso a ironia e melancolia de um período supostamente inocente, mas extremamente nacionalista. Alguns personagens, como o jovem e afetado piloto inglês, personificam as contradições da “paz armada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme longo, que resgata velhas piadas, algumas do cinema mudo, pouco engraçadas até, mas que nos lembram uma época em que alguns homens definitivamente acreditaram na paz como regra geral, e não como exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-9020040369199860482?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/9020040369199860482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=9020040369199860482&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/9020040369199860482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/9020040369199860482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/08/esses-homens-maravilhosos-e-suas.html' title='Esses homens maravilhosos e suas máquinas voadoras'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SJOjSbYIo9I/AAAAAAAAAH4/cDQlbwuFi5w/s72-c/fly.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7306558643961429575</id><published>2008-07-30T20:08:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T04:39:17.207-07:00</updated><title type='text'>Arquivo X – Eu quero acreditar</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SJEtTXrqfSI/AAAAAAAAAHw/py8K8-mg5_0/s1600-h/arquivox.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SJEtTXrqfSI/AAAAAAAAAHw/py8K8-mg5_0/s400/arquivox.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229010453151776034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arquivo X – Eu quero acreditar &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The X-Files: I Want to Believe&lt;/em&gt;), 2002. EUA. 20h Century Fox Film Corporation / Ten Thirteen Productions / Crying Box Productions. De Chris Carter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse filme é a picaretagem do ano. Merece toda a galeria de troféus framboesas, o roteiro não tem um pingo de seriedade, desrespeita por completo a inteligência do leitor. E eu que achei que o pior filme visto essa semana fosse &lt;em&gt;Batman&lt;/em&gt;... Hollywood sempre me surpreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na série &lt;em&gt;Arquivo X&lt;/em&gt; havia dois padrões para os episódios, aqueles mais elaborados e relacionados ao enredo principal – envolvendo uma conspiração alienígena – e os capítulos independentes. Estes últimos eram bastante desiguais, havia os bons, os ótimos e os péssimos, infelizmente este filme se encaixa nessa última categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fox Mulder está à margem do mundo (supostamente se escondendo do FBI) e Dana Scully trabalha em um hospital filantrópico, até serem contatados pela agência federal, da qual faziam parte, para resolver o desaparecimento de uma agente – o que, aliás, é só um pretexto para colocar esse casalzinho junto novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scully decepciona, e decepciona muito. Logo no começo, somos introduzido a sua sub-trama, a tentativa da médica em salvar um garoto de uma doença incurável. O padre dirigente do hospital parece ter uma incomum vocação em “deixar &lt;em&gt;o garoto morrer em paz&lt;/em&gt;” (sim, ele diz isso), dificultando o máximo o trabalho da ex-funcionária do FBI. No entanto, a racionalista e pragmática doutora se recusa a largar o caso; de forma resoluta ela se posiciona diante da junta médica e argumenta ter encontrado uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cena seguinte ela está digitando no Google “terapia células troncos”. É... pelo jeito ficou muito fácil ser um pesquisador de ponta... E ainda a médica se ressente com os embargos apresentados pela família para continuar o tratamento... depois de tanta pesquisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só isso, sua postura é completamente démodé. Scully se revela uma daquelas médicas cujo objetivo consiste em vencer, a qualquer custo, a doença, mesmo que o tratamento seja doloroso. Eu sou leigo no assunto, mas me parece que a tanatologia e a própria eutanásia trouxeram um novo entendimento para a medicina sobre a morte. O profissional da saúde não é um paladino em luta constante contra a finitude, sua função consistiria em permitir um bom viver ou um bom morrer. Claro que essa reflexão é muito específica, mas serve para enfatizar o retrato simplista feito da Scully.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Mulder está mais interessante, de um modo geral convincente. Quando eu era estudante secundarista, costumava falar (para causar &lt;em&gt;frisson &lt;/em&gt;na comunidade máscula) que David Duchovny (o ator) era o homem mais bonito do mundo. Dez anos depois, acho que perdi minha habilidade de avaliar a beleza masculina, mas estou disposto a insinuar que ele está na lista dos mais decadentes de Hollywood. Com mestrado e quase doutorado em Literatura, Duchovny esnobou seu personagem, dizendo que havia abandonado a série para não ficar estigmatizado por esse papel (a síndrome do Capitão Kirk), mas vejam só o retorno do filho pródigo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após abandonar a série participou de excelentes produçoes como &lt;em&gt;Feitiços do Coração &lt;/em&gt;(eca), &lt;em&gt;Evolução &lt;/em&gt;(eca!!) e &lt;em&gt;Zoolander &lt;/em&gt;(eca!!!). Enfim, sempre haverá um lugar para Fox em nossos corações, isto é, se você for um fã... Mas não vamos tocar no assunto dos atores, ou teremos que lembrar a atuação de Xzibit (que faz um programa na MTV americana), com um personagem completamente descartável e unilateral – sua função é ficar mal humorado, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Arquivo X – eu quero acreditar&lt;/em&gt; é uma grande gafe, história completamente inverossímil, mesmo para uma ficção científica. Quando você se intera da trama não há como não ficar constrangido. Uma lógica aplicável a desenhos animados; a propósito, tem um episódio de &lt;em&gt;halloween &lt;/em&gt;dos &lt;em&gt;Simpsons &lt;/em&gt;que aborda justamente esse tema. O desenvolvimento do enredo se mostra tão capenga que os eventos vão se sucedendo sem muito nexo, mas com as convencionais pitadas de xenofobia (malditos russos!!). Além de frustrante, o desfecho nada elucida, mas escancara a fraqueza deste projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão fé versus religião fica solta, sobretudo nos momentos finais com a irreversível a crise da identidade da Scully. A própria dinâmica entre os dois personagens fica aquém do esperado, ainda que vez ou outra possa resultar bons momentos. Como o retorno dos dois ao FBI, eles param diante de um quadro do presidente americano George. W. Bush, fixam em sua foto e depois olham um para o outro. O semblante deles anuncia a distância de tempo entre os dois momentos (a época em que eram investigadores e a atual), sugere inclusive um constrangimento de Fox e Dana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incômodo dos ex-agentes com as mudanças ocorridas no FBI (o novo olho panóptico do governo) ou talvez constrangimento de Gillian Anderson e David Duchovny, por terem sido convencidos a entrar nessa furada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: péssimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7306558643961429575?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7306558643961429575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7306558643961429575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7306558643961429575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7306558643961429575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/arquivo-x-eu-quero-acreditar.html' title='Arquivo X – Eu quero acreditar'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SJEtTXrqfSI/AAAAAAAAAHw/py8K8-mg5_0/s72-c/arquivox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8733752060128633829</id><published>2008-07-29T17:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T17:46:39.045-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Christopher Nolan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Batman'/><title type='text'>Batman – o cavaleiro das trevas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WfK9l2I/AAAAAAAAAHo/GlaxgvKO_yY/s1600-h/batman-cavaleiro-das-trevas-poster05t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WfK9l2I/AAAAAAAAAHo/GlaxgvKO_yY/s400/batman-cavaleiro-das-trevas-poster05t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228598189841291106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batman – o cavaleiro das trevas&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Dark Knight&lt;/em&gt;), 2008. EUA. Warner Bros. Pictures / Legendary Pictures / DC Comics / Syncopy. De Christopher Nolan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Homem de preto, qual é sua missão? Encher a sala do cinema, arrecadar mais de milhão&lt;/em&gt;!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme bruto, parece ter sido roteirizado, dirigido e produzido por uma cúpula militar, não há qualquer sutileza, inteligência ou meias palavras. Tudo tem que ser explícito. A mais pura pirotecnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documento importantíssimo para entendermos o pensamento reacionário contemporâneo, pois Batman nada mais é do que o Capitão Nascimento com um cartão de crédito ilimitado. Um genuíno cidadão americano (típico, diria), isso com certeza. Como todo os mocinhos deste filme, o homem morcego se acha no direito de quebrar as leis, seja buscando criminosos em outros países, torturando suspeitos ou disseminando escutas telefônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WCPO9fI/AAAAAAAAAHY/FYVFqXuMAgw/s1600-h/comparacao+nao+usual.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WCPO9fI/AAAAAAAAAHY/FYVFqXuMAgw/s400/comparacao+nao+usual.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228598182074578418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Imagens acima: O sagrado direito de tortura. Em Gothan, o insano agride o insano | Em Abughribnv o terrorista tortura o “terrorista”]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns espertinhos ainda podem tentar justificar através do argumento de que Batman representa o “lado negro da América”. Mentira, representa só o lado patético, autoritário e medíocre. Não há qualquer dimensão humana no filme, os dois principais personagens – o menino de capa preta e o menino de maquiagem – não são humanos, mas simplesmente máquinas de destruição, a diferença é que um acredita na lei e na ordem (pela segurança tudo vale a pena!) e outro ama o caos (esse pelo menos resvala em certa sinceridade do militarismo americano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cidade que precisa de um justiceiro com roupas de estilo duvidoso não merece ser levada a sério – convenhamos Sr. Bruce Wayne, nos anos 80 o modelito preto era &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;, agora só cai bem se você tiver 16 anos e uma tendência suicida. A armadura que esconde o milionário é quase alegórica, pois ela cria uma nova estética, que protege e defende, mas desumaniza e elimina a flexibilidade e capacidade de interagir com o mundo. Conserta-se a sociedade com repressão extrema a criminalidade e é só – o fato dos trânsfugas serem estrangeiros auxilia muito, diga-se de passagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A república romana nos legou o direito e a convicção de que não se é sensato torturar um prisioneiro. Mas parece que a nova (que na verdade é bem velha) geração de Rambos não foi informada sobre esses protocolos legalistas. O discurso gira em torno das balelas usuais, o bem coletivo se sobrepõe aos individuais, e quem decide isso é um mega-magnata que nas horas livres brinca de consertar o mundo através de sopapos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estética do filme tende para um realismo doentio, um esforço para nos persuadir de que a ficção e a realidade se equiparam. Nesse sentido a fotografia é eficiente, as explosões, as feridas no rosto do promotor (aliás, nosso Cícero contemporâneo) são convincentes e geram uma tensão permanente no público.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WZ0IHTI/AAAAAAAAAHg/Iuryd2uk61g/s1600-h/comparacao+nao+usual+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WZ0IHTI/AAAAAAAAAHg/Iuryd2uk61g/s400/comparacao+nao+usual+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228598188403334450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Imagens acima: Qual imagem é real? Qual é ficcional? O nascimento do Duas Caras e a vitima dos Batmen contemporâneos]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente Heath Ledger será lembrado por sua última atuação como o Coringa, e por causa da sua morte alguns querem ver genialidade em sua atuação. Que os mortos descansem em paz, mas histrionismo não é razão para destaque notório, e da representação pura da maldade o cinema americano está cheio. Aliás, o Coringa de Ledger é bem menos elegante que o de Jack Nicholson, pois este último ainda tinha uns arroubos poéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas entre Tim Burton e Christopher Nolan há um mundo de diferenças. Enquanto um tende para o &lt;em&gt;film &lt;/em&gt;o outro tende para o &lt;em&gt;movie &lt;/em&gt;– embora, em última instância, ambos tenham sido bem acolhidos nos cinemas da América e do restante do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Batman (des) protege Gothan, incentivando o aparecimento de uma variada fauna de insanos, o restante do globo ressente o excesso de justiceiros, que estão por aí a solta, levando uma ordem bem &lt;em&gt;sui generis &lt;/em&gt;para rincões do mundo não branco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que Capitão Nascimento pode subir a favela e matar os crioulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que Batman pode flanar pelos ares em busca dos chinas criminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que the &lt;em&gt;american civilization white &lt;/em&gt;pode capturar o Coringa Hussein ou sair às caças do Duas Caras Laden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma coerência... cabe decidir se ela é implícita ou tácita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Observação&lt;/u&gt;: imagens de torturas a prisioneiros retiradas de http://antidireitaportuguesa.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: péssimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8733752060128633829?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8733752060128633829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8733752060128633829&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8733752060128633829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8733752060128633829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/batman-o-cavaleiro-das-trevas.html' title='Batman – o cavaleiro das trevas'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-2WfK9l2I/AAAAAAAAAHo/GlaxgvKO_yY/s72-c/batman-cavaleiro-das-trevas-poster05t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-2094547169575167992</id><published>2008-07-29T17:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T17:28:01.898-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Abbas Kiarostami'/><title type='text'>10</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-0wk3i9vI/AAAAAAAAAHQ/LFHSaFA9qZE/s1600-h/ten-poster1ik.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-0wk3i9vI/AAAAAAAAAHQ/LFHSaFA9qZE/s400/ten-poster1ik.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228596439023810290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Ten&lt;/em&gt;), 2002. Irã/França. Abbas Kiarostami Productions. De Abbas Kiarostami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;1ª Observação&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, os americanos descobrirão o cinema iraniano. Esse será um bom dia para nós ocidentais, que teremos um novo fluxo de originalidade no cinema comercial. Claro que será uma adaptação, algo similar com o que vem ocorrendo com o cinema japonês. Mas indubitavelmente as produções iranianas possuem uma vitalidade que nos fazem falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;2ª Observação&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver filmes de países pouco conhecidos por nós, é uma oportunidade para confrontar nossos preconceitos e estereótipos com as auto-representações contidas nessas produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;10&lt;/em&gt;, percebemos que o cotidiano da sociedade iraniana não é muita diferente da nossa. Claro que eu não estou considerando esse filme como a revelação de uma verdade até então desconhecida. Mas não deixa de ser surpreendente vemos uma mulher iraniana falando de adultério, direito das mulheres, vida afetiva e problemas com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é se estamos tendo acesso a uma verdade, mas sim que esse filme permite reconhecer em povos – que julgamos distantes – vidas e cotidianos muito próximos ao nosso. O cinema criando identidades culturais que transcende ao local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;3ª Observação&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se passa dentro de um carro, acompanhamos uma motorista que, ao longo da projeção, dá carona para várias pessoas. A partir do diálogo entabulado entre elas, vamos conhecendo algumas práticas e aspectos da sociedade iraniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa estrutura, embora original e bem trabalhada, é cansativa e acaba dispersando a atenção do espectador. A ausência de uma trama definida impede que o “efeito de realidade” seja maior, isto é, não embarcamos completamente na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme dirigido não para a emoção ou o alheamento da realidade, mas sim para a reflexão e a ponderação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-2094547169575167992?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/2094547169575167992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=2094547169575167992&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2094547169575167992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2094547169575167992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/10.html' title='10'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-0wk3i9vI/AAAAAAAAAHQ/LFHSaFA9qZE/s72-c/ten-poster1ik.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1666302325319835205</id><published>2008-07-29T16:56:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T17:53:12.401-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homossexualismo'/><title type='text'>Um toque de rosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-upZAd0oI/AAAAAAAAAHI/Jzmz6UgwxoE/s1600-h/super-rosa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-upZAd0oI/AAAAAAAAAHI/Jzmz6UgwxoE/s400/super-rosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228589718511145602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um toque de rosa&lt;/strong&gt;, (&lt;em&gt;Touch of Pink&lt;/em&gt;), 2004. Canadá. Sienna Films Inc. / Martin Pope Productions. De Ian Iqbal Rachid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme inteligente, embora resvale nos lugares comuns de filmes sobre homossexuais e casamentos “arranjados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse filme temos a história do indiano Alim, um homossexual que tem como amigo imaginário ninguém menos que o espírito de Cary Crant. Alim, embora criado no Canadá, vive na Inglaterra, com seu namorado, Giles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe de Alim, interpretada pela bela Suleka Mathew, sem saber da opção sexual do filho, quer que ele se case a qualquer custo. É dentro desse contexto para lá de batido que a história se desenvolve. Lembrei inclusive de &lt;em&gt;Banquete de Casamento&lt;/em&gt;, dirigido por Ang Lee, que tem uma temática similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um toque de rosa &lt;/em&gt;não é uma produção americana, mas sim canadense e inglesa, o que talvez tenha contribuído para umas cenas mais ousadas (se usarmos como parâmetros as produções hollywoodianas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os clichês estão presentes. Alguns estereótipos (não ofensivos, é importante frisar) sobre os gays, porém o que chega a ser incômodo é o lugar comum de contrapor culturas tradicionalistas (no caso os indianos) versus mundo moderno (ocidente, Inglaterra etc). A família de Alim se preocupa muito com as tradições, esquecendo o que seus membros realmente desejam. Solidariedade orgânica? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme é agradável, pouco humor, interpretações simples mais comedidas. Noru, mãe de Alim, é sem dúvida o segundo maior atrativo do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro atrativo fica, sem pestanejar, para o fantasma de Cary Grant (interpretado por Kyle MacLachlan), vaidoso, convencido, levemente arrogante, seguro de si. Na verdade Alim projeta tudo o que deseja ser em seu amigo imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alim é inseguro, sendo inclusive um pouco chato com suas indecisões. Falta a ele o arrojo de seu mentor imaginário, que vai a uma festa indiana vestido de Livingstone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1666302325319835205?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1666302325319835205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1666302325319835205&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1666302325319835205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1666302325319835205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/um-toque-de-rosa.html' title='Um toque de rosa'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SI-upZAd0oI/AAAAAAAAAHI/Jzmz6UgwxoE/s72-c/super-rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5163464434029845698</id><published>2008-07-16T19:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T19:08:08.280-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animação'/><title type='text'>Kung Fu Panda</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SH6ooieTffI/AAAAAAAAAHA/L_LCkGyMQg4/s1600-h/kung.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SH6ooieTffI/AAAAAAAAAHA/L_LCkGyMQg4/s400/kung.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223798032198499826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kung Fu Panda&lt;/strong&gt;, 2008. EUA. DreamWorks Animation / Pacific Data Images. De Mark Osborne e John Stevenson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-se, antigamente, das normalistas de 16 anos que, quando introduzidas na arte da culinária, faziam uma comida bem feitinha, mas sem sal, sem sabor. Faltava a elas o segredo daquelas cozinheiras que passaram a vida toda no fogão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que pode ser dito sobre &lt;em&gt;Kung Fu Panda&lt;/em&gt;, filme tecnicamente bem feitinho, mas sem sabor. Tudo nele parecer ser resultado de técnicas computacionais, não só as imagens, mas também o roteiro e a direção. Talvez já haja um software capaz criar um filme, do argumento ao produto final, você digita as palavras chaves, tais como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;urso | kung fu | aceitação social | superar desafios | derrotar vilão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o resultado seria &lt;em&gt;Kung Fu Panda&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O urso gordo que sonha ser um grande lutador, por um acaso ele é selecionado para um rigoroso treinamento, sendo recusado por todos e tido como alvo preferencial de deboches. Porém ele acaba por descobrir seu valor e suas supostas fraquezas se revelam o grande trunfo, o único capaz de derrotar o vilão arrogante em busca do poder supremo, mas desabilitado a perceber as pequenas belezas e sutilezas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer do filme todos nós aprendemos uma lição, tal como “seja você mesmo” ou “não desista dos seus sonhos”. Porém, tal qual o urso do filme eu sou preguiçoso e sempre esqueço esses brilhantes ensinamentos; aliás, por isso mesmo eu retorno às salas de projeção para assistir essas animações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma historinha engraçada, mas sem ousadia, as próprias cenas de combate são reduzidas, isso porque a censura tem que ser livre. Quanto aos personagens, o destaque fica para a tartaruga, guerreiro supremo e detentor de segredos milenares, mas que, como em todo filme de kung fu que se preze, por alguma razão não toma partido na luta final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no filme há um ensinamento secreto para se tornar um grande mestre ou o ingrediente secreto para se tornar o grande cozinheiro, talvez haja o macete secreto para se fazer um grande filme. Aliás, não é nem tão secreto assim, todas aquelas animações insanas dos anos 30 e 40 o conheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só não acreditar que o software resolve tudo, que a animação 3D é a resposta infalível. A subjetividade e a inteligência ainda têm um papel no cinema, pequenino, mas existente. As cozinheiras velhas sabem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5163464434029845698?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5163464434029845698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5163464434029845698&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5163464434029845698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5163464434029845698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/kung-fu-panda.html' title='Kung Fu Panda'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SH6ooieTffI/AAAAAAAAAHA/L_LCkGyMQg4/s72-c/kung.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-497354213158933087</id><published>2008-07-16T18:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T19:01:16.908-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esportes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homossexualismo'/><title type='text'>As Damas de Ferro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SH6nQ9Dn3sI/AAAAAAAAAG4/ogJo1hkfhq0/s1600-h/37.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SH6nQ9Dn3sI/AAAAAAAAAG4/ogJo1hkfhq0/s400/37.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223796527505858242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Damas de Ferro&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Satree lek&lt;/em&gt;), 2000. Tailândia. Tai Entertainment. De Youngyooth Thongkonthun&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente torcemos pelos mais fracos, pelas minorias. Por isso Jerry sempre ganha, enquanto Tom leva a breca. Frajola coitado, já cansou de perder para Piu-piu e Ligeirinho. Assim por diante... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso um filme que fala sobre jogadores de vôlei talentosos que não podem entrar em times pelo fato de serem homossexuais tem tudo para conquistar nossa simpatia. Falo do filme tailandês &lt;em&gt;As Damas de Ferro&lt;/em&gt;, que inclusive é baseado em "fatos reais". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história narra a trajetória de um time de homossexuais e travestis no campeonato nacional da Tailândia. Possuem vários personagens interessantes, como "búfalo gay", um integrante do exército e Pia, uma belíssima drag queen, que consegue chamar atenção até mesmo dos homens. Porém o destaque são para os personagens Mong e Jung, dois talentosos jogadores. Também há a treinadora Bee (lésbica) e um único jogador hetero do time, que se por um lado tenta aceitar os outros integrantes, sente-se incomodado com as suas futilidades (como o excesso de maquiagem nos jogos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme até que é engraçadinho, sem falar que, em termos éticos, é um filme sobre tolerância. Em outras palavras, até que gostei, embora haja uma série de problemas. O que eu vou falar agora dói... mas esse é um filme que deveria ser produzido por Hollywood (como sou vendido!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou um roteiro e uma trilha musical hollywoodiana para uma maior empatia com os personagens. Pois esse é o principal problema do filme, é espontâneo demais. Vejam bem, há um momento, mais do que previsível, que um dos dirigentes do campeonato nacional - um machista homófobo que folheia revistas com fotos de mulheres nuas - tenta impedir o time de jogar. Sua afirmação de que o time era composto de doentes é ouvido pela platéia inteira (na qual se encontravam presentes vários homossexuais e drag queens). O público incomodado com a declaração começa a gritar o nome do time. Se fosse um filme americano ouviríamos uma música lacrimejante, enquanto a câmera focalizaria o rosto enternecido dos jogadores e o apoio incondicional do público. Não resistiríamos e diríamos: "deixem as garotas em paz, elas só querem jogar". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso acontece... que pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro é muito simples, assim como a trilha sonora e a fotografia. Há algumas referências ao cinema americano mais do que gratuitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema é manipulação. Ao assistir um filme nossos sentimentos devem ser manipulados (vide a última produção de Michael Moore), devemos ser conduzidos ao choro ou ao riso. Isso &lt;em&gt;As Damas de Ferro &lt;/em&gt;não consegue. Naturalmente resultado de uma cinematografia incipiente, porém promissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem cotação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Observação&lt;/u&gt;: com esse texto começo a republicar as minhas mais antigas críticas, na medida do possível assistirei novamente aos filmes para ver se minha opinião mudou&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-497354213158933087?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/497354213158933087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=497354213158933087&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/497354213158933087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/497354213158933087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/as-damas-de-ferro.html' title='As Damas de Ferro'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SH6nQ9Dn3sI/AAAAAAAAAG4/ogJo1hkfhq0/s72-c/37.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-515505596325839215</id><published>2008-07-13T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T15:11:43.801-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Super-herói'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Will Smith'/><title type='text'>Hancock</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpNpsxftfI/AAAAAAAAAGQ/8pBmLDvzUHo/s1600-h/hancoock.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpNpsxftfI/AAAAAAAAAGQ/8pBmLDvzUHo/s320/hancoock.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222572096678245874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hancock &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Hancock&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De Peter Berg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, região metropolitana de Belo Horizonte, estou em um &lt;em&gt;Grande Shopping&lt;/em&gt;, na fila eu e mais uns tantos gatos pingados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esqueci minha carterinha de estudante dona, digo temerosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem problema, entra aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, pensa a funcionária, antes meia-entrada do que nada... parece que o risco de falência flexibilizou critérios antes severamente cobrados. Há até uma poesia em um cinema que passa cópias dubladas de &lt;em&gt;Hancock &lt;/em&gt;e cujas cadeiras são ocupadas por pequenos grupinhos de adolescentes em burburinhos que, no ápice dramático da projeção, pronunciam emocionadamente: “Pô &lt;em&gt;véi, ele tá pedindo disculpa na humildade&lt;/em&gt;”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, John Hancock, interpretado por Will Smith, é alguém para os &lt;em&gt;six-teen years &lt;/em&gt;se identificarem. Um herói bêbado que ameaça seus antagonistas com a frase: “&lt;em&gt;Vou enfiar sua cabeça na bunda dele&lt;/em&gt;”; para o delírio do público, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hancock &lt;/em&gt;é o &lt;em&gt;Casablanca &lt;/em&gt;dos tempos atuais. Imaginem se Humprhey Bogart, ao invés de possuir um bar, tivesse poderes e saísse pela França desocupada executando ações mal-direcionadas de heroísmo. Durão, mas no fundo um sentimental. Novamente um triângulo amoroso mal resolvido e no qual a mulher – não importando a sua intrepidez – deixa as derradeiras decisões nas mãos dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, filme indeciso quanto ao seu gênero, pois, na primeira metade se apresenta como uma comédia, e nesse propósito até que é eficiente, mas nos atos finais passa a se levar a sério ressaltando algumas nuances dramáticas na pretensão de reviver as trajetórias dos heróis gregos. Falhas de roteiro a parte, a dificuldade de optar pela fábula ou pelo realismo fantástico se revela como o grande empecilho para a efetivação da proposta inicial (seja lá qual for!). O trabalho até que tem bons momentos, com atuação satisfatória de Smith que consegue transitar entre o burlesco e o trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpO1koWrJI/AAAAAAAAAGg/x5PHcQYoRW0/s1600-h/comparar.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpO1koWrJI/AAAAAAAAAGg/x5PHcQYoRW0/s400/comparar.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222573400162479250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;Imagem acima: Humprhey Bogart e Ingrid Bergman, Will Smith e Charlize Theron - amores impossíveis. Caberá à figura masculina a decisão correta, pautada por uma ética &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com desfecho conformista e chauvinista – viva a decisão masculina, a contenção das paixões, e o modelo convencional de família – os momentos finais eliminam toda e qualquer analogia com o drama ou a tragédia. O que resta é um otimismo meio bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para um filme dublado em um Shopping vazio e repleto de adolescentes, &lt;em&gt;Hancock &lt;/em&gt;cumpre sua função: provoca as risadas, umedece as pálpebras e desperta nas novas gerações o reconhecimento da supremacia masculina e as benesses da fidelidade conjugal. Will Smith ensina que os brutos também amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedagogia cristã, a preços módicos e ao alcance de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-515505596325839215?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/515505596325839215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=515505596325839215&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/515505596325839215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/515505596325839215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/hancock.html' title='Hancock'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpNpsxftfI/AAAAAAAAAGQ/8pBmLDvzUHo/s72-c/hancoock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3938851845632535890</id><published>2008-07-13T11:32:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T11:37:15.244-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kevin Smith'/><title type='text'>Procura-se Amy</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpK-toq-MI/AAAAAAAAAGI/Bajk_asnjt8/s1600-h/amy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpK-toq-MI/AAAAAAAAAGI/Bajk_asnjt8/s320/amy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222569159152040130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Procura-se Amy&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Chasing Amy&lt;/em&gt;), 1997. EUA. De Kevin Smith&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três filmes de Kevin Smith que assisti – &lt;em&gt;Dogma&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Império (do Besteirol) Contra Ataca&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Menina dos Olhos &lt;/em&gt;– não foram muito animadores. Tanto que nunca me interessei em conhecer outros trabalhos desse diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém &lt;em&gt;Procura-se Amy &lt;/em&gt;é uma comédia romântica consistente o suficiente para redimir todas as suas nulidades anteriores e posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelo final. Não há o &lt;em&gt;happy end &lt;/em&gt;costumeiro, Smith encontra uma forma inteligente de quebrar os clichês do gênero. Não vale a pena contar o final, mas posso adiantar que as comédias românticas iludem o espectador com desfechos irrealistas. Paixões e suspiros correspondidos só funcionam na tela do cinema, &lt;em&gt;A Rosa Púrpura do Cairo &lt;/em&gt;está aí, para não nos deixar esquecer essa lição de Woody Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, neste caso específico, o final é uma premissa coerente da história. O enredo consegue trabalhar muito bem com a tensão entre uma forma moralista e outra mais “esclarecida” de compreender os relacionamentos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Procura-se Amy &lt;/em&gt;não é um filme sobre declarações de amor, mas sim sobre o fracasso dessas declarações. Falar a verdade, confessar, explanar suas emoções, ao contrário da estrutura clássica do gênero, não conduz a uma situação de concórdia ou amor. A confissão implica em se expor ao trágico e ridículo, ao isolamento e a vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cinema muito pessoal, pois o diretor – que assim como Tarantino, não consegue ir muito além das referências &lt;em&gt;pops &lt;/em&gt;– faz poesia a partir de motivos escatológicos. O tema é o esdrúxulo, uma desvinculação definitiva entre amor e sexo. Um ataque frontal a ideologia reacionária do gênero, com suas eternas Megs Ryans e Sandras Bullocks, renovadas a cada década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro não comentar nada sobre o filme e deixar as surpresas – que aparecem de forma gradual – para o expectador desavisado. Mas que fique o lembrete de que não são pelas nossas expectativas que o filme se resolve. É um filme sobre procura, mas só sobre a procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3938851845632535890?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3938851845632535890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3938851845632535890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3938851845632535890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3938851845632535890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/07/procura-se-amy.html' title='Procura-se Amy'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ca2XqntuN2o/SHpK-toq-MI/AAAAAAAAAGI/Bajk_asnjt8/s72-c/amy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1502400162105189173</id><published>2008-06-14T16:13:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T05:21:23.697-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nigth Shyamalan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apocalipse'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Steven Spielberg'/><title type='text'>Fim dos Tempos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SFRRUVedVaI/AAAAAAAAAGA/tcv6PoOilgY/s1600-h/xuxu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SFRRUVedVaI/AAAAAAAAAGA/tcv6PoOilgY/s320/xuxu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211880078578636194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim dos Tempos &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The happening&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De Nigth Shyamalan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shyamalan decidiu mostrar que ele não é Steven Spielberg e que seu cinema passa muito longe da assepsia inaugurada pelos “filmes famílias”. Em seus atos iniciais &lt;em&gt;Fim dos Tempos &lt;/em&gt;causa incômodo ao expectador, mostrando cenas de violência de um modo que o público médio está desacostumado. Em determinado momento um personagem liga um cortador de grama e deita ao chão, esperando ser dilacerado, achamos que a cena será subentendida, mas o cineasta faz questão de mostrar o trucido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo discorre sobre ondas de suicídio que estão varrendo as grandes e pequenas cidades do leste americano. Sem explicações aparentes, as pessoas assumem um estado de transe e passam a buscar formas violentas de se matarem. Em meio ao caos provocado por esses impulsos auto-destrutivos da sociedade, uma família genuinamente americana busca a segurança nas áreas não afetadas. Um itinerário batido, que em alguns momentos chega a nos lembrar o decepcionante &lt;em&gt;Guerra dos Mundos &lt;/em&gt;(2005) ao revelar a impotência dos personagens em um contexto que lhes é hostil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pano de fundo aborda a questão da preservação do ambiente, os próprios protagonistas percebem as possíveis correlações entre a ação humana e a resposta da natureza. Raciocínio simplista e mecanicista, típico de um professor de ciências de uma &lt;em&gt;High School&lt;/em&gt;, aliás, personagem principal do filme, interpretado por Mark Wahlberg. De qualquer forma cumpre o objetivo de fornecer uma pseudo explicação para o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal debilidade do filme reside nas limitações das premissas, pois a narrativa se resigna a mostrar a fuga das multidões, focando em um grupo específico e, providencialmente, eliminando aqueles pobres personagens que só entraram na história para receberem uma morte violenta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ato final, surge uma nova personagem, acrescentando uma sub-trama completamente desnecessária que, inclusive, assemelha-se ao lunático de &lt;em&gt;Guerra dos Mundos&lt;/em&gt;, interpretado por Tim Robbins. Trata-se da senhora Jones, uma eremita que dá abrigo aos fugitivos, relevando um comportamento imprevisível e ameaçador – aliás, por um momento receei que ela pudesse ser um fantasma (vide &lt;em&gt;Sexto Sentido&lt;/em&gt;) ou então uma super-vilã (vide &lt;em&gt;Corpo Fechado&lt;/em&gt;)... mas ela só aparece na história para dar uns sustos extras no público (a essa altura, já maçado pela ausência de novos &lt;em&gt;happenings&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho tem o sabor de um anticlímax, sem apresentar um desafio final interessante e com uma resposta muito absurda para os problemas levantados ao longo da projeção. Depois de 70 minutos focados em um único grupo, parece coerente (para o expectador) aceitar que, se eles se safarem, o final pode ser considerado feliz, isto é, cai o pano sem maiores preocupações. A macro questão insinuada durante toda a narrativa – o alerta de Gaia contra o homem – se perde em meio a notícia final de uma gravidez. Temos um filme para a família e sobre a família, importa a preservação de alguns, o resto é desculpa, contextualização básica para as desventuras americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Guerra dos Mundos&lt;/em&gt;, mas com um pitadinha de Shyamalan. Nada de mais, nada de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1502400162105189173?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1502400162105189173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1502400162105189173&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1502400162105189173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1502400162105189173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/06/fim-dos-tempos.html' title='Fim dos Tempos'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SFRRUVedVaI/AAAAAAAAAGA/tcv6PoOilgY/s72-c/xuxu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-669799056333921108</id><published>2008-06-14T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T16:12:26.360-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Karim Aïnouz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nordeste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prostituição'/><title type='text'>O céu de Suely</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SFRPS0tdglI/AAAAAAAAAF4/4w8DskUB7_o/s1600-h/ceu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SFRPS0tdglI/AAAAAAAAAF4/4w8DskUB7_o/s320/ceu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211877853580067410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O céu de Suely&lt;/strong&gt;, 2006. Brasil. De Karim Aïnouz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente somos levados ao interior do nordeste para presenciarmos uma história universal. Claro está que é nessa estrutura que reside o problema principal de &lt;em&gt;O céu de Suely&lt;/em&gt;. O filme não consegue se decidir entre um viés etnográfico e uma perspectiva mais intimista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme enfoca a personagem Hermila, que deixou seu marido em São Paulo para regressar à terra natal. Ela volta para a cidadezinha de Iguatu trazendo seu filho. Embora satisfeita com o retorno, Hermila desiste de suas perspectivas otimistas ao perceber que seu marido a abandonou. O sentimento de perda e a precariedade material de sua vida a conduz a um estado de depressão e um vazio muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o filme consiga desenvolver essa premissa inicial, a direção muito rebuscada acabou por submergir os méritos dessa produção. A começar pela própria direção musical e efeitos sonoros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No afã de criar um registro etnográfico do interior cearense, o filme captou todo o som ambiente; as personagens conversam e, ao fundo, escutamos o barulho da moto, dos vendedores, do rádio de música evangélica. Porém esse recurso acaba se revelando redundante, é uma persistência documental, que não contribui com o desenvolvimento do enredo. Parece que nesse momento o filme esquece de se colocar como ficção, tornando-se relato de um viajante – no caso o diretor Karim Aïnouz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os efeitos sonoros acompanham o ambiente, a trilha musical já está mais próxima dos sentimentos de Hermila. Há inclusive uma música eletrônica tocada no filme que registra seu ritmo interno. Aliás, o mesmo pode ser dito sobre a direção de arte, que compôs interiores com tantos detalhes que serviram menos a trama e mais a essa tentação documentalista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Regional ou universal? É um registro da vida no nordeste ou uma discussão sobre os conflitantes sentimentos de uma mulher? Algum espertinho pode argumentar que são as duas coisas, que essas opções não são excludentes e que exigir da produção uma opção como essa é simplesmente &lt;em&gt;non &lt;/em&gt;&lt;em&gt;sense&lt;/em&gt;. Mas se fosse assim – ao menos nesse caso – o filme seria mais consistente, com um enredo menos desinteressante para o expectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermila decide mais uma vez abandonar Iguatu, querendo ir para o lugar mais longe possível – um reflexo do seu distanciamento para com seu próprio mundo. Naquela realidade social representada no filme não há nenhum elemento que explicaria essa decisão, por isso o recurso aos “recônditos do coração” da personagem. A única maneira dela conseguir essa fuga é através de uma forma mais branda da prostituição. Ela decide rifar seu corpo, o vencedor teria “&lt;em&gt;uma noite no paraíso&lt;/em&gt;” – aqui vemos uma caracterização regionalista de uma cidade pobre, sem muitas possibilidades de trabalho. Justamente o conectivo entre essas duas situações – o documentário e a ficção – que não é convincente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermila, que em sua rifa adota o nome de Suely, passa a abordar os homens tentando vender seus bilhetes. No mais, o filme percorre itinerários com certa previsibilidade, as discussões com a avó, a vivência com a amiga e o conflito com o novo namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém há momentos em que o filme sintetiza muito bem essas duas tendências (regional e universal). Como no momento em que ela percorre um estacionamento de caminhoneiro, a fugacidade da vida daqueles homens reflete seus sentimentos, momento no qual se inicia também sua exibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem, em si, é interessante, uma deslocada que aplaca suas tristezas na fuga, sua esperança é encontrar um lugar vazio – sem referências do passado e expectativas para o futuro. Por isso em suas vestimentas sempre há algo em azul, a chuchuquinha do cabelo, o anel, o brinco, a blusa, o brinquedo do bebê. Azul por que remete ao celeste e, nas seqüências finais do filme, quando vemos o céu, compreendemos finalmente o que ele significa para a personagem. Em plano geral a vegetação típica local, um quase nada se comparado ao azul que se estende logo acima das mirradas árvores e vai ao infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim novamente o universal e o regional se encontram, a conclusão se revela satisfatória e coerente, porém não consegue redimir o todo. Assim, &lt;em&gt;O céu de Suely &lt;/em&gt;pode ser colocado em uma estante bem ao lado de &lt;em&gt;Eu, tu, eles&lt;/em&gt;, na frente de &lt;em&gt;Abril despedaçado&lt;/em&gt;, mas bem atrás de &lt;em&gt;Central do Brasil&lt;/em&gt;, bem atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-669799056333921108?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/669799056333921108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=669799056333921108&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/669799056333921108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/669799056333921108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/06/o-cu-de-suely.html' title='O céu de Suely'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SFRPS0tdglI/AAAAAAAAAF4/4w8DskUB7_o/s72-c/ceu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1084125032605080946</id><published>2008-06-10T10:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T11:03:35.556-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fritz Lang'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marlene Dietrich'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='western'/><title type='text'>O diabo feito mulher</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SE7A0mwF-dI/AAAAAAAAAFw/LvmftASN8R4/s1600-h/lixo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SE7A0mwF-dI/AAAAAAAAAFw/LvmftASN8R4/s320/lixo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210313828902238674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O diabo feito mulher &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Rancho Notorious&lt;/em&gt;), 1952. EUA. De Fritz Lang&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor austríaco nos trás um filme original, bem ao gosto dos anos de ouro de Hollywood. Trata-se de um &lt;em&gt;western &lt;/em&gt;amargo, com alguns momentos de humor e um ar de tragédia anunciada desde o primeiro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dias antes de seu casamento, o honesto vaqueiro Verns Heskel recebe a notícia de que sua noiva foi assassinada por um bandido ao resistir aos seus assédios. Após perceber o desinteresse das autoridades pelo caso ele parte em busca da vingança, tendo como única pista a informação de que seu inimigo poderia estar em algum lugar chamado “Chuck-a-Luck”. Após meses de procura ele vem a saber que o local era uma fazenda destinada ao abrigo de foras da lei, comandada por Altar Keane (Marlene Dietrich).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se envolve em um enredo marcado por um triângulo amoroso (entre Vern, Keane e o galante French), dissimulações, intrigas e muito rancor. As falas de Keane são as mais cruéis, embora o olhar frio e vingativo de Verns Heskel denuncie sua decisão inabalável em eliminar o assassino de sua amada, afastando-o da composição “ideal” do mocinho. Em alguns momentos é um &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; com pretensões a um drama shakespeareano, onde um mal entendido pode conduzir um inocente à morte. Aliás, nem tanto, já que todos os hóspedes da fazenda Chuk-a-Luck são criminosos notáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que não há uma dicotomia clara entre os homens da lei e os vilões, tanto que o espectador pode se identificar com esses últimos. De qualquer forma o mundo da ordem ainda é a referência e na medida em que vemos Vern se afastar de sua antiga vida de fazendeiro, tornando-se um pistoleiro, percebemos que uma triste trajetória está a se concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem mais interessante, sem dúvida, é Altar Keane, uma mulher austera e vaidosa, ciente do seu declínio e decadência de sua beleza, mas mantendo sua feição orgulhosa. Não há lugar no &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; para as mulheres e, se ela sobrevive em tal meio, o preço a se pagar é alto. Antes uma dançarina de boate, agora uma fora da lei. Em sua face se percebe a tristeza, a resignação, mas a capacidade de resistir aos tempos, não importam quão difíceis sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme simples, mas inteligente, que surpreende pela ambigüidade moral dos personagens – os vilões possuem uma ética de grupo enquanto o herói usa de todos os meios para atingir seus objetivos. Contribuição de Fritz Lang ao gênero, conseguindo extrair do &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; uma narrativa mais melancólica do que o usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1084125032605080946?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1084125032605080946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1084125032605080946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1084125032605080946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1084125032605080946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/06/o-diabo-feito-mulher.html' title='O diabo feito mulher'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SE7A0mwF-dI/AAAAAAAAAFw/LvmftASN8R4/s72-c/lixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4626034732778492124</id><published>2008-06-07T18:33:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:46:30.683-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brad Pitt'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='western'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesse James'/><title type='text'>O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEs3pq5ZxiI/AAAAAAAAAFo/XGhCwv1NQOY/s1600-h/autor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEs3pq5ZxiI/AAAAAAAAAFo/XGhCwv1NQOY/s320/autor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209318583013328418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford&lt;/strong&gt; (The &lt;em&gt;Assassination of Jesse James for the Coward Robert Ford&lt;/em&gt;), 2007. EUA. De Andrew Dominik.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pertencemos à história, mas nosso indício no imenso caudal do tempo se apagará rapidamente. Nenhuma crônica será escrita sobre nós e, com o passar de poucas gerações, não haverá quem faça idéia de que um dia existimos; enfim, condenados ao esquecimento. Mas, alguns demonstram capacidade de deixar rastros e lembranças de suas ações, outros vão além, e abandonam os anais da história para ingressar na narrativa mítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesse James era um ladrão e assassino, mas, ainda em vida, já havia aedos interessados em perenizar seus feitos. Homem temido, odiado e amado por seus comparsas e pelo público médio, interessado nos foras da lei. Esse herói moderno padece da constante sensação de que seu fim se aproxima, pois quanto mais afamado, mais perseguido – não há lugar para o mito entre os vivos. Por isso, perscruta com singular sadismo os atos, intenções e até pensamentos daqueles que o rodeiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brad Pitt desempenha com maestria esse papel, dando um verossímil estoicismo ao seu personagem, que parece antever, desde o primeiro momento, sua extinção. Lembramos de Aquiles (interpretado pelo mesmo ator) que, em &lt;em&gt;Tróia&lt;/em&gt;, espera pela sua derrocada com igual coragem e resignação. A intrepidez e ousadia de Jesse James se revelam incongruentes com uma época na qual a imprensa cria figuras mais fantásticas que suas inspirações reais. Em um determinado momento, o criminoso lembra a um dos seus admiradores a falsidade daquelas bravuras descritas nos livretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oposto de Jesse James é Robert Ford (Bob), jovem de inteligência mediana, leitor de textos populares e que se enveredou pela admiração de um personagem cujo desempenho parece mítico. Quando Ford diz que “Ele é só um humano”, sua frase entoa um auto-descrédito. A dramaticidade do filme reside na lembrança da missão que caberá a esse simplório. Não há martírio maior do que a necessidade ou dever de assassinar seu próprio Deus. A vitória não é uma vitória, pois se Jesse James se revela um mortal, nada mais faz sentido, não há mais lugar para o maravilhoso no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;The Man Who Shot Liberty Vance&lt;/em&gt;, o idealista advogado (James Stewart) vive de uma glória que não a sua, foi seu rival quem abateu o temível bandido. Ao relatar (no final de sua trajetória) a verdade para um jornalista, este prefere manter a fábula, por ser mais poética e didática. Vemos aqui o mesmo desencantamento do mundo provocado pelo reconhecimento de que o herói pode morrer. Que Bob atirou em Jesse James todos sabem, porém, haveria algo de notável nessa execução? Poucos os que reconheceram a nobreza daquele tiro disparado pelas costas. Seu próprio autor acabou mergulhado na introspecção, obrigado a repetir indefinidamente (através de apresentações teatrais) aquele ato infame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punido com o esquecimento, pois Robert Ford não se eternizou nas memórias populares, nem recebeu, por muito tempo, o apreço da população, vezes ou outro lembrado, mas como o covarde, o covarde que matou Jesse James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: ótimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4626034732778492124?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4626034732778492124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4626034732778492124&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4626034732778492124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4626034732778492124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/06/o-assassinato-de-jesse-james-pelo.html' title='O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEs3pq5ZxiI/AAAAAAAAAFo/XGhCwv1NQOY/s72-c/autor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-2170861507708414782</id><published>2008-05-31T05:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-31T05:15:06.759-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emile Hirsch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='automóveis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Speed Racer'/><title type='text'>Speed Racer</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEE_X5732wI/AAAAAAAAAFQ/cJ5Oj5SIq7A/s1600-h/speed-racer-poster01t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEE_X5732wI/AAAAAAAAAFQ/cJ5Oj5SIq7A/s320/speed-racer-poster01t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206512324138490626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Speed Racer &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Speed Racer&lt;/em&gt;), 2008. EUA. De Andy Wachowski e Larry Wachowski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o ônibus e fui ao cinema assistir &lt;em&gt;Speed Racer&lt;/em&gt;. No caminho o trânsito estava engarrafado, como sempre, nas Mach 5 enfileiradas percebia-se a impaciência e o stress dos motoristas não tão indômitos quanto o personagem que dá título ao filme. Sem dúvida, se há alguma beleza ou grandeza no automobilismo sabe-se que são restritas a tela de projeção, pois, no mundo concreto (ou seria “de concreto”?), o que nos aguarda não são as manobras mirabolantes, mas sim o caos urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noventa por cento do filme pode ser jogado fora, incluídos as já citadas manobras mirabolantes (não há nada ali que nunca tenhamos visto) e aquele bla bla bla da importância da família e da defesa dos entes queridos. Visualmente, o produto final é arrojado, nos convence pela sua beleza, seu design, mas e daí? Não há como esquecer as gafes (que ninguém percebeu porque ninguém se importa) de se colocar uma criança para dirigir um automóvel ou o maravilhamento do público em observar veículos correndo em círculos e a queimar o tão escasso &lt;em&gt;Sangue Negro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém &lt;em&gt;Speed Racer &lt;/em&gt;nem almeja um diálogo com o mundo real, ele pertence à fábula, lugar de imaginários e atributos bem definidos. O pequeno empresário e o destemido aventureiro (heróis da mitologia capitalista clássica) que se antepõem à corrupta corporação e aos monopólios (vilões da mitologia capitalista moderna). Enfim a dicotomia está traçada e não podemos esperar mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, aqui há a surpresa positiva, que faz o ingresso valer a pena, explorando as ambigüidades de alguns personagens o que presenciamos são as novas atualizações do confronto entre Davi e Golias. Destaque para o personagem Speed Racer e seus imprevisíveis aliados, o Corredor X e Taejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emile Hirsch abandonou as terras selvagens do Alasca (e sua revolução espiritual) para desempenhar um novo papel, novamente épico. Speed Racer é um exímio (sim! Eu já usei essa palavra antes), há algo que ele pode fazer como ninguém, pilotar Mach 5 é mais do que um esporte. O volante se converte em suas mãos em um pincel, no qual ele descreve inusitadas curvas e singulares rotações e revoluções. Ele almeja ser o melhor, movido por um código de conduta que tende ao arcaico: sua intenção é provar a viabilidade do &lt;em&gt;self made man &lt;/em&gt;e da iniciativa individual em um universo marcado por corporações e embustes. Ele corre para se aproximar do seu irmão, que já não está mais entre os vivos, pois faleceu em empreitada semelhante. Na grande corrida, transparece em suas feições a agonia do processo criativo, ao final, seu semblante não traz a expressão da vitória, mas sim os sinais de exaustão física e mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Matthew Fox desistiu de ser um exemplo moral na Ilha da Fantasia e se mascarou para uma nova missão, dessa vez desempenhar a função do anti-herói, o liberal desiludido que decide enfrentar o sistema com táticas quase de guerrilhas. Misterioso, desafiador, mas confiável, Corredor X trás a imprevisibilidade às pistas, mas também revelas as diferentes manifestações da justiça, conseguindo cooptar o não menos ambíguo Taejo em sua Missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena emblemática do filme: momentos finais, o grande duelo se aproxima. Um novo carro sai das oficinas do Papai Racer, resultado dos esforços de toda a família. O jovem Speed se encontra no cock-pit, no seu belo automóvel branco e vermelho. Seu clã está em segundo plano, cansados e felizes, com macacões azuis e blusas vermelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo somente mais uma atualização da família americana, da bandeira pátria e das motivações individualistas que regem essa maravilhosa sociedade do ocidente. Os automóveis correm, mas nenhum piloto sabe ao certo o que o motiva, não faz mal, do lado de fora do cinema, no exterior do shopping, todos correm também, e, igualmente, desconhecem-se suas motivações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEE_75732xI/AAAAAAAAAFY/mZyJQeTtrB8/s1600-h/speed-family.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEE_75732xI/AAAAAAAAAFY/mZyJQeTtrB8/s320/speed-family.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206512942613781266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;font align=center&gt;Acima, vemos a bela bandeira americana&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-2170861507708414782?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/2170861507708414782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=2170861507708414782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2170861507708414782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/2170861507708414782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/05/speed-racer.html' title='Speed Racer'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/SEE_X5732wI/AAAAAAAAAFQ/cJ5Oj5SIq7A/s72-c/speed-racer-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5672913609807234679</id><published>2008-04-06T08:26:00.001-07:00</published><updated>2008-04-06T08:36:07.918-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ogro'/><title type='text'>Sangue Negro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R_jrzAwW_RI/AAAAAAAAACU/M6WTmDu39kU/s1600-h/sangue-negro-poster04t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R_jrzAwW_RI/AAAAAAAAACU/M6WTmDu39kU/s200/sangue-negro-poster04t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186154232525815058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sangue Negro &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;There Will Be Blood&lt;/em&gt;), 2007. EUA. De Paul Thomas Anderson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Atual contexto justifica as representações negativas do petróleo e posso adiantar que em vários momentos o filme é assustador. A música de fundo soa como um prenúncio fúnebre, mesmo nos momentos em que os personagens revelam uma comedida felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista parece saído de um conto de fadas, mas não é um cavaleiro ou príncipe, trata-se de um ogro que, no desenrolar da história, acaba por revelar suas sinistras facetas. Daniel Planiwiel é um perscrutador de petróleo que em finais do século XIX e começos do XX anda pelas terras da Califórnia, em companhia de seu filho, a procura de lugares para furar novos poços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio ele se apresenta como um empreendedor, ganancioso e ambicioso, mas humano. Na medida em que seu corpo passa a ser coberto pelo negro óleo e sangue (esses dois fluidos, afinal, não seriam a mesma coisa?) a sua malícia e desdém pela humanidade vêm à tona. Por vezes, ele surge como um Mefistófeles, disposto a comprar não só a terra, mas também a alma daqueles que cruzam seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua aparência rústica e burlesca esconde uma vocação arrivista insuperável. O personagem, na verdade, revela-se como uma profecia das futuras companhias petrolíferas que passariam todo o século XX a fender profundamente o solo, na incansável busca por esse sangue da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, no entanto, não se limita a esse personagem, ele traz uma série de seqüências e coadjuvantes que beiram o insólito. O jovem pastor Eli Sunday se expõe como o contraponto àqueles que buscam o petróleo. Ele é o elemento pré-moderno da sociedade que tenta hostilizar a racionalidade e indiferença das técnicas contemporâneas. Como todo passadista o que ele mais ressente é a perda do controle sobre a comunidade tradicional, o que, no filme, pode ser lido como a chegada de Planiwiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diversos embates entre Sunday e Paliniwiel marcam claramente o que cada um está disposto a ceder para conquistar os objetivos. Trata-se do confronto entre a alienação religiosa pentecostal e a ganância ensandecida do capitalismo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das cenas mais fortes é aquela seqüência na qual Daniel Planiwiel corre com seu filho ferido no colo, atrás si está um poço a expelir um denso jacto negro. A música no fundo (mecânica, impessoal, sinistra) confirma o evidente: algo começou a dar muito errado. Em poucos segundos, as chamas se ascendem e se propagam, com elas se incinera o restante da alma desse homem do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cenários, o acompanhamento musical e os personagens sugerem, de forma inequívoca, que a busca daqueles homens é pela poção infernal. Bebida do Demo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Demo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Ótimo &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5672913609807234679?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5672913609807234679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5672913609807234679&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5672913609807234679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5672913609807234679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/04/sangue-negro.html' title='Sangue Negro'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R_jrzAwW_RI/AAAAAAAAACU/M6WTmDu39kU/s72-c/sangue-negro-poster04t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7120768071120321574</id><published>2008-04-03T11:06:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T11:29:49.056-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trash'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alberto Sciamma'/><title type='text'>Língua Assassina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R_UeNAwW_QI/AAAAAAAAACM/O43FputDS78/s1600-h/LINGUA-ASSASSINA-BLOG2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R_UeNAwW_QI/AAAAAAAAACM/O43FputDS78/s200/LINGUA-ASSASSINA-BLOG2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185083754876960002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua Assassina &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Killer Tongue&lt;/em&gt;), 1997. E.U.A./Espanha (?). De Alberto Sciamma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns filmes são tão ruins, mas tão ruins, que eles conseguem se tornar bons. Claro, a maior parte dos filmes mal feitos, mal dirigidos e mal produzidos são resultados da falta de habilidade ou capacidade de alguns dos envolvidos. De um modo geral, o problema começa no roteiro e se centra, sobretudo, na atuação do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, &lt;em&gt;Língua Assassina&lt;/em&gt; não pode ter uma “ruindade” acidental, todo o ridículo e absurdo do filme deve ter sido cuidadosamente planejado. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O namorado de Candy vai sair da prisão, ela, junto com seus poodles vai ao seu encontro. No caminho Candy e seus cachorros sofrem mutação, os caninos se transformam em espalhafatosas &lt;em&gt;drags queens &lt;/em&gt;e a língua da garota ganha vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A língua da garota ganha vida. Entenderam o alcance disso? A língua dela se torna um ser consciente e independente de sua vontade. Assim, a língua começa a matar pessoas, a proteger sua dona (!) e a fazer sexo com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Candy é seduzida pela sua própria língua! Candy passa a ter um relacionamento com sua própria língua – tem que repetir várias vezes, senão nem quem assistiu ao filme acredita!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tudo? Claro que não? Os diálogos são para lá de inspirados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candy fala para o seu poodle que não está mais conseguindo resistir ao controle da língua, e a drag dog responde: “&lt;em&gt;Não há nada errado com isso, você é só uma garota que não sabe dizer não&lt;/em&gt;”. Outras frases primorosas são ditas pela língua, que também é falante: “&lt;em&gt;Eu sou seu único, eu sou seu máximo&lt;/em&gt;”. Para completar o show, há alguns planos subjetivos da língua, vemos suas vítimas do ponto de vista da boca de Candy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tudo? Quem nos dera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem falei da freira muda que, no decorrer do filme, começa a ficar cada vez com menos roupa e a ter ataque de êxtases sensuais. Mas sem sombra de dúvida o destaque – além da língua, claro – fica para Robert Englund (o Fredie da &lt;em&gt;Hora do Pesadelo&lt;/em&gt;) que interpreta um policial mais surreal do que a própria língua. Ele ama seus detentos, ele odeia seus detentos, ele quer matá-los, mas, ao mesmo tempo, dá uma arma para eles se protegerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não consegui compreender o filme completamente – qual é a da Candy? Qual é a do namorado dela? Qual é a da freira? Mas uma coisa é certa, se Alberto Sciamma tentou fazer um filme maravilhosamente ruim, ele conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troféu &lt;em&gt;Ed Wood &lt;/em&gt;para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: péssimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7120768071120321574?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7120768071120321574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7120768071120321574&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7120768071120321574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7120768071120321574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/04/lngua-assassina.html' title='Língua Assassina'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R_UeNAwW_QI/AAAAAAAAACM/O43FputDS78/s72-c/LINGUA-ASSASSINA-BLOG2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-6513756171796209653</id><published>2008-03-29T07:11:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T16:53:39.207-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jon krakauer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emile Hirsch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sean Penn'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='wilderness'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristopher McCandless'/><title type='text'>Na natureza Selvagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5OgQwW_MI/AAAAAAAAABs/zmzyBWdk7Vc/s1600-h/na-natureza-selvagem-poster01t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5OgQwW_MI/AAAAAAAAABs/zmzyBWdk7Vc/s320/na-natureza-selvagem-poster01t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183166537310600386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na natureza selvagem&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Into the wild&lt;/em&gt;), 2007. EUA. De Sean Penn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás desse filme há um homem que quase morreu no Everest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto essa história tem uma poesia que nem todos podem compreender. Na &lt;em&gt;natureza selvagem&lt;/em&gt; se baseia no livro homônimo do aventureiro Jon Krakauer que também é autor de &lt;em&gt;No ar rarefeito &lt;/em&gt;(no qual ele relata sua escalada ao Everest em uma das expedições mais trágicas da história do alpinismo daquela montanha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o filme, tem direção e roteiro de Sean Penn e, de forma bem eficiente, consegue transmitir o fascínio que os lugares inóspitos exercem sobre algumas pessoas. O enredo, a propósito, é muito mais do que isso, uma vez que relata a trajetória de um rapaz que, ao sair da universidade, decide se tornar um viajante, tendo como objetivo acampar no Alasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma viagem pelos Estados Unidos, bem ao estilo de Jack Kerourac, que mais parece se assimilar a um percurso introspectivo. Nessa caminhada o jovem Christopher McCandless se torna Alex Supertranp, o andarilho. O que vemos, na verdade, é a recusa ao padrão de vida materialista americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada parada, em cada quilômetro andado, Alex conhece novas pessoas, que, assim como ele, aspiram escapar desse sonho consumista ocidental. O jovem rapaz se mostra resoluto em sua disposição de cruzar a fronteira e encontrar o &lt;em&gt;wilderness&lt;/em&gt;. Como Supertranp insinua, seu interesse é a fuga da civilização e opressão, representadas no hipócrita e destrutivo modo de vida dos seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de Sean Penn se revela bem sucedida ao criar composições que metaforizam o entendimento do jovem aventureiro. As paisagens naturais aparecem como um plano geral e os embates com a natureza assumem a alegoria de obstáculos que esse jovem coloca a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outros autores, Christopher McCandless é leitor de Tolstoi, o que explicaria sua ânsia por uma vivência simples na natureza que se contrapõe aos vícios da cidade. Em uma cena bem emblemática, o rapaz percorre por uma cidade, enquanto se questiona se deve buscar, ao menos por algum tempo, um pouso mais fixo. Contudo as mazelas da cidade, as desigualdades e a sociedade das aparências o empurram novamente em direção àquela estrada que vai para o Alasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém pode negar suas origens de todo. Supertramp nunca deixará de ser McCandless – conforme várias vezes será lembrado em sua trajetória. Ele não é um caçador, ele não é um nativo do Alasca, ele é simplesmente o belo e jovem branco de classe média alta. Cabe questionar sua prontidão para um desafio dessa envergadura proposta. Até onde ela é verdadeira? Mesmo Tolstoi teve que retornar à civilização; por que seria diferente com Supertramp?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não nos esqueçamos que por trás desse filme (contribuindo com o roteiro de Sean Penn) está Jon Krakauer, alguém que quase morreu nas montanhas. Estamos falando de homens para os quais a vida ou a morte se coloca como questão secundária: superar o obstáculo, sentir a fragilidade da vida em seus ínfimos é o que importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aventureiros, simplesmente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-6513756171796209653?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/6513756171796209653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=6513756171796209653&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6513756171796209653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6513756171796209653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/na-natureza-selvagem.html' title='Na natureza Selvagem'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5OgQwW_MI/AAAAAAAAABs/zmzyBWdk7Vc/s72-c/na-natureza-selvagem-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-5255112058812914322</id><published>2008-03-29T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T07:10:19.989-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Princesa Diana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rainha'/><title type='text'>A Rainha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5NOQwW_LI/AAAAAAAAABk/IpQNGTIsDjs/s1600-h/rainha-poster01t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5NOQwW_LI/AAAAAAAAABk/IpQNGTIsDjs/s320/rainha-poster01t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183165128561327282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Rainha &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The Queen&lt;/em&gt;), 2006. Inglaterra/França/Itália. De Stephen Frears.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um forte diálogo com a cinematografia clássica, ao enfocar a biografia de um personagem de forma pouco ambígua (optando por uma coerência quase impossível à natureza humana), pois &lt;em&gt;A Rainha &lt;/em&gt;é um filme de um personagem só, a monarca inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não concordemos com todas as ações dessa personagem, imediatamente simpatizamos com ela, com aquela inteligência aristocrática e soberba não excessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha da Inglaterra é uma mulher clássica que tem de enfrentar a voracidade da mídia e da cultura de massa. Valores como elegância, contenção, descrição se chocam com a necessidade de exposição, com a exigência de uma relação quase umbilical com os meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana entendia isso, mas Elizabeth II não. Esse é o grande valor do filme, mostrar descompassos entre comportamentos diferentes, mas se focando em uma única personagem. Ela é chave para entendermos os paradoxos da monarquia inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A monarca vem de uma época onde a ostentação é motivo de censura, basta ver que não há nenhum luxo excessivo ao seu redor, até mesmo o televisor, em um dos aposentos, não é dos mais recentes. Claro, a rainha da Inglaterra veio de uma época ainda marcada pela carestia instaurada com a Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens que a rodeiam são um contraponto interessante, como o primeiro Ministro Tony Blair, que gradualmente vai se simpatizando com as posições da rainha – na verdade há uma certa insinuação, muito deliciosa, de que Blair é um capacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra insinuação divertida é quando percebemos que príncipe Charles é um covarde, com receio de ser atingido pela onda de insatisfação popular contra a monarquia, quanto a sua recusa de lamentar publicamente a perda da princesa Diana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desafiador filme sobre o contemporâneo, sua propostas é a de ser analítico, sem levantar bandeiras para algum dos lados. Essa suposta isenção contribui para a narrativa, o que evita as prováveis pieguices de uma história muito centrada em uma única personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada apelativo, nenhuma cena, nenhum acompanhamento musical. Nossa adesão a rainha é mais racional do que emotiva, sentimos certa empatia para com essa dama que lastima o azar de não ter o direito ao voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única ressalva fica para aquela cena em que Tony Blair dá um chilique danado ao ouvir uma crítica à rainha, gordurinha totalmente desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme de boas interpretações, filme de boa direção, bem incrustado na filmografia clássica. Não inova, mas convence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-5255112058812914322?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/5255112058812914322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=5255112058812914322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5255112058812914322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/5255112058812914322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/rainha.html' title='A Rainha'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5NOQwW_LI/AAAAAAAAABk/IpQNGTIsDjs/s72-c/rainha-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-6098752853890935361</id><published>2008-03-29T06:52:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T06:55:32.912-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='virgem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Steve Carrell'/><title type='text'>O Virgem de 40 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5KOwwW_KI/AAAAAAAAABc/aUl8VY3RpJk/s1600-h/virgem-de-40-anos-poster02t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5KOwwW_KI/AAAAAAAAABc/aUl8VY3RpJk/s320/virgem-de-40-anos-poster02t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183161838616378530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Virgem de 40 anos&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The 40-Year-Old Virgin&lt;/em&gt;), 2005. EUA. De Judd Apatow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse católico, mais cedo ou mais tarde teria que confessar (pois para eles, esse é um sacramento importante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pequei padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que meu filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assisti ao filme &lt;em&gt;O virgem de 40 anos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senti vontade de matar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem fez aquele filme não merece viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O filme é tão ruim assim meu filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É sim padre. Sabe aquela história de “&lt;em&gt;loser or winner&lt;/em&gt;”, defesa da monogamia, culpabilização do onanismo e pornografia? Pois é, o filme é sobre tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então o filme não é tão ruim assim! Pois nós acreditamos nisso!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Padre, o cara tem quarenta anos, nunca fez sexo, tem um quarto cheio de brinquedos, é infeliz e anti-social. Um dia seus amigos descobrem seu “segredinho” e tentam ajudá-lo a ter uma primeira transa (desculpe o palavreado padre). O cara se apaixona e cresce, isso significa: livrar dos seus brinquedos, ser promovido no trabalho e desenvolver relação estável com uma única mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aonde você quer chegar meu filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem padre, o sexo nessa concepção é prisão e não libertação. Amar significa seguir o &lt;em&gt;American Way of Life&lt;/em&gt;. Isso sem falar da forma negativa como as mulheres são apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas meu filho, esse filme é extremamente conservador, exatamente o discurso que prezamos. Tem tudo a ver com nossa cabeça retrógrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Padre, ele só faz sexo depois de construir uma relação estável, isso aos 40 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deus o abençoe por isso. É bom ver que o cinema americano ainda se preocupa com os bons costumes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que não sou católico, para não sentir culpa por desejar uma morte dolorosa para todos aqueles envolvidos com essa obra prima do pseudo-puritanismo americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Péssimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-6098752853890935361?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/6098752853890935361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=6098752853890935361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6098752853890935361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6098752853890935361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/o-virgem-de-40-anos.html' title='O Virgem de 40 anos'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R-5KOwwW_KI/AAAAAAAAABc/aUl8VY3RpJk/s72-c/virgem-de-40-anos-poster02t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4311899847362705892</id><published>2008-03-09T10:19:00.000-07:00</published><updated>2008-03-09T10:41:56.266-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='George Bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Moore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Sicko SOS Saúde</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9Qf2YPlakI/AAAAAAAAABU/S_dh-uDgx-8/s1600-h/sos-saude-poster01t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9Qf2YPlakI/AAAAAAAAABU/S_dh-uDgx-8/s320/sos-saude-poster01t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175796890836757058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sicko – S0S Saúde&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Sicko&lt;/em&gt;), 2007. De Michael Moore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protozoários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ver Michael Moore fazer um filme sobre protozoários. Já não há como fechar os olhos para suas limitações técnicas e artísticas. Ele insiste sempre nos mesmos argumentos, não conseguir ir além de uma crítica muito rasteira à administração Bush e seus percussores republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua nova abordagem se refere à corrupção e falência dos planos de saúde norte-americanos, como também à ausência de um sistema médico público. Nos Estados Unidos somente aqueles que detêm recursos financeiros podem ter acesso aos hospitais. No país sede do capitalismo o direito à vida também é uma mercadoria. As revelações de Moore são capazes de impactar até os brasileiros insatisfeitos com os sistemas públicos ou privados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisco dizer que nossos problemas na área médica nem de perto se comparam à situação caótica e lastimável vivenciada pelos Estados Unidos. Vemos, na prática, que iniciativa privada e baixa intervenção do governo trazem um resultado bem diferente daquele prometido pelo discurso dito neoliberal. Curiosidade à parte é observarmos a tal conhecida estupidez do americano médio, aprendendo, desde pequeno, a acreditar que sistema de saúde público é uma prática socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo elogio deve ser feito ao filme de Moore, seu interesse em desvelar as mazelas do país e questionar a suposta liderança americana – que ao julgar pelas revelações do filme se restringem ao campo bélico. No entanto, as ferramentas com as quais o cineasta trabalha são limitadas, seus recursos são melodramáticos, apelativos, sensacionalistas. Sua câmera é impertinente e deselegante, não há privacidade a ser respeitada, prevalece certo sadismo na coleta dos sofrimentos individuais, que supostamente se justificariam em proveito de uma causa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria estrutura do filme é desinteressante, restringe-se a comparar os Estados Unidos com o Canadá, a Inglaterra e a França, em um modo de argumentação que não respeita as diferenças e seleciona arbitraria (e inescrupulosamente) os aspectos que lhe interessa. Uma das suas atitudes é mostrar que o padrão de consumo dos médicos europeus é tão alto quanto o americano. Em certo momento ele pergunta a uma família francesa de classe média alta se ela é feliz. A resposta é mais ou menos a seguinte: “&lt;em&gt;Tenho uma casa cara, um carro caro, recursos e uma esposa branca, como não seria feliz&lt;/em&gt;?”. Em momento algum a sociedade de consumo é posta em xeque, erro fatal na argumentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento mais constrangedor é quando Moore tenta conduzir bombeiros e voluntários que adoeceram durante os trabalhos de resgate do 11 de setembro à prisão de Guantánamo. A argumentação do cineasta é que os prisioneiros (leia-se perigosos terroristas...) estavam recebendo tratamento médico melhor que o oferecido aos “heróis americanos”. Ele chega a essa conclusão ao ouvir vídeos dos altos militares afirmando a qualidade das instalações do presídio. Aqui, Moore se aproxima em excesso do &lt;em&gt;stupid white man &lt;/em&gt;que ele tanto critica. Será que ele não percebeu o caráter propagandístico daquelas declarações? Ou ele simplesmente desconhece as barbaridades que ocorrem naquela prisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém deveria ter avisado a Michael Moore que seria contraproducente um centro de tortura não ter uma instalação médica adequada. Em certo momento ele diz que sua intenção era que os heróis do 11 de setembro recebessem o mesmo tratamento aplicado aos detentos. Pobre americano ingênuo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a seqüência seguinte consegue minimizar o mal estar causado por essa falha insuperável. Ao não obter resultados em Guantánamo, Moore conduz seus acompanhantes até a ilha infernal, no intuito de mostrar a superioridade do sistema médico cubano. Divertido, capaz de agradar os anti-americanistas de plantão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapa na cara. Do Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remédios que custam mais de cem dólares na terra da livre iniciativa podem ser adquiridos por centavos em qualquer farmácia de Havana. Uma das doentes que acompanham Moore não resiste a essa informação e cai em prantos – compreensível, tal discrepância é demais para qualquer ser humano. É ela quem diz a melhor frase do filme, sintetizando muito bem a argumentação da exposição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Vou levar uma maleta cheia para casa&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a armação de Michael Moore novamente vem à tona. Ele organiza (é claro que foi ele!) uma confraternização com os bombeiros cubanos, na qual fica evidente o artificialismo da situação. Os soldados, em uma formação muito descuidada, com uma expressão de total desentendimento. Constrangimento visível dos bombeiros americanos em cumprimentar os cubanos. Afinal, tudo bem que receberam tratamento gratuito, mas um inimigo ainda é um inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa. O que vale é provar que George W. Bush e os republicanos são incompetentes. Mas o filme poderia ser muito mais; um desconcertante questionamento sobre os embates entre Estado de Direito e corporações transnacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Moore contempla o busto de Marx, mas não está pronto para um dialogo. Afinal, um liberal radical ainda é um liberal. É possível que esse polemista se torne um grande documentarista. Mas enquanto isso seria aconselhável abordar temas menos polarizadores. Protozoários, minha sugestão são os protozoários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4311899847362705892?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4311899847362705892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4311899847362705892&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4311899847362705892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4311899847362705892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/sicko-sos-sade.html' title='Sicko SOS Saúde'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9Qf2YPlakI/AAAAAAAAABU/S_dh-uDgx-8/s72-c/sos-saude-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-6059000093352540180</id><published>2008-03-09T09:51:00.000-07:00</published><updated>2008-03-09T10:19:28.531-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='racismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comédia'/><title type='text'>As Branquelas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9QWOoPlaiI/AAAAAAAAABE/2WBJAx3zPXw/s1600-h/branquelas-poster01t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9QWOoPlaiI/AAAAAAAAABE/2WBJAx3zPXw/s320/branquelas-poster01t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175786312332306978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Branquelas &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;White Chicks&lt;/em&gt;), 2004. EUA. De Keenan Ivory Wayans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois policiais negros se disfarçam em garotas brancas, as típicas “patricinhas”, pertencentes às classes mais abastadas. Objetivo: prender os vilões, os criminosos, os infratores e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comédia, excelente comédia. Não há nada mais engraçado do que ver um negro fingindo ser um(a) branco(a). Comédia, excelente comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não ri, pois estava mais preocupado em entender a segregação étnica americana. É motivo de piada ver um negro se fingindo de branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento em que os dois agentes, disfarçados de garotas, dançam “&lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt;” na boate é imperdível. Brancas dançando música de negro, pura chacota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ri demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também temos outro personagem negro, o atleta típico: musculoso, machista e sem cérebro – cujo objetivo de vida são os &lt;em&gt;afairs &lt;/em&gt;(adoro meus eufemismo) com as mulheres brancas. Muito engraçado, morri de rir. Comédia da boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de filmes norte-americanos sobre troca de identidades, seja envolvendo gênero ou etnia, é bem sugestiva. Dentro de uma vida consumista, o novo é tudo, a experimentação é a diretriz principal, almejam-se novas identidades, a quantidade de cirurgias plástica que o diga. Em um filme, é o jovem que vira velho, em outro é o homem que vira mulher, ainda temos o caso em que se transforma em um animal, isso sem lembrar as trocas de posições sociais (de mendigo a presidente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No presente caso, somos agraciados com duas mudanças, de homem para mulher, de negro para branco. Não vou discutir o racismo americano, pois já virou clichê. Michael Jackson surge como o símbolo máximo dessa era; a referência ao seu nome já resume a discussão por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como comédia o filme não se realiza, mas sugiro outra categoria ... &lt;em&gt;trash&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Péssimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-6059000093352540180?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/6059000093352540180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=6059000093352540180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6059000093352540180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/6059000093352540180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/as-branquelas.html' title='As Branquelas'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9QWOoPlaiI/AAAAAAAAABE/2WBJAx3zPXw/s72-c/branquelas-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1823225869643640147</id><published>2008-03-08T06:07:00.000-08:00</published><updated>2008-06-10T11:10:08.437-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mal assombrada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor materno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orfanato'/><title type='text'>O Orfanato</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9Ke54PlahI/AAAAAAAAAA8/HGJRanUK6UE/s1600-h/orfanato-poster10t.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9Ke54PlahI/AAAAAAAAAA8/HGJRanUK6UE/s320/orfanato-poster10t.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175373638989605394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Orfanato&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;El Orfanato&lt;/em&gt;), 2007. México/Espanha. De Juan Antonio Bayona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um, dois, três, toca na parede.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns imaginários são persistentes e eficientes. Recentemente, em vistia por uma cidade, tive a oportunidade de visitar um antigo casarão sobre o qual circulam algumas lendas acerca de sua propriedade mal-assombrada. Aparentemente era uma construção comum, genuíno exemplar da arquitetura de fazenda do setecentismo mineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratava-se de um sobrado de dois andares, construído em pau-a-pique, com assoalho em tábuas largas e algumas divisórias de madeiras, também possuindo vários cômodos, alcovas, porões e despensas. Supostamente, uma família inteira adoeceu de bexiga e pereceu, sendo sepultados em uma das alas do porão. O proprietário, meio bobamente, me relatou as estranhas ocorrências que ele pode observar quando morava no local, como os vários barulhos que ele escutava durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma casa de madeira de quase trezentos anos escutar barulhos é mais do que normal, aliás, sobrenatural seria não ouvir a madeira dilatar... Enfim, todo modo, esse casarão tem um bom potencial para nos assustar e nos fazer esperar o confronto com o sobrenatural. Imaginem: um pequeno ruído no porão às três da manhã. Vale a pena descer as escadas? Abrir as portas? Ir conferir o que te espreita na escuridão? O que te motivaria a procurar o desconhecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente a representação cinematográfica da casa mal-assombrada se assenta em elementos do imaginário popular. A noção de que alguns espaços contenham conexões com o além é uma recorrência antiga, acionada em diversas ocasiões. O caso do cemitério parece ser o exemplo mais característico: espaço dos vivos para o descanso dos mortos. Curiosamente, é pouco comum que os filmes de terror se ambiente nessas paragens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, o cemitério seria local de harmonia e equilíbrio, onde os dois mundos se respeitam. Situação contrária é a de uma casa antiga, na qual há rastros fantasmagóricos que insistem em perambular pelos lugares em que habitavam quando vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes sobre casas mal-assombradas têm recursos limitados para nos surpreender – somos capazes de antecipar os principais desdobramentos. E é esse aspecto que eu destaco em &lt;em&gt;O Orfanato&lt;/em&gt;, trabalho bem feito que consegue nos conduzir a momentos de suspense, mas que, apesar da inteligência do seu desenvolvimento, tem um roteiro incapaz de extrapolar certas convenções do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura, seu esposo e o filho adotivo Simon se mudaram para a casa na qual ela vivera no passado, quando então abrigava um orfanato. Sua intenção é poder cuidar do seu filho que tem uma grave doença. No entanto, o garoto alega estar em companhia de outras crianças. A princípio, Laura não levará a sério essas brincadeiras, até se convencer de que realmente há uma força sobrenatural tentando afastá-lo do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os casarões mal-assombrados são elementos recorrentes nas narrativas fantásticas as odisséias das mães que não medem esforços para proteger ou salvar seus filhos também é outro tema constantemente abordado. Convicções de que as mulheres seriam capazes de atravessar o reino dos mortos para salvar seus rebentos. Trata-se de uma atualização do mito do amor materno, de que as mães, por natureza, são protetoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais aparecem como o elemento racional, aqueles que se restringem ao campo da lógica e da virilidade para salvar seus filhos. Do amor paterno, espera-se o empunhar das armas e a defesa ao lar, mas o contato como o outro mundo (inconstante e imprevisível) ainda é tarefa feminina. Seriam atualizações do machismo oitocentista? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias sub-tramas no filme que impedem que o expectador desvende o desfecho da história. A criança desaparecida teria sido seqüestrada por uma antiga funcionária? Ou raptada pelos fantasmas do orfanato? Aliás, esses seres existiriam ou seria apenas a imaginação de algumas mulheres histéricas? É de se questionar as causas pelas quais as assombrações sempre preferem aparecer para mulheres e crianças. Seriam incapazes de confrontar a masculinidade e cientificidade dos homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez. Mas em &lt;em&gt;O Orfanato&lt;/em&gt;, quando o horror já transparece em sua totalidade, Carlos, marido de Laura, prefere negar o ocorrido e opta por abandonar a residência. O que transparece em sua fisionomia é o medo do desconhecido e o rancor por sua esposa, que insiste em buscar o intangível. Aliás, sua expressão nos antecipa qual será o destino de Laura, algo pelo qual, no meio da narrativa, eu já esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, se a resposta ao enigma é surpreendente (&lt;strong&gt;&lt;u&gt;e extremamente cruel&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;), o desfecho do filme (ao menos para mim) não surpreende. Final típico para o gênero que se o leitor pensar em outros exemplares já vistos, há de saber a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o dado mais curioso é que o enredo só involuntariamente se tornar uma história de terror. Isso é dito na primeira cena, quando vemos o orfanato na época de Laura, a fotografia iluminada, a paisagem bucólica e a alegria das crianças dizem inequivocamente que aquele espaço é o recanto dos pequenos, lugar seguro e nada ameaçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o garoto Simon, desde o começo, já tivesse uma relação “natural” com o outro mundo, em momento algum ele se encontrava em perigo. A projeção trilha o curso do terror somente em função dos equívocos cometidos e das falhas humanas. Não há como associar o orfanato ao espaço maligno e hostil, pelo contrário, ao final ele pode ser visto como o paraíso perdido. Território benigno e de complacente repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um, dois, três, toca na parede.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1823225869643640147?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1823225869643640147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1823225869643640147&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1823225869643640147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1823225869643640147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/o-orfanato.html' title='O Orfanato'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/R9Ke54PlahI/AAAAAAAAAA8/HGJRanUK6UE/s72-c/orfanato-poster10t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1207616484558816604</id><published>2008-03-01T05:57:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T03:50:20.447-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='União Soviética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tom Hanks'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra Fria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islamismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charlie Wilson'/><title type='text'>Jogos de Poder</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Jogos de Poder&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Charlie Wilson’s War&lt;/em&gt;), 2007. EUA. De Mike Nichols&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de um desfecho desfavorável no Iraque tem preocupado largos setores da sociedade americana, da população leiga aos políticos, dos militares nacionalistas a intelectualidade esclarecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, várias produções hollywoodianas têm abordado esse tema, com maior ou menor habilidade. Mike Nichols é um cineasta crescido e, supõe-se, ele sabe o que está fazendo. Ora, que Nichols siga a corrente política que bem entender, mas em sua idade a ingenuidade é algo que não cai bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Jogos de Poder &lt;/em&gt;(tradução idiota) temos um genuíno exemplar da direita americana. A projeção nos surpreende desde o começo, quando o nome de Charles Wilson aparece pintado nas cores azul e vermelha, projetado, em seguida, sobre uma bandeira americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como narrativa conservadora, o filme possui uma visão teleológica e facistóide da história. No decorrer de uns 90 minutos somos convencidos do argumento de que aos Estados Unidos cabe o direito de ditar o curso do mundo. Em começos dos anos oitenta a União Soviética invadiu o Afeganistão, iniciava-se um conflito de forças desigual, no qual a população do país invadido tentava, de forma desesperada, resistir ao avanço do exército vermelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Houston, uma socialite, com dons de profetiza, enxergou que essa era a possibilidade da democracia americana derrotar o império comunista. Ela sugere ao congressista Charlie Wilson que intensifique o auxílio bélico ao Afeganistão, com intuito de superaquecer os gastos soviéticos, levando-os a bancarrota. Concepção voluntarista da história, na qual duas pessoas puderam decidir os acontecimentos mais marcantes do último quartel do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em última análise, o que se prescreve é que o império soviético estava pré-determinado à falência, o que revela um desconhecimento da dinâmica interna dessa potência. A experiência socialista foi encerrada unicamente porque um congressista, apreciador de bebidas, cocaína e mulheres (até que ele é um cara legal), concluiu que caberia ao governo americano a missão de salvar os afegãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, trata-se de uma salvação. Pois o cruel Império Soviético invadiu o Afeganistão. Pois o cruel Império Soviético entrou em uma guerra desigual, usando modernas tecnologias contra rifles ultrapassados. Pois o cruel Império Soviético atirou contra a população civil, destruiu suas casas e torturou pessoas indefesas, aleijando mulheres e crianças. Como o exército soviético é cruel. A democracia americana jamais cometeria tais deslizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas do exército vermelho são caricatas, resquícios da propaganda da Guerra Fria. Em um momento, a câmera mostra a perspectiva das armas dos helicópteros russos que atiram contra os civis, a música de fundo é um hino soviético. Em outra cena, antes de partir para o combate, antipáticos soldados riem cinicamente da desgraça dos afegãos, demonstrando total insensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa denúncia, feita justamente pelo país que inventou o conceito de guerra cirúrgica, só pode ser um sarcasmo pré-meditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem do filme é clara. Ela diz: “Armamos os fundamentalistas, pois eles foram necessários para combater o exército vermelho. Naquele momento essa ação contribuiu com a democracia, infelizmente perdemos o controle sobre esses grupos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não deixa de ser uma verdade, mas, chamar a &lt;em&gt;realpolitik &lt;/em&gt;contemporânea de luta pela liberdade universal já é ume exagero. Aliás, em outra cena, surge novo vidente para alertar que, em um futuro próximo, aqueles mulçumanos gritando o nome de Deus seriam um problema para a América. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teleologia: o islamismo estaria pré-determinado a se voltar contra o “Ocidente”. A América não teria participação nenhuma nesse processo, esqueça-se a proteção a Israel, suas pretensões geopolíticas e a insaciável sede de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns momentos da narrativa deslizam para a pieguice explícita, quando Charlie Wilson visita o campo de refugiados no Paquistão, comovendo-se com a miséria local. Cabe questionar a possível reação desse humanitário político perante a destruição que sua democracia promoveu no Vietnã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o que &lt;em&gt;Jogos de Poder &lt;/em&gt;esclarece é a legitimidade da espionagem, o direito dos Estados Unidos interferir de forma direta ou não na vida de outros países. Desde que estejam no sentido contrário do bem comum, que só por acaso coincide com seus interesses particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dos piores momentos do filme, Charlie Wilson confessa para sua assistente puxa-saco seu amor pela América. Os olhos da garota (bem bonitinha por sinal) lacrimejam e ela transparece toda a admiração pelo seu chefe. Alguém menos acrítico diria:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Então você se apaixonou pela América em função da possibilidade de se manipular os negros nas eleições em proveito de suas pretensões particulares?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlie Wilson, com seu maneirismo típico diria: “&lt;em&gt;Sir, Woman&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindo de um apreciador de álcool, cocaína e &lt;em&gt;strippers&lt;/em&gt;, há mesmo certa coerência. Como eu havia dito, Charlie Wilson é um cara legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos para a Era Reagan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1207616484558816604?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1207616484558816604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1207616484558816604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1207616484558816604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1207616484558816604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/jogos-de-poder_01.html' title='Jogos de Poder'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1479491267685938677</id><published>2008-03-01T05:50:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T06:04:01.867-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serial killer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfume'/><title type='text'>Pefume</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Perfume – a história de um assassino &lt;/strong&gt;(Perfume&lt;em&gt;: The Story of a Murderer&lt;/em&gt;), 2006. Alemanha/Espanha/França. De Tom Tykwer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se passa na primeira metade do século XVIII, por isso há vários anacronismos que são intoleráveis. Alguns personagens agem como se estivessem em um momento pós-freudiano, ao tentar “entrar na mente do assassino”. Há vários termos que simplesmente inexistiriam naquele momento, a própria noção de perversão sexual, que uma personagem insinua em um dado momento, é incompatível com aquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVIII não havia legistas para certificar se as vítimas foram estupradas. Pelo amor de Deus! Autópsias e dissecações ainda eram um tabu... que dirá a medicina legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém é verdade que qualquer filme que não seja ambientado no presente ou num passado próximo será em certa medida anacrônico. Aliás, o cinema não tem que ter nenhum compromisso com a verossimilhança histórica, a MENOS que essa desobrigação se torne um problema para o roteiro ou a direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que ocorre em &lt;em&gt;Perfume&lt;/em&gt;, na segunda metade da projeção a trama se desmorona completamente. É um filme de &lt;em&gt;serial killer&lt;/em&gt;, e pronto... aquela sugestão sexual típica, aquele jogo de gato e rato, aquela identificação com o assassino, aquela ambigüidade moral muito artificial. A única diferença é que é no século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira metade do filme é indiscutivelmente superior. Vemos como o nascimento e o crescimento do jovem Jean-Baptiste Grenouille, um órfão que possui um sentido de olfato muito apurado. Sua intenção é conhecer os aromas e depois conseguir perenizá-los através de técnicas de perfumaria. É interessante observarmos como o mundo se revela diferente para o personagem, pois ao contrário da maioria dos seres humanos não é a visão seu sentido prioritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um maldito, sua presença nunca é bem quista e seu afastamento sempre deixa seqüelas desagradáveis. O jovem Genouille é uma anomalia entre os homens... mas isso não o traz infelicidade, pois o que ele procura é exatamente o singular, o etéreo. A temática do filme é interessante, até a narrativa centrar-se no enfoque dos assassinatos cometido pelo jovem perfumista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que as atitudes de alguns personagens não sejam coerentes com a França setecentista, pois os cenários foram muito bem produzidos. A precariedade das remanescentes construções medievais, em um momento de explosão urbana, é convincente. Há uma cena em que a câmera focaliza os barcos com os pescadores e, em seguida, faz um movimento vertical para cima, mostrando as pontes repletas de habitações. Esse apuro revela uma direção de arte bem entendida com a proposta do filme, causar um estranhamento no expectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os figurinos também estão satisfatórios, drapeados usados pelos pobres sendo contrapostos às roupas ajustadas especialmente para os nobres. Uma maneira sutil e eficiente de mostrar as diferenças sociais no século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perfume &lt;/em&gt;é um filme com acertos e muito mais desacertos. Embora com discussões interessantes, sua pretensa complexidade acaba desmascarada pela insistência em se tornar um &lt;em&gt;trilher &lt;/em&gt;de assassinos... uma história de bandido e mocinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ser justos, o filme tem seus bons momentos, ele não chega a cair, mas que dá uma escorregada, vexatória e irrecuperável, isso dá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1479491267685938677?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1479491267685938677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1479491267685938677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1479491267685938677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1479491267685938677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/pefume.html' title='Pefume'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-9217859580239391672</id><published>2008-03-01T05:40:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T05:49:54.472-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Patton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segunda Guerra Mundial'/><title type='text'>Patton</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Patton – rebelde ou herói?&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Patton&lt;/em&gt;), 1970. EUA. De Franklin James Schaffner. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;África, Segunda Guerra Mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena é desoladora. As marcas de um combate recém travado são evidentes. Os veículos estão destruídos, há restos de incêndios, crateras causadas pelas explosões, armas espalhadas e retorcidas. Porém, o mais angustiante são os corpos, alguns estão semi-cabronizados, outros, deitados em suas próprias poças de sangues, em alguns faltam membros. Oficiais e soldados jazem junto ao chão. Não há mais vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;General Patton (George Scott), ao se deparar com essas imagens, com os restos de seus próprios homens, respira fundo e, com muita convicção, afirma que ele ama aquele cenário, que ele nasceu para vivenciar aquela experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Patton é um homem antigo, é um guerreiro nato. Ele ama a guerra assim como os demais amam a paz. Ele não se encaixa naquele paradigma do militar patriota que luta pelo seu país. Sem dúvida ele combate pela bandeira dos Estados Unidos, mas, acima de sua nação, está sua honra de guerreiro, sua vontade de glórias. Patton é o Aquiles do século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a narrativa do filme faz questão de evidenciar, ele é anacrônico, quer manter a ética de guerreiro em meio a uma era tecnológica. Como comandante ele é assustador, inflige ânimo aos soldados e oficiais, mas é intransigente com as titubeações. No hospital, expulsa um soldado com neurose de guerra, pois para ele isso era apenas covardia. Porém, Patton se comove ao ver seus soldados que tombaram em combate, trata os sobreviventes de forma paternal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mostrar-se superior ao general alemão Romel, seu inimigo, e também ao general inglês Montgomery, seu aliado, põe em risco todo o seu exército. Ele não se incomoda em enviar seus homens em direção ao ataque frontal, mesmo sabendo que não voltarão vivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patton é militarista e militaresco. Ele preza a pompa militar, as homenagens que recebe, as medalhas, as glórias. Ele é vontade de potência, quer mostrar ao mundo seu instinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que reside o elemento trágico, que novamente o aproxima dos heróis clássicos. A falta de discernimento político do general é a responsável pelas imprudências que ele diz ao público. Coisas que embaraçam os políticos (como o pouco caso que ele faz da Rússia), ao escancarar o que deveria permanecer velado. Por isso, Patton sempre ficou de fora dos maiores combates, pois os políticos e diplomatas o julgam perigoso demais para as delicadas relações entre os países aliados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior combatente é sempre deixado de fora dos maiores combates. De longe, general Patton contempla o lugar onde gostaria de estar. Ele se esforça, em vão, para ser posto na linha de frente. Quer está em um lugar no qual muitos gostariam de fugir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom guerreiro, mas um péssimo homem. Como nas tragédias gregas, ele se sente de mãos atadas para cumprir uma tarefa a que se julga predestinado. Sua sina é sabotar a si próprio e se impedir de cumprir a grandiosa missão que os deuses o atribuíram: conduzir homens para a guerra, guiar os soldados a um local onde deverão matar e serem mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Ótimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-9217859580239391672?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/9217859580239391672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=9217859580239391672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/9217859580239391672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/9217859580239391672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/03/patton.html' title='Patton'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1221962383510957887</id><published>2008-02-28T03:44:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T03:49:46.238-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes piratas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pirataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='combate a pirataria'/><title type='text'>Editorial - Contra a Pirataria</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Contra a pirataria ou A família de Seu Chico &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São uma família. Pai, mãe, irmão e irmã. A mãe é dona de casa, o pai recebe uns 500 reais por mês e as crianças não trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de semana. Todos querem ver um filme. Para chegar ao cinema, localizado em uma área central, essa família despenderá mais de 10 reais em transporte público (idêntico valor será gasto na volta). Em um Shopping (aonde mais iriam?), 28 reais será gasto na entrada dos adultos e 14 nas meio-entradas dos pequenos. Registre-se os dez reais costumeiros da pipoca e refrigerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por os cálculos no papel: 20 + 28 + 14 + 10 = 62 reais. O que equivale a 12% do salário do Seu Chico. Se quiserem ir ao cinema 2 vezes por mês, será 24% da renda familiar comprometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, nunca vão ao cinema, o que, em tese, significaria que eles nunca teriam acesso aos filmes. Como Seu Chico (um cônscio chefe de família) faz para garantir a sétima arte aos queridos entes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do serviço, ele passa no camelô e compra um dvd pirata por 5 reais (ou 3 por 10), passa na padaria e compra 2 litros de refrigerante por 2 reais e, por 1 real, compra o saco de milho de pipoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que seus gastos são os seguintes: 5 + 2 + 1 = 8 reais. O que representa cerca de 1,6% do seu salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que deve ser feita é como Seu Chico tem coragem de comprar um dvd pirata? Agindo desta forma ele prejudica a dinamicidade da economia, colocando em perigo a estabilidade de toda uma rede macroeconômica. Com esse pensamento egoísta e mesquinho, ele poderá infringir um prejuízo ao cinema, por conseguinte às distribuidoras. Se todos comprassem dvds piratas, seria a própria indústria cinematográfica que entraria em colapso (como George Lucas fez questão de afirmar recentemente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o problema com Seu Chico? Por que ele se recusa a gastar os 62 reais? Por que essa insistência em lucrar em demasia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido eu só posso congratular as campanhas contra a pirataria que têm cumprido uma importante ação de esclarecimento do público. Destaque para aquele informe que nos conscientiza de que o dinheiro que circula no tráfico e terrorismo é o mesmo que roda na pirataria dos dvds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato isso era algo que eu não sabia. Não podemos permitir que o dinheiro do seu Chico caia nas mãos de criminosos, ele deveria ser canalizado para empreendimentos idôneos. Ao exemplo do &lt;em&gt;Shopping Cidade &lt;/em&gt;de Belo Horizonte, cuja amostragem de visão empresarial é colocar roletas nas portas do banheiro e cobrar 30 centavos por sua passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as autoridades públicas não tomarem as devidas ações, mais famílias como a de Seu Chico continuarão a abandonar as salas de cinema, em proveito das salas de sua própria residência. Tirando o fato de que nessas últimas o banheiro é de graça, não podemos acrescentar nenhuma outra vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou totalmente contra a pirataria. Esses piratas lucram, lucram, lucram e mais lucram. Eles pegam o cinema e o transforma em um mero produto (uai... e não é?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tem que parar, tem que parar agora. Se a pirataria de dvds for completamente erradicada (tal como o tráfico de drogas será um dia) as salas de cinema voltarão a ficar cheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fim dos piratas e pela hegemonia dos corsários. Qual a diferença? A diferença é que, esses últimos, supostamente, estão na legalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1221962383510957887?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1221962383510957887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1221962383510957887&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1221962383510957887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1221962383510957887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/02/editorial-contra-pirataria.html' title='Editorial - Contra a Pirataria'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3521802944951825744</id><published>2008-02-24T17:21:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T05:30:46.508-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='George Romero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonio Moniz Viana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pássaros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfred Hitchcock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edith Head'/><title type='text'>Os Pássaros</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Pássaros &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The Bird&lt;/em&gt;), 1963. EUA. De Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me a obviedade, mas faz algum tempo que não escrevo nesse blog e opto por recomeçar por um caminho mais fácil, isto é, por um excelente filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana, enquanto eu pedalava pelas paragens betinenses (usufruindo da nossa subestimada ciclovia) fui atacado por um pássaro. Ao bem da verdade, não foi um ataque, está mais para um encontrão. De qualquer forma havia um bando de aves sobrevoando e uma delas resvalou no meu capacete, quase me derrubando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a nuvem de pássaros, o céu nublado e o barulho do córrego me remeteram a essa obra prima de Hitchcock. Voltei para casa, assisti ao filme e decido por escrever uma ou duas palavras sobre essa produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um filme perfeito, no qual cada componente da produção cinematográfica se encaixa, revelando a diferença entre um cineasta qualquer e um grande diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já sugeriu Antonio Moniz Vianna, o filme se inicia como uma comédia – romântica, eu acrescentaria – pois a infantil e impetuosa Melaine Daniels decide viajar 90 km para descontar uma peça da qual foi vítima, executada por Mitch Brenner, um advogado de São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chega a uma pequena cidade, chamada de Bodega Bay, uma vila marítima que provavelmente subsiste por intermédio da pesca. Inicialmente, somos apresentados a um triângulo amoroso e a uma sogra ciumenta, configurando uma situação inicial que por si só já daria um filme (mesmo que desinteressante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a graciosa Melaine Daniels decidiu visitar o vilarejo no pior final de semana possível. Não há como negar que tudo parece corriqueiro, o comércio local funciona, os barcos estão no mar, e o céu se encontra em seu habitual tom cinza, revelando a beleza das cidades que dão vistas para o pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os pássaros estão inquietos, gerando uma série de incidentes isolados, que não despertam maiores preocupações. Mas tal qual nos filmes de George Romero, o terror gradualmente ganha forma e, em pouco tempo, todo o povoado presenciará a rebelião dos pássaros, muito mais destrutiva e terrificante do que os incautos poderiam pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do excelente do roteiro, marcado pelas suas já famosas sutilezas – seria redundante lembrar a cena em que Melaine presencia uma ave pousar atrás de si, em um brinquedo da escola? – o que mais vem à tona nesse filme é sua exatidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pelo céu e cidade, destoando dos cenários de estúdios também utilizados nessa produção. Bodega Bay parece ter vida e seus moradores possuem os traços típicos dos interioranos: tudo é pequeno e todos conhecem todos. Destaque também para o acompanhamento musical, inexistindo música, mas só o barulho agourento das aves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tippi Hedren (Melaine) tem uma feição que serve ao desenvolvimento da narrativa – sua maquiagem e penteado são belíssimos (bem anos sessenta) e diferem dos rostos simples dos habitantes locais. Seu traje saiu da mente criativa de Edith Head, peça interessante: um vestido para o dia, mas facilmente adaptado para um evento noturno. Entretanto, o crítico Antonio Muniz parece não ter apreciado o trabalho da atriz ao dizer que ela seria “... &lt;em&gt;ostensivamente estreante e gracekelliana por procuração discutível&lt;/em&gt;...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal afirmação que é discutível, pois Hedren protagoniza a personagem com a qual mais nos identificamos. Sua indisposição à inconseqüência a arrastou ao centro da insurgência dos passarídeos e devemos torcer para que ela retorne a São Francisco. Além disso, a maneira como a jovem facilmente se irrita, se infantiliza e assume a posição de mulher séria (tudo conforme a situação) dão o tom da história, oscilando entre a aparente comédia e o terror decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A genialidade do filme também se sobressalta em seu desfecho, substituindo um término tradicional pela interrupção da narrativa no momento de maior suspense. Não dá nem para dizer se o final é otimista ou pessimista, mas somente que o clima de terror tenderia a aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, &lt;em&gt;Os Pássaros &lt;/em&gt;é um genuíno exemplar hitchcockiano, criando ótima composição a partir de um tema aparentemente banal. Ninguém vê as aves como animais perigosos ou as consideram capazes de uma insurreição, mas, se você estiver distraído, elas bem que podem derrubá-lo de uma bicicleta. No entanto, isso já não é matéria para uma análise fílmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Observação&lt;/u&gt;: o livro de Antonio Moniz Vianna Citado é “&lt;em&gt;Um filme por dia&lt;/em&gt;”, publicado pela Companhia das Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: e o blog continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Ótimo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-3521802944951825744?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/3521802944951825744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=3521802944951825744&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3521802944951825744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/3521802944951825744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/02/os-pssaros.html' title='Os Pássaros'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-4506001377918776441</id><published>2008-02-03T03:37:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T03:39:23.264-08:00</updated><title type='text'>Eu sou a lenda</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Eu sou a lenda&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;I’m the legend&lt;/em&gt;), 2007. EUA. De Francis Lawrence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo complexo de cinema do Shopping Cidade. Uma longa escada me conduz até o salão principal. É tão íngreme que, por um instante, suponho estar me dirigindo ao céu. É... só se for o céu do consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;bomboniére &lt;/em&gt;lotada, sacos gigantes de pipocas, por todo o canto filas, não sei de onde vem e nem para onde vão. Patrícias, casaizinhos e meninões, sexta feira, Shopping Center: esse é o público alvo. Nova atualização do &lt;em&gt;Panis et Circenses&lt;/em&gt;, mas desta vez nada é de graça, cobra-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro na sala de projeção: admirável mundo novo, tudo colossal, inclusive a imbecilidade do público. Ao meu lado um casal discute se a pronúncia correta é “áxixe” ou “ráxixe”. Eu, por minha vez, penso se o correto seria “árakiri” ou “rárakiri”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trailer: &lt;em&gt;Batman: o Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt; – os rapazes já esfregam as mãos, ansiosos por essa nova dose de testosterona. As luzes se apagam e como diria Quantin Tarantino: agora nossa atração principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente não há mais seres vivos na terra, Robert Neville (Will Smith) pode andar despreocupado. Mas ainda sim, ele insiste em correr pelas ruas em um carro veloz, tentando abater um antílope. Todos os supermercados de Nova York a sua disposição e ele teima em queimar pneu para perseguir um animal. No filme ele é o cara mais inteligente: o CIENTISTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa começa tropegamente, mas ganha densidade e ritmo, principalmente quando percebemos a sua habilidade em calcular os riscos e seu envolvimento com os prováveis perigos. Lá fora zumbis mutantes, famintos, que só saem a luz do luar: mistura de sangue-suga com mortos-vivos – premissa interessante... só faltou um licantropo para avacalhar de vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou fã do gênero, mas os filmes de zumbis já deram o que tinha de dar... &lt;em&gt;Extermínio 2 &lt;/em&gt;(que é produção inglesa) marcou o limite, passou da hora de explorar outro filão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu sou a lenda&lt;/em&gt; se baseia em uma série de clichês, Neville viu sua família morrer – ela amava sua mulher e filha... desde então ele se purga, na procura da cura pelo vírus. Ele se tornou cético e amargo, além de que depois de três anos isolado, uma certa tendência anti-social é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que surge uma coadjuvante, vinda de São Paulo, como ela conseguiu chegar a ilha de N.Y que estava com as pontes rompidas não é bem explicado (não vão me dizer que foi de navio...). De qualquer forma não há por que dá atenção para alguém que já entra em cena proselitando que “Deus tem um plano para todos nós” – vai ver que a moça era da Igreja Universal. Se Ele tem um plano para todos nós, queria saber por que ele me deixou entrar no cinema naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que inexistam bons momentos no filme, o suspense é bem construído, a caracterização da cidade também é eficiente, além de pequenas nuances: será que o casal ao meu lado percebeu que havia um Van Gogh na casa de Neville?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao desfecho nada falarei, só que é uma grande picaretagem, ao término eis que a bandeira americana novamente ressurge, povo tenaz e resistente, sempre encontrando novos meios de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, mocinhas bem prendadas distribuem folhetos do Pitágoras com balas de açúcar. Publicidade direta, merchandising frontal, pois quem se submete ao enquadramento dos esquemões &lt;em&gt;hollywoodianos &lt;/em&gt;também não estaria propenso ao achatamento intelectual dos pré-vestibulares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso responder por mim, chupei a bala e joguei fora o folheto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-4506001377918776441?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/4506001377918776441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=4506001377918776441&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4506001377918776441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/4506001377918776441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2008/02/eu-sou-lenda.html' title='Eu sou a lenda'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7466758435207744869</id><published>2007-12-30T18:15:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T18:16:36.590-08:00</updated><title type='text'>Happy Feet</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Happy Feet – o Pingüim &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Happy F&lt;/em&gt;eet), 2006. EUA. De George Miller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme sobre os pingüins imperadores, exímios cantadores. Para o acasalamento, eles formam seus pares a partir de cantos. Porém, um deles, chamado Mano, tem uma peculiaridade: é incapaz de cantar, ele só consegue expressar seus sentimentos através da dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sua habilidade o indispôs perante seu grupo, sobretudo os mais velhos. Mano é um desolado, inapto a seguir os antigos rituais de corte e acasalamento da espécie. A impressão inicial é estarmos diante de mais uma das tantas atualizações do patinho feio. Um novo exemplar das fábulas de aceitação social, bem ao gosto da Disney ou da DreanWork. O exemplo mais recente que me vem a mente é sobre um ogro que se diz misantropo, mas cujo anseio mais íntimo é justamente a inclusão nos padrões da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, um dos paradoxos das sociedades ocidentais contemporâneas é o culto ao individualismo ser complementar às medidas de massificação e homogeneização dos gostos e sensibilidades. O cinema americano tem uma predileção por aquele modelo de herói que se diz diferente, mas que, ao final, mesmo que implementando alguma mudança, acabará por aceitar uma reordenação conservadora do sistema (lembrem-se do desfecho de &lt;em&gt;FormiguinhaZ&lt;/em&gt;). Aula de sociologia funcionalista no mais elementar grau... Sem dúvida que esses problemas perpassam &lt;em&gt;Happy Feet &lt;/em&gt;do início ao fim, e durante os primeiros atos eu tinha a convicção de que estava a desperdiçar uns 90 minutos do meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, na metade da projeção o enredo adquire uma nova conotação, a meta do personagem (de conquistar a amada e ser aceito pelo seu bando) é substituída por uma nova missão, a de compreender a razão do desaparecimento dos peixes. Esta atípica ave decide realizar uma jornada em direção a seres desconhecidos (os ETs) que, supostamente seriam responsáveis pela carestia dos víveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse incremento, a narrativa acaba por tomar um fôlego, trazendo um sutil pensamento ecológico que é até inofensivo, mas, ao menos, não se resvalando na pieguice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem Mano descobre nos ETs criaturas indiferentes, incapazes de perceber o sofrimento dos demais. Gigantescos e poderosos, eles eliminam todas as formas de vida, dos peixes às baleias, não há criatura capaz de fazer frente à voracidade desses insaciáveis alienígenas. Caberá ao pingüim encontrar meios para se comunicar com tais seres, dissuadindo-os da predação irracional dos peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Pólo Sul há muitos animais que ameaçam a vida dos pingüins, como as gaivotas, os leões marinhos e as baleias. Porém, no desenvolvimento do filme, evidencia-se que o maior perigo reside nas inexplicáveis ações daqueles estranhos alíens que, por onde passam, deixam um rastro de destruição e sujeira. Sem dúvida, o perigo vem do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7466758435207744869?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7466758435207744869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7466758435207744869&amp;isPopup=true' title='40 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7466758435207744869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7466758435207744869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2007/12/happy-feet.html' title='Happy Feet'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>40</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-8261846199110015919</id><published>2007-12-30T18:13:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T18:15:08.439-08:00</updated><title type='text'>Pantera Cor-de-Rosa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pantera Cor-de-Rosa&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Pink Panther&lt;/em&gt;). Eua. DE Sawn Levy, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Para de pressioná-la, não vê que ela é sexy!&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assino embaixo essa frase pronunciada pelo inspetor Jacques Clouseau, interpretado por Steve Martin, ao se referir a cantora Xania (Beyoncé Knowles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo esse texto por um caminho pouco usual ao destacar a beleza de Beyoncé, certamente uma das mulheres mais bonitas dos Estados Unidos, representante da &lt;em&gt;pop &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;world music&lt;/em&gt;. A presença da figura da “mulher fatal” é indispensável para o desenvolvimento dessas histórias detetivescas. Basta lembrar o cinema &lt;em&gt;noir &lt;/em&gt;e suas paródias, das quais a franquia &lt;em&gt;Pantera Cor-de-Rosa &lt;/em&gt;é um exemplo indireto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza singular de Konwles é uma estratégia para nos levarmos a um esquema de cinema glamour onde a aparência do ator é um elemento essencial da trama. Assim Beyoncé é a mulher misteriosa e sedutora, Jean Reno é a objetividade, humildade e força e Steve Martin é a própria incompetência não admitida e encarnada em forma de homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steve Martin é um ator competente, pois conseguiu substituir satisfatoriamente Peter Sellers, embora o Clouseau deste último fosse bem mais blasé. Faltou um pouco de alheamento na interpretação de Martin, não podemos nos esquecer que o inspetor francês é quase um altista, com uma percepção mínima da realidade ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas vulgaridades no filme, plenamente dispensáveis, um indício da queda da comédia cinematográfica contemporânea, que, cada vez mais, tende a ser escatológica. De qualquer forma as piadas básicas e as situações cômicas típicas permanecem, mas não trata-se simplesmente de um remake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias reinvenções, pois temos um Clouseau que convive com celular, viagra, internet e e-mail, todas as cenas que envolvem essas tecnologias são hilárias. A referência aos filmes de James Bond é legítima na medida em que ela tem uma funcionalidade na trama, não soando gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho é a parte mais insatisfatória do filme. A forma como se deu a “redenção” de Clouseau foi forçada, ele é um policial altamente incompetente, não há uma razão para tentar nos convencer do contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Regular&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-8261846199110015919?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/8261846199110015919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=8261846199110015919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8261846199110015919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/8261846199110015919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2007/12/pantera-cor-de-rosa.html' title='Pantera Cor-de-Rosa'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-1228082586797544214</id><published>2007-12-30T17:54:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T18:04:24.842-08:00</updated><title type='text'>O homem que não estava lá</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O homem que não estava lá&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Man Who Wasn’T There&lt;/em&gt;), 2001. EUA. De Joel Coen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que o diálogo é com o cinema &lt;em&gt;Noir&lt;/em&gt;. A fumaça, os cigarros e a fotografia em preto e branco nos sugerem o universo ao qual os irmãos Coen pretende nos conduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o cinema feito em 2001 nunca será o cinema dos anos trinta ou quarenta. O amoralismo do movimento &lt;em&gt;Noir &lt;/em&gt;não pode ser recriado com tanta facilidade, e embora o personagem principal, Ed Crane (interpretado por Billy Bob Thorton), não tenha remorso por suas ações, ele está condenado, de alguma forma, a pagar por seus crimes. Assim, uma referência plausível é &lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;, pois cabe ao desajustado purgar pelo seus erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o roteiro é bem construído e, embora a trama esteja em constante mudança, não nos deixa de surpreender que, em um filme sobre assassinatos, haja momentos em que discos voadores, de uma forma um tanto inusitada, entrem na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é sobre um homem que, embora com uma vida insípida, não deixa de experimentar arroubos de otimismos, justamente o que o conduz a situações catastróficas. Dentro do universo dos irmãos Coen, ele seria uma outra versão daquele incompetente vendedor de carros, que trama o seqüestro da própria esposa em &lt;em&gt;Fargo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa é um tanto “esticada”, o que acaba por provocar uma impaciência, principalmente no ato final, quando o remate se torna previsível. Assim como em &lt;em&gt;Fargo &lt;/em&gt;a situação inicial é simples, mas aos poucos as complicações aparecem, com amplitudes imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu um momento do filme, alguém fala que Ed Crane é um homem moderno: solitário, sem um lugar definido no mundo, um tipo comum e inofensivo. Dificilmente ele poderia ser tomado como um homem comum, pois seu estoicismo é admirável, não o vemos sorrindo ou chorando, sua feição é sempre a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;O homem que não estava lá &lt;/em&gt;não existe espaço para o livre arbítrio, pois uma ação longínqua pode o afetar sem que você perceba. A possibilidade de felicidade está vedada. Um carro na contramão, uma nave alienígena, a lavagem a seco, tudo está interligado, denunciando o absurdo da vida e a confirmação do &lt;em&gt;Princípio de Incerteza&lt;/em&gt;: quanto mais se procura menos se acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a mentira é preferível, pois ela simplifica a realidade, assim, a morte é preferível, pois ela simplifica a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Bom&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-1228082586797544214?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/1228082586797544214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=1228082586797544214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1228082586797544214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/1228082586797544214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2007/12/o-homem-que-no-estava-l.html' title='O homem que não estava lá'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-7924154737995345640</id><published>2007-12-18T04:55:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T16:53:01.932-08:00</updated><title type='text'>MeninaMá.com</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MeninaMá.com&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Hard Candy&lt;/em&gt;), 2005. EUA. De David Slade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dos clipes que a tornariam conhecida, aquela garota de uns 15 anos, apareceria dançando em uma escola, com um uniforme escolar bem &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;, saia acima do joelho, posições insinuantes e requebrados profissionais. Falo de Britney Spears e sua precoce aparição na mídia televisiva, realimentando o imaginário da Lolita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma constatação interessante é observar como nossa sociedade preza a juventude e a beleza noviça, em outras palavras, não há como negar o potencial pedófilo de nossa cultura. A todo momentos lindas jovens são mostradas na televisão, a sexualização das adolescentes é recorrente e não requer que citemos maiores exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se adoramos a pedofilia, por outro lado, odiamos o pedófilo. Aquele ser asqueroso e viscoso, que contraria as leis de Deus, da Sociedade e da Sacrossanta família. Trata-se de um verme que age sorrateiramente, corrompendo nossos filhos e filhas. A grande questão é entender a contradição entre nosso desejo pela juventude ilimitada e a condenação daqueles que, de fato, a procuram. O pedófilo nada mais faz do que seguir a risca os conselhos disseminados pela poderosa publicidade de cosmético: lindas jovens que comparecem perante o público vendendo produtos contra envelhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo as tendências sádicas da nossa sociedade, o que temos é a promessa do super-orgasmo nunca atingido. A relação entre a juventude e o prazer pode ser utilizada para vender uma gama de supérfluos, mas jamais deve ser buscada verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas reflexões me conduzem a apreciação do moralista &lt;em&gt;MeninaMá.com&lt;/em&gt;, um filme sobre o qual, definitivamente, devemos desejar o mais rápido esquecimento. A narrativa se estrutura no embate entre uma misteriosa garota que surge na vida de um homem solitário, supostamente um pedófilo. Hayley, de 14 anos, decide punir Jeff, 32 anos, para isso ela o submete a condições degradantes, se valendo de drogas e torturas físicas e psicológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeff supostamente é um agressor sexual, mas eis que surge, como um anjo justiceiro, uma menina de 14 anos, disposta a vingar todas as mulheres feridas. Em um mundo no qual crianças estão aptas a torturar um ser humano (independente dos crimes cometidos), o pedófilo será o menor dos nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que percebemos é o impulso do puritanismo sexual. Uma criminalização absurda dos desvios sexuais, inserida em uma perspectiva moralista, na qual possuir uma patologia (ou desvio social) equivale a possibilidade de sujeição à tortura ou à pena de morte. Não se acredita na possibilidade da regeneração, da recuperação. O intento é eliminar o dissonante, em proveito da unidade, da totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que estupradores ou, em alguns casos mais isolados, homossexuais quando caem nas mãos da população terminam linchados, é assim que se resolve o problema dos desviantes, com intolerância e violência extrema. O Estado de Direito e a direito a ampla defesa soam como fábulas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para avaliar a controvérsia da repercussão desse filme no universo dos críticos sugiro duas leituras, a primeira é a inteligente apreciação de &lt;a href="http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?secoes=&amp;artigo=1091"&gt;Luiz Fernando Gallego &lt;/a&gt;que, reconhecendo os méritos técnicos da produção, escancara o potencial totalitário do enredo. A outra sugestão é de um crítico, cujos textos têm grande apreciação entre os internautas, divulgados no pop-site &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=6652&amp;id_filme=5719&amp;aba=critica"&gt;Cinema em Cena&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em última instância, permanece a questão da adesão a escalas de valores. Moral de aldeia (fascista e hipócrita) ou crença no Estado como mediador de conflitos e na necessidade de compreensão (e correção) do comportamento humano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso Britney, que agora já é adulta, rebola, rebola sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cotação: Fraco&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1746171801615387701-7924154737995345640?l=cafecomcinema2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/feeds/7924154737995345640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1746171801615387701&amp;postID=7924154737995345640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7924154737995345640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1746171801615387701/posts/default/7924154737995345640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafecomcinema2.blogspot.com/2007/12/meninamcom.html' title='MeninaMá.com'/><author><name>El Luchador Mysterioso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14576746787880496221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_ca2XqntuN2o/TCSvJ4xe0bI/AAAAAAAAAZ4/hnzSWlemDrw/S220/7480ce327b74ab551789fcc6c46b6d08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1746171801615387701.post-3165167040697643154</id><published>2007-12-15T12:41:00.000-08:00</published><updated>2007-12-15T13:02:39.422-08:00</updated><title type='text'>Golpe Baixo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Golpe Baixo&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Longest Yard&lt;/em&gt;), 2005. EUA. De Peter Segal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticar alguns filmes é muito fácil, quase como chutar um cachorro morto. Na verdade, seria ociosidade da minha parte resenhar esse filme. Portanto, como exercício didático, deixarei essa tarefa para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim leitores! Desta vez vocês são os críticos. Não se preocupem, não é necessário assistir esse filme. Aliás, nem recomendo, seria golpe baixo da minha parte. Vossa tarefa se resumirá em escolher as alternativas mais apropriadas, copiá-las e colá-las no word. Depois é só ler. Crítica pronto, crítica instantânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premissa: Andam Sandler é Paul Crewe um ex-jogador de futebol americano. Completamente decadente, foi processado sob acusação de extorsão, ao “facilitar” um jogo para equipe adversária. Um dia, enchendo a cara e dirigindo em alta velocidade na contramão, Crewe é enviado para uma prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daqui vocês continuem, escolham a melhor resposta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele é bem recebido pelos guardas?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Os guardas, como bons funcionários públicos que são, o tratam com devido respeito.&lt;br /&gt;II. Os guardas são uns sacanas, que sem nenhuma razão aparente, o espancam.&lt;br /&gt;III. Os guardas ficam felizes com o ex-jogador de futebol (iupi), e o convidam para bater uma bolinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele é bem recebido pelos prisioneiros?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Um playboy corrupto sempre é um cara popular na prisão. Certo?&lt;br /&gt;II. Os prisioneiros o odeiam e o matam. Seu corpo é escondido no vestiário, o filme, que era uma comédia, vira um suspense a la Hitchcoock.&lt;br /&gt;III. No início ninguém gosta dele, mas depois ele vira líder, ganhando a simpatia da galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Qual é o principal perfil dos prisioneiros?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. São homens brancos ricos, exploradores, fraudadores, políticos, que desviaram recursos e por isso estão na cadeia.&lt;br /&gt;II. São negões, índios, latinos, italianos. Eta gente feia, eta gente perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que confusão Paul Crewe vai caçar na prisão?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Nenhuma, ele fica quietinho na dele.&lt;br /&gt;II. Ele vai caçar inimizade com os guardas e com o diretor da penitenciária (que, claro, é corrupto e tem ambições políticas). Crewe organizará um time de futebol, composto por detentos, que, em um futuro próximo, enfrentará o time dos policiais.&lt;br /&gt;III. Por acidente, ele assistirá um VHS, no qual aparece estranhas imagens. Esse fita tem relação com uma estranha garotinha chamada Samara, que, em 7 dias, irá buscá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Crewe terá facilidade para organizar o time?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Claro, ele é um cara popular, todo mundo vai querer participar.&lt;br /&gt;II. No início não haverá jogadores, mas graças ao empenho de Sandler, os bonzões, acabarão engajados no projeto de Detentos X Homens da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os dois times terão as mesmas facilidades para o treinamento?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Enquanto os policiais usam equipamentos, esteróides e um campo perfeito, os detentos não terão recursos, salvo as chuteiras rasgadas, a bola e o campo no deserto... sim, no deserto.&lt;br /&gt;II. Sim, pois o filme não é maniqueísta. Ele retrata os esforços dos desportistas. Rá, desconsiderem essa opção...&lt;br /&gt;III. O poderoso jedi mestre Ioda decide auxiliar o time de Crowe, portanto, são os policiais não têm chances. Essa é a única maneira de explicar as inexplicáveis manobras do time Maquina Infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Além do jogo propriamente dito, os detentos enfrentarão algum outro desafio no jogo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Eles serão chantageados, os juízes serão parciais, e os policiais usarão golpes sujos.&lt;br /&gt;II. Que isso! É um jogo. É esporte, o que importa é a diversão. Yesssss, 100% entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o público, o que ele fará nos momentos finais?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Torcerá para os policiais, pois afinal, eles representam a lei e o Estado de Direito!&lt;br /&gt;II. Fugirão, assustados com a invasão dos macacos voadores.&lt;br /&gt;III. Inicialmente hosti
